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Anotações da Aula de Direito Comercial do Prof. Alexandre Gialluca

Anotações da Aula de Direito Comercial do Prof. Alexandre Gialluca

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direito comercial; lfg; anotações
direito comercial; lfg; anotações

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INTENSIVO IIDIREITO COMERCIALProf. Alexandre GiallucaAula 01 - 27/01/2009
Antes do advento do NCC, vigorava o Código Comercial de 1850, o qual estava divididoem três partes.A primeira parte tratava do “Comércio em Geral”; a parte II tratava do “ComércioMarítimo”; a parte III tratava das “Quebras”.A parte primeira do Código Comercial já havia sido revogada pelo Dec. Lei 7.661/45, quetratava da falência e da concordata. Este Decreto-Lei, por sua vez, foi revogado pelanova Lei de Falências (Lei 11.101/05).A primeira parte do Código Comercial trazia a figura do comerciante e da sociedadecomercial. Comerciante era a pessoa física e a pessoa jurídica era a sociedade comercial.O Código Comercial de 1850 adotou uma teoria, que se chama Teoria dos Atos deComércio. Por ela, só podem ser comerciantes ou sociedades comerciais aqueles quepraticam atos de comércio.Os atos de comércio estavam previstos no Regulamento 737/1850.O problema desse Regulamento é que, por ser muito antigo, não trazia a maioria dosatos de comércio atuais. Logo, tal Regulamento possuía as seguintes atividades decomércio: compra e venda de bens móveis e semoventes; câmbio; atividade bancária;transporte de mercadorias; fabricação de mercadorias (indústrias em geral); espetáculospúblicos; contratos marítimos; fretamentos de navio e títulos de créditos.Essas seriam todas as atividades consideradas de corcio. Assim, por esseRegulamento, prestadoras de serviço e imobiliárias por exemplo, estariam excluídas dasque praticavam atos de comércio.Assim, só podiam pedir concordatas os comerciantes ou sociedades comerciais e não associedades civis, como as imobiliárias, por exemplo.O NCC, preocupado com essa situação resolveu o problema por meio do artigo 2.045,vejamos:Art. 2.045. Revogam-se aLei n
o
o
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556, de 25 de junho de 1850. Assim, o Código Comercial foi revogado apenas parcialmente, não tendo sido revogadasas disposições acerca do Comércio Marítimo.Acerca da parte do Código Comercial que não foi revogada, uma observação se faznecessária, que é a definição de arribada forçada.Arribada forçada: artigo 740 do Código Comercial de 1850. Quando um navio sai doporto, tem que ter todo o seu trajeto definido. Assim, o navio não pode parar em nenhumporto que não os delimitados previamente no trajeto. Quando o navio é obrigado a fazeruma parada forçada em porto que não está previamente definido, dar-se-á a arribadaforçada.A Lei, no entanto, só permite a arribada forçada quando há justa causa. O CódigoComercial traz como justa causa o fundado receio de ataque de inimigo ou pirata.Art. 740. Quando um navio entra por necessidade em algum porto ou lugar distinto dosdeterminados na viagem a que se propusera, diz-se que fez arribada forçada (art. 510).Vide art. 1.218, XVI, CPC.Art. 741. São causas justas para arribada forçada:
Intensivo II - Direito Comercial - Prof. Alexandre Gialluca1
 
