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07 juizes

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comentário bíblico adventista
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 JUÍZES JUÍZES JUÍZES JUÍZES
INTRODUÇÃO1.Título.O livro dos Juizes recebe seu nome dos títulos de quem governou aIsrael depois da morte doJosué. Moisés, ao dar instruções respeitodo governo dos israelitas depois de seu estabelecimento noCanaán, haviaordenado: "Juizes e oficiais porá em todas suas cidades queJehováseu Deusdará-te em suastribos" (Deut. 16: 18). portanto, quando Moisés já não vivia para exercer as funções legislativas, nemJosuépara desempenhar asexecutivas, nomearam-se juizes que constituíram a autoridade civil maiselevada do país. O livro dos Juizes é a história do período queseguiu imediatamente à morte doJosué. Nesse período a autoridadegovernamental do Israel esteve em mãos dos juizes.As pessoas que deram o nome aestelivro cumpriram uma função maior queas funções civis dos juizes estipuladas na lei mosaica. Namaioria dos casos, os juizes foram chamados a realizar seu grande obradiretamente por nomeação divina (caps. 3: 15; 4: 6; 6: 12; etc.), eentraram nela mais como libertadores da opressão estrangeira que comogovernantes civis. Na verdade, a mesma necessidade de sua chamada e seusgrandes façanhas surgiram por causa da anarquia que fazia que todos osprocedimentos comuns fossem ineficazes contra a apostasia e opressãoprevalecentes. Os mais ilustres de entre eles foram heróis nacionais maisbem que líderes civis ou religiosos. "Generais" ou "chefes", provavelmenteseria um título mais exato, pois realizaram façanhas principalmente militares. Semembargo, depois de que cada juiz "liberou" ao povo, governou-o durante oresto de sua vida. Daí que o nome Juizes parecesse o mais apropriado parao livro quando foi escrito. Séculos maistardeem Cartago, cujo povo tinha omesma origem racial e lingüística que os hebreus, um governante políticotambém era conhecido como "juiz",sufet(Heb.shafat). 2.Autor.Não se sabe quem escreveu o livro dos Juizes. Segundo a antiga tradiçãofeijão, seu autor foi Samuel (veja oTalmudbabilônico, BabaBathra14b, 15a). Éóbvioque isto é uma conjetura, e embora concorde com muitos dosfeitos, outros fatores parecem não dar base paraesteponto de vista. Um ditofavorito do autor do livro dos Juizes é: "Naqueles dias não havia reino Israel; cada um fazia o que bem lhe parecia" (caps. 17: 6; 21: 25;cf. caps. 18: 1; 19: 1). acredita-se que isto pode sugerir que o autor poderia haverestado a favor de um rei, como se houvesse dito na verdade: "Tais coisas nãoteriam sido toleradas, mas nesse tempo não havia rei no Israel para mantera ordem, e todos podiam fazer o que lhesdesejava muito". 302 Posto que Samuelopunha-se à idéia de um rei para o Israel, alguns pensaram que éimprovável que ele fora o autor de sortes palavras.Asprovasinternas assinalam possíveis limites de tempo dentro dos quais se
 
 escrito depois da instituição da monarquia com oSaúl. Por outra parte,há evidências de que deve ter sido escrito antes do reinado do David, ou poro menos a começos de seu reinado. Ocap. 1: 21 anota que os jebuseosnão tinham sido expulsos de Jerusalém, mas sim ali viviam com os filhos deBenjamim "até hoje". A história bíblica nos indica que os jebuseospermaneceram empossede Jerusalém, ou pelo menos da cidadela doSion, até quando a cidade foi capturada pelo David depois de concluir seu reinadode sete anos noHebrón(2Sam. 5: 6-9; 1Crón. 11: 4-9). portanto, o livro dos Juizes possivelmente foi escrito durante os primeiros sete anos doreinado do David antes de que capturasse a Jerusalém.3.Marco histórico.Embora seja impossível fixar com exatidão o tempo justo no suceder históricodo Próximo Oriente quando ocorreram ossucessosregistrados no livro deos Juizes, não seria muito errado dizer que o livro abrange o período desde 1400a 1050AC. O tempo exato não poderá ser determinado com precisão enquanto nãofixe-se definitivamente a data do êxodo, e atualmente não existemsuficientes dados históricos que nos capacitem para decidir com certezaabsoluta entre as teorias em conflito. Para mais comentáriosobre esteponto ver T. I, págs. 198-206; T. II, págs. 120-122.AstabuletasdaAmarnae outras inscrições revelam que oscananeos, que mantinham aposseda terra, estabeleceram-se ali durante séculosantes da invasão dos hebreus. Sua civilização datava de muito tempo, esob a influência dos grandes impérios daMesopotamiae Egito haviaalcançado um grau considerável de desenvolvimento. A gente estava organizada baixogovernantes subordinados que obedeciam ao faraó. Mas apesar distolutavam constantemente entre si, eassimchegaram a ser peritos na arte dea guerra. Entretanto, frente a um perigo comum se uniam mais ou menos sob umcaudilho. Suas cidades fortificadas os protegiam nas colinas e seus carrosde ferro os faziam temíveis nos vales, o qual se aprecia pelos restosmateriais de sua civilização que desenterraram os arqueólogos. A arte ea arquitetura parecem demonstrar que houve uma decadência imediata e marcadadepois da invasão dos hebreus. Entretanto, na esfera dasverdades espirituais, e portanto na moral e a filosofia da vida,os hebreus demonstraram grande superioridade sobre os habitantesaborígenes. Oscananeoseram conhecidos em todo o Próximo Oriente como mercados ecomerciantes (maistardeno hebreu a palavracananeochegou a significar "mercado"), mas também eram peritos em agricultura.Por não ter suficiente fé em Deus, os israelitas não puderam expulsar aoscananeos, de maneira que se conformaram a viver junto a eles depois dosprimeiros anos de guerra. Durantetodo esteperíodo os hebreus não constituíram uma nação solidamente unida. Às vezes duas ou trêstribospuderamformar uma aliança temporária contra um inimigo comum. O canto daDéboradocap. 5 de Juizes mostra que até em tempo de grande perigo era impossível unir atodas astribosem uma confederação. A luta entre astribosera o bastante comum (caps. 8: 1-3; 12: 1-6; 20: 1-48). Isto se deveu em parte para a falta decomunicação e intercâmbio entre astribospor causa das cadeias defortalezascananeasque dividiam a terra.Com bastante rapidez os recém chegados começaram a aprender os métodos de303 agricultura dos habitantes mais antigos, porque os hebreus tinham sidoprincipalmente nômades até então. A religiãocananeagirava em volto deritos para assegurar a fertilidade do chão. Havia muitas festividades emhonra de deidades agrícolas pelas ricas colheitas que tinham concedido. Aoadotar os métodos agrícolas do país, muitos dos hebreus foram induzidos
 
