«Não há talvez dias da nossa infânciaque tenhamos vivido tão plenamente como aqueles que acreditámos ter deixa-do de viver, aqueles que passávamos comum livro preferido.»
Marcel Proust,
Dias de Leitura«Continuo a fazer de conta que não soucego, continuo a encher a minha casade livros. Há dias ofereceram
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me umaedição de 1966 da
Enciclopédia Brock-haus
. Senti a presença desse livro naminha casa, senti-a como uma espécie de felicidade. […] Senti como que uma gravitação amistosa. Penso que o livro é uma das possibilidades de felicidade con-cedida aos homens.»
J. L. Borges,
O Livro«A essência do acto perfeito de leitura é,como vimos, de reciprocidade dinâmica,de resposta à vida do texto. O texto, emb-ora inspirado, não pode ter uma existên-cia significativa se não for lido (que estí-mulo de vida existe num Stradivarius que não é tocado?). A relação do verdadeiroleitor com o livro é criativa. O livro temnecessidade do leitor tal como este temnecessidade do livro.»
George Steiner,
Paixão Intacta
Catálogo 2011 19/4/11 15:54 Página 3
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