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Manifesto Do Partido Comunista - Resumo

Manifesto Do Partido Comunista - Resumo

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Published by: Mauricio Da Costa Barros on May 26, 2011
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“Manifesto do Partido Comunista”
 MARX, Karl e ENGELS, FriedrichResumo por Maurício C Barros(BARROS, M. C.)No Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels analisam a progressão histórica daeconomia mundial e a ela atribuem a dualidade entre burguesia e proletariado, classesque reproduzem em sua época os conflitos sociais que se desenvolveram no decorrer dahistória, nas mais variadas épocas.A sociedade burguesa, considerada por eles revolucionária por ter sido decisiva norompimento de parte da sociedade européia com o modo de produção feudal, éconsiderada, após alçar-se ao poder, como uma mera reprodução moderna das relações
de poder que perduram, segundo Marx, desde a antiguidade. A “revolução” burguesa
serviu simplesmente para que essa classe pudesse ascender ao poder sem, entretanto,modificar a superestrutura, mantendo, embora em mãos diversas e sob uma estruturasocial um tanto diferente, a concentração de poderes sob uma pequena elite emdetrimento da maioria.De acordo com o explanado no texto, os servos feudais da Idade Média originaram osprimeiros grupos burgueses, sediados nas primeiras cidades. Muitos dos eventos quecontribuíram com a derrocada do sistema feudal foram implementados pela dinâmicaintroduzida pela burguesia na sociedade européia. A expansão ultramarina para Índia eChina abriu novos mercados e fez com que o velho esquema corporativo de produçãofosse substituído pelas manufaturas, mais eficientes e especializadas. Mantinha-secrescente a demanda por produtos e a produção manufatureira, em dado momento, nãomais supria às crescentes necessidades por produtos dos mais diversos. A revolução dovapor incrementou incrivelmente a produção e a manufatura foi suplantada, sendo suaprodução expandida para o novo mundo através do desenvolvimento nos transportes ecomunicações por terra e mar. Todo o processo citado reforçou o poder burguês nas
relações econômicas e sociais e “legitimou” sua supremacia pela derrocada do velho
regime.
Toda a “filosofia” burguesa é difundida para os rincões mais afastados pela crescente
expansão burguesa pelo livre-mercado e pela busca incessante pelo consumo de seusprodutos, cada vez mais necessários para a nova sociedade.O comunismo surge em meio à extrema exploração empregada pelos donos dos meiosde produção, descrita por Marx e Engels como o fator desencadeador da revoluçãoproletária. Neste contexto, percebe-se que cada vez mais a classe trabalhadora édestituída de dignidade e permanece sendo incorporada como uma mera unidaderepetidora de engrenagens mecânicas, além de ter remuneração cada vez menor,chegando ao nível de somente poder sobreviver para retroalimentar o sistema que omassacra. As riquezas produzidas, conhecida na teoria marxista como mais-valia, ficatoda concentrada nas mãos da pequena classe burguesa.Em dado momento, a tensão gerada por esta concentração e pela extrema miséria a queo proletariado é sujeito, leva à incapacidade da classe dominante em manter o statusquo, sendo então aceso o estopim da revolução.Os operários organizam-se em níveis cada vez maiores a partir de núcleos isolados nasfábricas, e sua luta ganha dimensões internacionais, acompanhando assim a abrangência
do sistema burguês, “mundializado” pelos próprios interesses burgueses.
 A classe proletária é cada vez mais acrescida de setores da sociedade que foram alijados
 
do domínio político-econômico, como os pequenos industriais sufocados pela grandeindústria capitalista. Estes setores sociais passam a integrar a classe operária e a trazerinstrução política ao movimento, incrementando sua organização e suas plataformas.Marx cita triunfos ocasionais da classe operária, que, embora efêmeros, resultaram nacrescente união e consciência dos trabalhadores. A formação deste grande movimentoresulta em concorrência entre os próprios operários, o que causa a incessante destruiçãodo movimento, que reergue-se em seguida de forma mais consistente. Sua força acabasendo atraente às lutas da burguesia contra outros rivais, como setores divergentes daprópria burguesia, a aristocracia e as burguesias estrangeiras. O proletariado, nestecontexto, é arrastado pela burguesia aos seus conflitos, o que serve de base educacionalda própria classe operária.. Em suma, Marx argumenta desta forma que a burguesia é aformadora de seus algozes políticos, o proletariado.Os conflitos internos da burguesia representaram outro fenômeno curioso: a exclusão desetores burgueses da hegemonia, setores estes que aderiam por conveniência aomovimento antiburguês operário. É o chamado lumpenproletariado, setor do movimentooperário de caráter reacionário, que não compartilhava dos valores proletários, masestava aderido a ele por conveniência.No concernente à relação entre o comunismo e o proletariado, o Manifesto diz estar emconsonância com a causa operária, não se opondo a nenhuma outra organização queapóie tal causa e não tendo interesses que os separem. Consideram, entretanto, que háduas distinções básicas entre os comunistas e os outros partidos operários:
1)“Nas diversas lutas nacionais dos proletários, destacam e fazem prevalecer os
interesses comuns do proletariado, indep
endentemente de sua nacionalidade”(p.8);
 