 4.Tema.Estelibero relata as vicissitudes do povo hebreu no período que seguiu aa morte doJosuéaté o tempo do Samuel, em cujos dias surgiu amonarquia. Em um sentido especial,Josuétinha sido escolhido para levar acabo e completar o programa iniciado pelo Moisés. QuandoJosuémorreu, osisraelitas -privados tanto dadireçãoautorizada do Moisés como daexperiência executiva doJosué- entraram em um período dedireção independente e trataram de consolidar a pátria recém ganha.antes desta época, a existência dos hebreus tinha flutuado entre odesassossego e o movimento. Primeiro, padeceram escravidão;logo, umaperegrinação prolongada no deserto, e finalmente as penúrias doacampamento e a conquista. O livro doJosué, que é principalmente uma biografiadesse grande dirigente, relata as fases finais dessa conquista. O livro deos Juizes apresenta o próximopassona história dos israelitas, e osmostraenfrentando-se ao desafio da transição de um povo migratório epastoril a uma nação estabelecida e agrícola.Ao abrir o livro nos achamos em uma atmosfera de ardor bélico. Lemos aproximade preparativos militares à medida que astriboscomeçam a dispersar-sedepois dascampanhasunidas sob o mando doJosué. Sereúnenconselhos de guerra, elogoseouçao choque das armas ao subir astribosdo vale do Jordão para tomarpossedos distritos que lhes havia meio doido em sorteconquistar. Uma batalha segue a outra. Os carros de ferro avançam velozmentepelos vales; as costas estão arrepiadas de homens armados. As cançõessãode luta e conquista; os grandes heróissãoos que ferem os inimigos do Israel no "quadril" e o "coxa" (Juec. 15: 8). Embora os hebreus obtêmconquistar a região montanhosa não podem jogaraoscananeosdas planícies. Quando se apagou o fragor da batalha, oscananeosainda retinham aposse de uma larga cadeia de cidades fortificadas que corriam do oriente atéo ocidente, do monte Fere através doAjalón,Saalbim,Gabaón,Beerot, Quiriat- jearim, e Jerusalém. Mais para o norte,Isacar,Zabulón,Asere Neftalíficaram separadas dastribosdaCanaáncentral por outra barreira de fortalezas desde mar através doDor,Haroset-goim,Meguido,Taanace Ibleam, até o rio Jordão. O rico vale doJezreelque conduzia até Jordão, passando pela fortaleza doBet-seán, estava ainda em mãos dos cananeos. Estas duas cadeias de fortalezas cortavam o país e faziam que fossemvirtualmente impossíveis a comunicação e a unidade entre astribos. Isoladascomo estavam uma de outra por estas cidades sem conquistar, astriboshebréiasficavam expostas ao ataque, e só com dificuldade podiam formarconfederações parciais contra seus inimigos a fim de aferrar-se aos centrosque tinham conquistado em meio de umapopulaçãohostil.As constantes invasões de outros povos trouxeram luta e opressão àstriboshebréias. Do nordeste chegaram invasoresmesopotámicos; do sudeste, osmoabitas; doeste,madianitaseamonitas; e do sudoeste, os filisteus. Posto que a apostasia e idolatria tinham debilitadoos vínculos de unidade nacional que tinha forjado a lealdade a sua religião, oshebreus foram incapazes de resistir estes ataques. Entretanto, ossofrimentos da escravidão produziam arrependimento 304 e faziam que agentevoltasseuma vez mais ao culto do Senhor.Logo, compadecido deles, Deussuscitavaum libertador ou "juiz", que quebrantava o jugo da opressão e julgava ao povo até sua morte.Esteé otemado livro. Otemaprincipal que expõe o autor de Juizes é que o pecado e a apostasiada verdadeira religião atraem sobre um povo o desagrado de Deus. A fim de

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