1 - falta de víveres ou aguada;2 - qualquer acidente acontecido a
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equipagem, carga ou navio, que impossibilite este decontinuar a navegar;3 - temor fundado de inimigo ou pirata.Art. 742. Todavia, não sera
́
 justificada a arribada:l - se a falta de víveres ou de aguada proceder de não haver-se feito a provisãonecessária segundo o costume e uso da navegação, ou de haver-se perdido e estragadopor ma
́
arrumão ou descuido, ou porque o capita
̃
o vendesse alguma parte dosmesmos víveres ou aguada;2 - nascendo a inavegabilidade do navio de mau conserto, de falta de apercebimento ouesquipação , ou de ma
́
arrumação da carga;3 - se o temor de inimigo ou pirata não for fundado em fatos positivos que não deixemdúvida.Art. 743. Dentro das primeiras 24 (vinte e quatro) horas úteis da entrada no porto dearribada, deve o capitaão apresentar-se a
̀
autoridade competente para lhe tomar oprotesto da arribada, que justificara
́
perante a mesma autoridade (arts. 505 e 512).Vide art. 1.218, CPC.Art. 744. As despesas ocasionadas pelo arribada forçada correm por conta do fretadorou do afretador, ou de ambos, segundo for a causa que as motivou, com direitoregressivo contra quem pertencer.Vide arts. 763 e 764, 9 e 11, CCo.Art. 745. Sendo a arribada justificada, nem o dono do navio nem o capitão respondempelos prejuízos que puderem resultar a
̀
carga; se, porém, não for justificada, um e outroserão responsáveis solidariamente ate
́
a concorrência do valor do navio e frete.Art. 746. So
́
pode autorizar-se descarga no porto de arribada, sendo indispensavelmentenecessária para conserto no navio, ou reparo de avaria da carga (art. 614). O capitão,neste caso, e
́
responsável pela boa guarda e conservação dos efeitos descarregados;salvo unicamente os casos de força maior, ou de tal natureza que não possam serprevenidos.A descarga sera
́
reputada legal em juízo quando tiver sido autorizada pelo juiz de direitodo comércio. Nos países estrangeiros compete aos cônsules do Império dar a autorizaçãonecessária, e onde os não houver sera
́
requerida a
̀
autoridade local competente.Vide art. 967, CC/2002.Art. 747. A carga avariada sera
́
reparada, ou vendida, como parecer mais conveniente;mas em todo o caso deve preceder autorizacão competente.Art. 748. O capitão não pode, debaixo de pretexto algum, diferir a partida do porto daarribada desde que cessa o motivo dela; pena de responder por perdas e danosresultantes da dilação voluntária (art. 510).O NCC, quando revogou a primeira parte do Código Comercial, também deixou de utilizara teoria francesa dos atos de comércio, passando a adotar a Teoria da Empresa, que éde origem italiana.A pessoa física não mais é chamada de comerciante, mas sim de empresário individual. Já a pessoa judica passa a ser chamada de empresário coletivo ou sociedadeempresária.
I – EMPRESÁRIO:1.1 Conceito:
artigo 966 do NCC. Conceito serve tanto para o empresário individualcomo para a sociedade empresária.
Intensivo II - Direito Comercial - Prof. Alexandre Gialluca2
 
Art. 966 Considera-se empresário quem exerce profissionalmenteatividade econômica organizada para a produção ou a circulação debens ou de serviços.Pagrafo único. o se considera empresário quem exerceprofissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística,ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se oexercício da profissão constituir elemento de empresa.O empresário individual é pessoa física, só possuindo CNPJ para ter tratamento igual aoda sociedade empresária. O empresário individual é aquele que sozinho organiza a suaatividade empresarial.Quando há sócios na sociedade, há a constituição de uma pessoa jurídica.No conceito do art. 966, profissionalmente significa habitualidade, algo que temhabitualidade.Quando o artigo 966 fala da atividade econômica, trata da atividade lucrativa, que é oobjetivo do empresário, ou seja, deve sempre angariar lucros.A
atividade deve ser organizada
, ou seja, para o direito empresarial, atividadeorganizada significa a reunião dos
quatro fatores de produção
, a saber: mão-de-obra,matéria-prima, capital e tecnologia.O Professor Fábio Ulhoa Coelho afirma que na ausência de um dos fatores de produçãonão há mais que se cogitar em organização. Assim, se não há mão-de-obra contratadao organização, logo o pode haver empresário individual ou sociedadeempresária.O empresário pode, também, circular bens ou serviços.Considera-se empresário quem exerce profissionalmente uma atividade econômicaorganizada para a
produção ou circulação
de bens ou serviços. A assertiva estácorreta.Considera-se empresário somente aquele que exerce profissionalmente uma atividadeeconômica organizada para a
produção
de bens ou serviços. A assertiva está errada,porque o empresário não é só aquele que produz, mas também o que circula bens ouserviços.Exemplos de sociedades empresárias:Wolkswagen; Banco do Brasil; farmácia, que faz a circulação dos remédios; agencia deturismo, que realiza a circulação dos serviços que oferece etc.O parágrafo único do artigo 966 elenca aqueles que
não podem ser consideradosempresários.
Pagrafo único. o se considera empresário quem exerceprofissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística,ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se oexercício da profissão constituir elemento de empresa.O jornalista, artista plástico, ator, cantor, daarino, desenhista, o podem serconsiderados como empresários.
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