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Maio2011

Maio2011

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Published by: octávio v gonçalves on May 24, 2011
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05/24/2011

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João Ruivo (www.rvj.pt/ruivo)
 
A Escola pública e o Estado democrático
A democracia parlamentar e a escola de massas, que convergiu na escola pública,constituíram-se como dois dos grandes mitos ideológicos forjados no seio das maisavançadas sociedades industriais do século passado.À primeira era conferida a missão de criar uma sociedade fraterna, totalmente baseadana igualdade dos cidadãos. Á segunda foi pedido que também ela se democratizasse,abrindo as suas portas a todas as crianças e jovens que a quisessem frequentar.São, ainda hoje, dois projectos de uma generosidade indiscutível e que, apesar dasfragilidades com que muitas vezes se defrontam, não encontraram ainda melhoralternativa, no respeito pela liberdade de escolha e no pleno exercício da cidadania.Porém, temos que admitir que a democracia parlamentar não impediu que a riqueza seconcentrasse em cada vez menos mãos e que o fosso entre os mais ricos e os pobresfosse cada vez maior. Como não conseguiu erradicar a maior das chagas sociais que nosenvergonha: a da exclusão social, que engrossa a fileira dos que têm fome, dos que nãotêm abrigo, dos que não têm direito à saúde e dos que viram negado o direito a umtrabalho.E também temos que reconhecer que a escola de massas, a verdadeira escola pública,ainda não conseguiu que a igualdade do acesso se transformasse numa igualdade desucesso; assim como tarda a que a escolaridade seja por todos vista como um valor depromoção social e de meritocracia.O professor, que é simultaneamente cidadão e educador, vê-se confrontado, nestasegunda década do século XXI, com esse duplo dilema: o de ajudar a construir umasociedade mais justa e o de erguer uma escola gratificante para quantos nela trabalham enela se revêem: alunos, docentes, funcionários, pais e membros da comunidade local.Confrontados entre o desejo de realizar cada vez mais e a míngua dos resultadosalcançados, sentem frustrados e menorizados na sua profissionalidade. Sentem-se assim,não por incúria, mas porque são profissionais responsáveis e de dedicação para lá doslimites do imaginável.Mas sentem-se assim também porque tardam em perceber que o seu desencanto é amedida resultante de uma indirecta e subjectiva avaliação das políticas educativas e dosresponsáveis da educação que as protagonizaram.Os professores são intelectuais livres. É certo. Mas num aparelho de Estadocentralizador, como o é o nosso, também são chamados a serem dóceis funcionáriosexecutores de medidas de política educativa, das quais por vezes discordam e para asquais só episodicamente são chamados a opinar.Daí resulta um estranho equívoco: muitos docentes assumem como derrota profissionala falência desta ou daquela medida de governo. Entendem que foram o problema,

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