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Área temática: Administração GeralCOOPERATIVAS: CARACTERÍSTICAS, GESTÃO E RELEVÂNCIA SÓCIO-ECONÔMICA PARA O BRASILAUTORESSILVIO ROBERTO STEFANO
 Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná - Unicentrosstefano@usp.br 
MARCIA APARECIDA ZAMPIER
 Faculdades Guarapuava e Faculdade Campo Realmarciazampier@superig.com.br 
GEVERSON GRZESZCZESZYN
 Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO professorgeverson@yahoo.com.br 
RESUMO
As cooperativas, por seus princípios históricos e suas características legais, têm como um deseus aspectos marcantes a forma como a gestão dos seus negócios é realizada, a suaautogestão e a participação de seus cooperados através do voto direto. Neste estudo, sãoapresentadas e analisadas informações relacionadas ao histórico e características dascooperativas, os princípios cooperativos, diferenças entre cooperativas e outras organizações,as formas de gestão e a relevância sócio-econômica das cooperativas para o Brasil, sob uma perspectiva qualitativa e de forma evolutiva, no período de 1995 a 2005, portanto, numaabordagem longitudinal, a partir de dados secundários. Os resultados do estudo demonstram,além da relevância histórica das cooperativas como instrumento de transformação dosdesmandos do capitalismo pós-revolução industrial até a contemporaneidade, o desafio de seaplicar de forma integral os princípios cooperativos, os problemas de gestão nas cooperativascomo o processo de decisão mais demorado, as estruturas inchadas, a necessidade deadaptação contínua às exigências do mercado e a concorrência com outras organizações. Oestudo aponta ainda a importância das cooperativas na geração de empregos, na manutençãodos cooperados e na geração de benefícios para os seus diversos stakeholders.
Palavras-chaves:
Cooperativismo, Gestão de Cooperativas, Economia Solidária.
ABSTRACT
The cooperatives, for their historical beginnings and their legal characteristics, have as one of their outstanding aspects the form as the administration of their businesses is accomplished,it’s self-management and the participation of it’s cooperated through the direct vote. In thisstudy, they are presented and analyzed information related to the historical and characteristicsof the cooperatives, the cooperative principles, differences among cooperatives and other organizations, the administration forms and the socioeconomic relevance of the cooperativesto Brazil, under a qualitative perspective and in an evolutive form, in the period 1995-2005,therefore, in a longitudinal approach, starting from secondary data. The results of the studydemonstrate, besides the historical relevance of the cooperatives as instrument of transformation of the industrial post revolution capitalism problem to the present time, the
 
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challenge of applying in an integral way the cooperative principles, the administration problems in the cooperatives as the slower process of decision, the swollen structures, theneed of continuous adaptation to the demands of the market and the competition with other organizations. The study still points the importance of the cooperatives in the generation of  jobs, maintenance of cooperated and generation of benefits for their stakeholders.
Key-words: Cooperatives, Administration of Cooperatives, Solidary Economy.
 
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1 INTRODUÇÃO
De acordo com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB, 2006), ascooperativas são associações autônomas de pessoas que se unem voluntariamente parasatisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de umaempresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. Elas se baseiam em valores deajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, eqüidade e solidariedade e, seus princípios históricos e suas características legais, têm como um de seus aspectos marcantes aforma como a gestão dos seus negócios é realizada. Via de regra, as eleições da diretoria e dosconselhos das cooperativas ocorre através do voto direto dos seus cooperados, que também participam das assembléias para tomada de decisões e prestação de contas. A gestão dascooperativas também é associada à sua autogestão, colocando a participação como questãocentral na condução dos negócios das cooperativas (ODA, 2001).O mesmo autor destaca que as cooperativas possuem a característica básica de seremorganizações que não visam o lucro, pois os resultados obtidos por elas, as sobras e osexcedentes, não objetivam a remuneração do capital. O objetivo por trás dos resultadosobtidos pelas cooperativas é a remuneração do trabalho dos seus cooperados.Há diversas modalidades de cooperativas. As cooperativas de trabalho são aquelas queenvolvem as cooperativas de produção e serviços, onde os associados possuem os meios(máquinas, equipamentos etc.) para a produção ou para a prestação de serviços. Ascooperativas que disponibilizam a mão-de-obra de seus associados para execução deatividades no cliente, são classificadas como cooperativas de trabalho; as cooperativas dedistribuição englobam as cooperativas de consumo e as cooperativas de provisão (insumos, bens e serviços para que seus associados desempenhem suas atividades econômicas); ascooperativas de colocação de produção e as cooperativas de serviços profissionais, cujoobjetivo é a facilitação de serviços ou clientes para os seus associados.Um aspecto importante e determinante na gestão das cooperativas é a autogestão. Deacordo com Storch (1987) a autogestão envolve não apenas a participação através derepresentantes, mas também a participação direta. O conceito está ligado à participação e aocontrole, e não à propriedade.Para Joyeux (1998, p. 60-61):
[...] a autogestão supõe a abolição da propriedade privada ou do Estado dosinstrumentos de produção, e sua transferência aos trabalhadores que têm a possedestes instrumentos, que eles transmitem quando deixam a empresa aos que lhessucedem. A autogestão supõe a repartição do lucro de produção [...].
Os cooperados que participam da autogestão assumem não somente a administraçãocoletiva de sua empresa, mas igualmente a responsabilidade pelo sucesso e pelo fracasso doesforço comum. A autogestão, portanto, exige não somente um esforço físico, de presença nacooperativa ou na assembléia, mas, sobretudo, uma participação ativa e intelectual. Nesse contexto, é necessário esclarecer as diferenças entre autogestão e co-gestão,termos muitas vezes confundidos. Singer (1999) destaca que a participação dos trabalhadoresna co-gestão se diferencia da autogestão quando a administração se dá por uma associaçãodeles com os patrões. Ou seja, na co-gestão há uma participação relativa dos trabalhadores nagestão da empresa, que depende da forma como são estabelecidos os parâmetros que aregulam, compartilhando com os detentores do capital as decisões que afetam a todos, podendo ou não modificar a estrutura da empresa para que os trabalhadores participem, em parte, do direito à propriedade. No espectro das definições sobre autogestão, os pontos de maior convergência dizemrespeito à participação exclusiva dos trabalhadores nas decisões e nos resultados alcançados

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