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Encarte Especial - Banco de Idéias nº 55 - Jun/Jul/Ago 2011

Encarte Especial - Banco de Idéias nº 55 - Jun/Jul/Ago 2011

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Propriedade Privada e Responsabilidade em Política Ambiental - (José L. Carvalho)
Propriedade Privada e Responsabilidade em Política Ambiental - (José L. Carvalho)

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06/02/2011

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Parte integrante da revista nº 55 - Ano XV - Jun/Jul/Ago - 2011
 www.institutoliberal.org.br 
Propriedade Privada e Responsabilidadeem Política Ambiental
José L. Carvalho
Professor Titular de Economia da Universidade Santa Úrsula e Vice-Presidente do Instituto Liberal.
Tudo que é raro é caro
. A crescente preocupação com o ambiente, que emergiu a partir de meados dosanos 1970, resulta da percepção de que um ambiente agradável e saudável está se tornando cada vezmais raro. Apesar do fato de os economistas tratarem esse assunto de forma bastante abrangente por mais de dois séculos, burocratas e românticos, por estarem organizados em grupos políticos, têm dominadoa cena. A mídia tem sido utilizada de maneira tão intensa que tem tornado difícil identificar se aspreocupações ambientais de hoje decorrem de uma autêntica percepção dos problemas ou resultam deuma campanha publicitária desenvolvida por grupos de interesse em busca de ganhos (
rent seeking
). Issonão significa que as pessoas são condicionadas em suas ações aos meios de comunicação e ao marketing.Pessoas autônomas tomam decisões sujeitas às informações que elas têm. Como todos sabem, informaçõestêm um custo, bem como a verificação de sua qualidade. Com relação a bens e serviços, a qualidade dainformação que cada um de nós tem facilmente pode ser verificada pela aquisição do bem ou serviço. Oproblema com as informações que têm sido divulgadas sobre o meio ambiente é que grupos querem nosfazer crer que se não agirmos rápido, as perdas que poderíamos ter jamais seriam recuperadas.Diferentemente da comercialização de mercadorias, a informação ambiental é de difícil compreensão,apresenta argumentos pseudocientíficos e fatos alarmantes para impressionar as pessoas e tornar difícil averificação de sua qualidade.Não estamos dizendo que não há problemas ambientais. Eles existem, e a ciência econômica tem muitoa dizer sobre eles. O que podemos destacar é o fato de que grupos estão a investir para fazer os problemasparecem piores do que eles são, de modo a apadrinhar algumas soluções específicas, ditas urgentes, aserem impostas pelo governo. Nesse particular, a burocracia torna-se um forte aliado. Os políticos sãoatraídos pelo fato de questões ambientais estarem frequentemente nos meios de comunicação e pelocrescente interesse que os eleitores têm demonstrado sobre o assunto. Uma vez que a solução do problemaambiental há de vir do governo, o legislativo desempenha um papel importante. Leis e regulamentos sãoexigidos para resolver os problemas ambientais. Para promover as soluções produzidas pela regulamentação,agências governamentais têm que ser criadas, compensando, dessa forma, a burocracia pela perda depoder decorrente das privatizações. Agências de regulamentação ambiental estão, em toda parte, propondo todos os tipos de instrumentosde controle de poluição, que vão desde o uso tradicional de impostos e subsídios à permissão para poluir e controles diretos. A atividade governamental que está crescendo mais rápido, em todos os países, é aregulamentação. A identificação dos problemas ambientais com as chamadas
falhas de mercado
aimpressão de que só a intervenção governamental pode resolver tais problemas e, principalmente, pelaregulamentação. Este documento destina-se a discutir como uma sociedade de homens livres, politicamenteorganizada como uma democracia e sob o estado de direito pode gerenciar seus problemas ambientais,levando em consideração o importante papel da caracterização e, proteção dos direitos de propriedade.
 
