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Processo Penal I - Aula 7_Acao Penal

Processo Penal I - Aula 7_Acao Penal

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Published by: Cristiano Vasconcelos Barbosa on May 19, 2011
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  P  r  o  c  e  s  s  o   p  e  n  a  l  i –  A  Ç  Ã  O   P  E  N  A  L
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Nota de Aula07
AÇÃO PENAL1) CONCEITO
É o direito que o Estado-Administração, representando pelo Ministério Público (e eventualmentepor particulares), tem de requerer ao Estado-Juiz (Poder Judiciário) a aplicação do direito penalobjetivo para a satisfação da pretensão punitiva.
2) CLASSIFICAÇÃO
Art. 100 do CPB
No processo penal, a classificação das ações penais leva em consideração a qualidade do sujeitoque detém sua titularidade.
Assim, as ações penais serão:1.
Públicas
,quando o seu titularé o MP, ou;2.
Privadas
, quando o titular é o ofendido ou quem o represente legalmente, conformedetermina o art. 100,
caput 
, do CP.
Registre-se que a ação penal de titularidade do MP sofre, ainda, uma subdivisão (art. 100 § 1°):A.
Ação penal púbica incondicionada
independente da vontade ou interferência dequalquer pessoa.B.
Ação penal púbica condicionada
dependente, conforme o caso, derepresentaçãodoofendido (ou representante legal) ou do Ministro da Justiça.a.
E
XEMPLOS DE
CRIMES:
i.Perigo de Contágio Venéreo (art. 130, §2º., do CP);ii.Crime contra Honra do Funcionário Público em razão de suas funções (art.141, inciso II, do CP);iii.Crime de Ameaça (art. 147, do CP);iv.Crime contra os Costumes, quando a parte for pobre na forma da lei;v.Violação de comunicação telegráfica, radioelétrica ou telefônica(art. 151,§4º., do CP);vi.Correspondência comercial(art.152, § Único, do CP);vii.Furto de coisa comum(art. 156, §1º. Do CP);viii.Outras fraudes(art. 176, § Único, do CP).Att.: Nos crimesCONTRA A HONRApraticados CONTRA A HONRA DE FUNCIONÁRIOSPÚBLICOSNO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO,entendimento do STF em fórmula simulada, ofuncionário tem a opção de entrar com uma Ação Penal Privada ou oferecer umarepresentação ao MP para que o mesmo possa oferecer denúncia, ou seja, Ação Penal PúblicaCondicionada à Representação(Notícia Crime Postulatória)
onde o Titular da Ação é aparte ofendida.Natureza Jurídica: Mera Condição de Procedibilidade da Ação.Súmula 714do STF.
 
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Representação (Postulação em Juízo) de uma Pessoa Jurídica
Quem oferece arepresentação éa pessoa que está elencada noEstatuto ouno Contrato Social da PessoaJurídica. Se não apresentado, o mesmo será requerido pelo Juiz, ou pelo Promotor ou aindapela outra parte.Sendo o contrato omisso,o direito à representação passa paraseus diretoresou sócios-gerentes (art. 37, do CPP).Att
1
.: Cabe ao Ofendido oferecer a representação. (art. 24, Caput, do CPP).Att
2
.:O prazo para representação é de 6(seis) meses e, se inicia na data em que o ofendido, se capazou seu representante legal vier a saber quem foi o autor do crime. Sendo o fendido menor de 18anos, ou mesmo doente mental, ainda que maior de 18 anos, é evidente que o prazo para arepresentação não fluirá para ele, posto que é incapaz de exercita-la.Fluirá o prazo que é de natureza decadencial para quem o represente legalmente e soube quem forao autor do crime e, a partir da data que teve tal ciência, quando o prazo começará a correrininterruptamente.Se o representante legal só veio ter ciência quando o ofendido possuía mais de 18 anos e 6 meses,este não poderá exercer a representação apesar de que há entendimento em contrário dominante nosentido de conferir esse direito, assim entende Frederico Marques e também numerosos acórdãos.Magalhães Noronha preceitua não ser possível a representação tardia, no que é acompanhado porTourinho Filho, pois a ofendida ao completar 18 anos já é capaz para fazer a representação ouexercer o direito de queixa, mesmo contrariamente à vontade de seu representante legal (arts.34 e50, parágrafo único do CPP).Prazo de contagem penal e decadencial, ou seja, uma vez inspirado oprazo para a dar entrada à representação, ocorre a extinção da punibilidade, conforme previsto no(art. 107, do CP).Pois do contrário, haveria inusitadamente dois prazos decadenciais, o que é inconcebível.Observe-se que o prazo decadencial de seis meses é ditado pela imperiosa necessidade de ordemsocial e jurídica não se deixar abalar indefinidamente, permanecendo em suspenso a procedibilidadee, aindapor ser razoável a presunção de ter cessado o interesse da pessoa ofendida.Assim o STF já decidiu que a lei não pode dar ao representante legal direito que a vítima já não otenha e, não exerceu em tempo oportuno.
A Súmula 594 do STF acrescenta que “os d
ireitos de queixa e de representação podem ser
exercidos, independentemente, pelo ofendido ou por seu representante legal”. Prevalece o mesmo
prazo se morto o ofendido ou declarado judicialmente ausente.Como o direito de queixa ou de representação estãointimamente ligados ao direito de punir, pois oseu não-exercício acarreta a decadência que corresponde a uma causa de extinção da punibilidade, ecomo tudo que impeça ou dificulte o jus puniendi se insere portanto no âmbito da lei penal material.Sendo oprazo para o exercício da representação ou queixa decadencial, este é fatal não sujeito ainterrupções e nem suspensões e quiçá admite prorrogação.
 