2)“Nas diferentes fases por que passa a luta entre proletários e burgueses representam,
sempre e em toda parte, os interesses do movimento em seu conjunto (idem).O objetivo imediato dos comunistas coincide com o dos demais partidos operários: aorganização dos operários em classe, a derrubada da burguesia e a conquista do poderpolítico pelo proletariado.No Manifesto Comunista, Marx e Engels enumeram uma série de questionamentos como objetivo de anular as críticas burguesas ao comunismo acerca de prováveisconseqüências da revolução, a saber:- A abolição da propriedade privada é vista pelos burgueses como abolição dapropriedade pura e simplesmente. A argumentação comunista diz respeito à abolição dapropriedade que atua como mecanismo e razão de ser da exploração da classe operária.Marx ainda alega que a propriedade medieval e pequeno-burguesa foi igualmenteabolida pelo regime burguês. A crítica segue baseada na impossibilidade de aquisiçãopelo proletariado de qualquer propriedade, sendo toda a riqueza produzida transferidapara os burgueses;- A revolução comunista era vista como fator de inércia econômica. Marx argumentaque caso isso fosse verdade, já teria ocorrido sob a égide capitalista, uma vez que quemefetivamente trabalha não lucra, e quem lucra não trabalha;- A abolição da cultura é outra conseqüência do regime comunista, vista por Marx comoa cultura burguesa, que perpetua as relações de exploração capitalista e não passa deadestramento para os proletários com o intuito de os tornarem máquinas;- Quanto à abolição da família, vista como absurda pela burguesia, Marx argumenta quese concretizaria naturalmente com a extinção do capital, já que ela só existe em suarazão e às custas da deterioração da família proletária;
 
-
Até a “comunidade de mulheres” era prevista pelos burgueses no caso de implantação
do comunismo, o que consistia na socialização das mulheres. Marx alega serem asmulheres, na visão burguesa, meros instrumentos de produção, e sendo assim osburgueses acreditavam que seriam socializadas como os outros meios de produção. Aocontrário, o comunismo buscava, de acordo com Marx, libertar a mulher desta condição.Em seguida, Marx indica as medidas necessárias à implantação do comunismo (p.13):1-Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito doEstado;2-Imposto fortemente progressivo;3-Abolição do direito de herança;4-Confiscação da propriedade de todos os emigrados e sediciosos (rebeldes);5-Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional comcapital do Estado e com monopólio exclusivo;6-Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte;7-Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado,arroteamento (primeiro cultivo) das terras incultas (não cultivadas) e melhoramento dasterras cultivadas, segundo um plano geral;8-Trabalho obrigatório para todos, organização dos exércitos industriais,particularmente para a agricultura;9-Combinação do trabalho agrícola e industrial, medidas tendentes a fazer desaparecergradualmente a distinção entre cidade e campo;10-Educação pública e gratuita de todas as crianças, abolição do trabalho infantil nasfábricas, tal como praticado à época. Combinação da educação com a produçãomaterial, etc.Após o desaparecimento dos antagonismos, derivado das medidas descritas, o poderpúblico perderá seu caráter político, que consiste no poder organizado de uma classepara a opressão de outra.Ainda no manifesto, uma leitura sobre literaturas socialistas e comunistas é feita, comoforma de ilustrar as diversas correntes reconhecidas como socialismo.Socialismo ReacionárioSocialismo Feudal
 – 
a aristocracia, alijada de sua influência pela ascensão burguesa,passa a arregimentar o povo e a defender, utilizando-se de argumentos irônicos, osurgimento de uma classe que romperia com toda a ordem social antiga. Talargumentação esconde, entretanto, o real interesse nobre em restaurar a antiga ordemfeudal, onde esta classe ocupava o estamento hegemônico. Marx diz que o povo logopercebe a real intenção do movimento e o abandona;Socialismo Pequeno-burguês
 – 
a pequena burguesia, classe precursora da burguesiamoderna, é excluída da classe hegemônica pela incapacidade em acompanhar o grandecrescimento industrial e comercial, ficando assim essa classe oscilando entre a própriaburguesia e o proletariado devido à incapacidade em concorrer com a grande burguesia.A permanente ameaça de desaparecimento, faz com que a pequena burguesia e ocampesinato defendessem, sob o ponto de vista pequeno-burguês, a causa operária.Marx cita Sismondi como principal autor, tanto na França como na Inglaterra. Emdefesa dessa causa, a literatura pequeno-burguesa aponta todas as mazelas e

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