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I
NTRODUÇÃO
eres vivos e as forças naturaisestão, permanentemente,transformando o ambiente. A açãohumana não afeta somente o am-biente físico. Ela tem transforma-do ambientes sociais e culturaiscom consequências muito maismarcantes do que as transforma-ções que ela tem produzido noambiente físico. A sociedade mo-derna é o resultado de séculos detransformações que surgiram coma descoberta de que o homem élivre por natureza. Essa descober-ta foi possível por meio de umaenorme mudança na configuraçãocultural que resultou de uma novainterpretação do Gênesis: de umhomem contemplativo para umhomem criativo. Criado imagem esemelhança de Deus, o homem ti-nha de ser livre para cumprir seudestino como criador. Assim nas-ceu o homem livre moderno, queteve de reconstruir o funcionamen-to de uma organização social quesufocava sua criatividade. A essên-cia da sociedade moderna, umasociedade de indivíduos livres e au-tônomos, reside em uma ordem so-cial (um contrato social) que pre-serva a individualidade e a liber-dade com responsabilidade. A prosperidade, em todos ossentidos, vem se ampliando de ge-ração em geração. De modo a pro-mover e manter esse progresso ohomem vem lidando com proble-mas muito complicados. Um pro-blema perene é o da escassez, ouseja, os recursos produtivos, o co-nhecimento acumulado e atecnologia nunca permitirão aohomem satisfazer todos os seusdesejos. Assim, no seu próprio in-teresse, o homem é forçado a agir economicamente. O balancea-mento de custos e benefícios, nosentido mais amplo, é uma preo-cupação permanente no processodecisório que o homem enfrentacontinuamente. Uma questão im-portante se refere à avaliaçãodos custos e dos benefícios. Se adecisão de um indivíduo gerar umaação que não produza nenhumefeito sobre terceiros, ninguémdeve se preocupar com ela. O pro-blema surge quando este não é ocaso. Uma função importante dalei é evitar conflitos entre os indiví-duos. Uma dificuldade surgirá sea lei, nesse momento, não puder resolver o problema gerado pelaação do indivíduo. Várias pessoas,incluindo pessoas influentes, acre-ditam que, nessas circunstâncias,o homem moderno livre irá des-truir o ambiente.Este é o mesmo tipo de argu-mento usado no passado paracriticar a economia de mercado:o mercado livre iria destruir-se de-vido ao desenvolvimento de umacompetição predatória. Os críticosdo mercado acabaram defen-dendo a intervenção governa-mental, tanto para a produção dealguns bens ditos essenciais, demodo a proteger o consumidor deuma possível exploração, quantopara a regulação de atividadeseconômicas, de modo a evitar aconcentração de poder econô-mico e para proteger os interessesdos produtores locais da competi-ção estrangeira. As evidênciasempíricas são contrárias a essascrenças. Se a organização institu-cional é bem estabelecida, quantomais livre o mercado maior é onível de prosperidade atingidopela sociedade.
E
CONOMIA 
 
E
 
O
MBIENTE
Que as atividades econômicasafetam o ambiente ninguém du-vida, mas que o meio ambiente esua qualidade afetam as ativida-des econômicas, poucas pessoaslevam esse fato em consideração.É relativamente simples identificar os recursos naturais de uma re-gião, tais como depósitos minerais,rios ou florestas naturais, com asatividades econômicas desenvolvi-das na região (mineração,
rafting
,exploração de madeira). Mas, astransformações no ambiente tam-bém produzem mudanças nas ati-vidades econômicas. Com o au-mento da poluição do ar, mora-dores da área afetada estarão su-jeitos, com mais frequência e deforma mais intensa, a processosalérgicos e doenças respiratórias. A demanda por médicos espe-
S“Que as atividadeseconômicasafetam o ambienteninguém duvida,mas que o meioambiente e suaqualidade afetamas atividadeseconômicas,poucas pessoaslevam esse fato emconsideração.”

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