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3
Att
3
.: EXCEÇÃO-Crimes de Imprensa
Tanto a contagem do prazo como o prazo decadencialpara o oferecimento da representação são diferentes, a Lei 5.250/67é extravaganteetrata daRepresentação dos crimes de imprensa,estabeleceu o prazo de03 mesesquer para representação,quer para queixa que começa a fluir a partir da data de publicação do escrito incriminado ou daretransmissão da notícia incriminada.Att
4
.: Formas de Representação
art. 39, CPP.Att
5
.: EFICÁCIA OBJETIVA DA REPRESENTAÇÃO
A representação é do FATO.Está ligadodiretamente aos crimes que envolvem mais de uma pessoa (mais de um autor).Basta o promotoroferecer a representação contra umautor do fato típico para que possa suprir a representação contraos demais.
Em síntese, ocorrendo os pressupostos e as
condições da ação penal
, nos casos de crimes deação pública incondicionada, o MPpoderá agir sem a necessidade de qualquer autorização.
Nos crimes em que a ação é condicionada, o órgão do Parquet só agirá depois de manifestado ointeresse de quem de direito (do ofendido ou do Ministro da Justiça, conforme o caso).
De regra, todosos crimes são de ação pública incondicionada. Só será de outra natureza se a lei,de forma expressa, prescrever o contrário.
3) CONDIÇÕES DA AÇÃO PENAL
O direito de ação, quando proposto pelo particular ou pelo Estado-Administração (MP), é oinstrumento pelo qual se faz valer em juízo uma pretensão. Portanto, ninguém ingressa em juízosem um motivo, mesmo que esse seja aparente.
Para que o direito de ação não se torne uma fonte inesgotável de abusos, a lei impõe, antes daanálise do mérito, antes dese ditar se a ação é ou não procedente, que se examine o interesse doautor na contenda, se o pedido deduzido é juridicamente possível, e se há interesse de se valer dosÓrgãos Jurisdicionais.
Ou seja, para evitar maiores tormentos, a lei disciplina o
jus actionis
(direito de ação), impondoo respeito a certas condições, que devem ser analisadas logo que apresentada a ação penal.
Uma ação penal só poderá ser proposta, exigindo-se a prestação jurisdicional para o casoconcreto, quando as exigências seguintes forem cumpridas:
3.1) CONDIÇÕES GERAIS DE PROCEDIBILIDADEA) POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO
ART. 43, I, CPP.
É a necessidade do autor solicitar providência que esteja prevista em nosso ordenamento jurídico, algo que seja abstratamente admissível segundo as normas existentes em nossoordenamento jurídico.
Em suma, o que se pretende deve ser juridicamente possível. O fato imputado deve ser crime emtese, ou seja, fato típico, antijurídico e culpável..

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