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Aula 9_Curvas de Transição_UFSC

Aula 9_Curvas de Transição_UFSC

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81
CURVAS DE TRANSIÇÃO
 
6.1 A GEOMETRIA E A DINÂMICA DE MOVIMENTOAs concordâncias horizontais com curvas circulares simples, quando corretamenteprojetadas, resultam em traçado fluente e contínuo do eixo, sem descontinuidades do ponto de vistageométrico.Para os usuários das rodovias, no entanto, essas condições de fluência e de continuidadede traçado resultam prejudicadas nas concordâncias horizontais com curvas circulares simples, devidoao surgimento de forças laterais que atuam sobre os veículos nas curvas, e devido àprópria dificuldadenatural de dirigir (especialmente os veículos de maior porte) em curvas.Esses fatores, como já visto no capítulo anterior, têm seus efeitos adversos minimizadoscom a introdução de superelevações e de superlarguras adequadas nas concordâncias horizontais.Surge, no entanto, uma nova questão a ser resolvida: como proceder para introduzir asuperelevação e a superlargura na pista quando se passa da condição de trecho em tangente para acondição de trecho em curva circular ?Na concordância com curva circular simples, a passagem da condição de tangente para ade curva circular ocorre de forma instantânea
36
, tanto no PC como no PT, mas é óbvio que não se podepassar abruptamente de uma pista normal em tangente para uma pista superelevada e comsuperlargura na curva.Para evitar essa espécie de
choque dinâmico
propiciado pela passagem instantânea detraçado em tangente (com raio infinito e força centrífuga nula) para traçado em curva circular (com raiolimitado e força centrífuga constante), são introduzidas curvas especiais , entre a tangente e a curvacircular, denominadas
curvas de transição
, projetadas de forma a permitir uma passagem suave entre acondição de trecho em tangente e a de trecho em curva circular.As normas do DNER somente dispensam o uso de curvas de transição nas concordânciashorizontais com curvas circulares de raios superiores aos valores indicados na tabela 6.1, para asdiferentes velocidades diretrizes ali apontadas.TABELA 6.1 – RAIOS DE CURVA QUE DISPENSAM CURVAS DE TRANSIÇÃO
V (km/h) 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120R (m) 170 300 500 700 950 1.200 1.550 1.900 2.300 2.800
Fonte: Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999, p. 105).
 
36
Na prática, essa passagem é suavizada, nas rodovias, devido às dimensões usuais das faixas de trânsito, que propiciam folgas lateraissuficientes para a acomodação das trajetórias dos veículos ao largo das faixas, permitindo que os usuários efetuem manobras conversão mais suaves, nãode forma instantânea (o que ocorre em relação aos traçados ferroviários ?).
 
 
82
6.2 A CLOTÓIDE OU ESPIRAL DE TRANSIÇÃOComo sua própria denominação sugere, uma curva de transição tem a função primária depermitir a passagem gradativa de um traçado em tangente para um traçado em curva circular.A formulação intuitiva de uma curva apropriada para tanto está representada no esquemada figura 6.1, onde a curva de transição, com origem no ponto O e extremidade no ponto C, temcomprimento total L
C
(mais adiante se verá como se pode determinar esse comprimento), estandoinserida entre a tangente e a curva circular.FIGURA 6.1 – CURVA DE TRANSIÇÃOA curva de transição, com raio
ρ
o
=
na origem, tem raio de curvatura (
ρ
) que diminuigradativamente ao longo do seu comprimento (L
C
), até atingir, em sua extremidade, o valor 
ρ
c
= R,igual ao raio da curva circular.Um critério imediato para estabelecer a equação dessa curva de transição consiste em seimaginar uma geometria tal que a aceleração centrípeta
37
atuante sobre um veículo que se desloquesobre a curva com velocidade linear constante varie gradualmente, ao longo da curva, desde o valor nulo, no início da curva, até atingir o valor máximo, na sua extremidade.Num ponto M qualquer da curva, onde o raio de curvatura é
ρ
, compreendendo um arco decomprimento L, a aceleração centrípeta (a
M
) que atua sobre um veículo se deslocando com avelocidade tangencial v é dada por:
ρ=
2M
vaA aceleração centrípeta máxima (a
C
) se verificará na extremidade de curva de transição (noponto C), onde o raio de curvatura é R, igual ao da curva circular que se segue, pode ser expressa por:Rva
2C
=
 Admitindo-se a variação linear da aceleração ao longo da curva de transição, ter-se-á:
CCM
LLaa
=
 ou, substituindo as acelerações centrípetas pelas respectivas expressões vistas anteriormente:
C22
LLRvv
=ρ
 
37
À ação da aceleração centrípeta corresponde a reação representada pela aceleração centrífuga que, atuando sobre a massa doveículo em movimento, resulta na força centrífuga.
OC
  ρ    =   
R    
ρ=∞
 ρ  
L
M
L
C
OM = LOC = L
C
   T  a  n  g  e  n   t  e
 
 
83
que resulta, simplificando:
C
LRL
=ρ
[6.1]Numa concordância horizontal, os valores do raio R e do comprimento total L
C
da curva detransição são previamente fixados e, portanto, constantes.Representando a constante que resulta do produto (R
.
L
C
) pela grandeza positiva A
2
, aequação acima pode ser escrita na forma conhecida como
equação espontânea da espiral detransição
, dada por:
ρ
.
L = A
2
[6.2]onde:
ρ
: raio de curvatura num ponto qualquer da curva de transição (m);L : comprimento da curva de transição, da origem até o ponto considerado (m);A
2
: constante positiva (m
2
).A equação [6.2] é a expressão analítica da Clotóide, que tem a forma geométrica de umaespiral, tal como representada na figura 6.2.FIGURA 6.2 – FORMA GEOMÉTRICA DA CLOTÓIDE OU ESPIRAL DE TRANSIÇÃONa literatura referente a projetos geométricos, esta curva é também conhecida como
espiralde Van Leber 
,
espiral de Cornu
,
espiral de Euler 
ou
Radióide aos arcos
; esta última denominação édevida ao fato de se ter admitido variações lineares de parâmetros da concordância, ao longo da curvade transição, proporcionalmente aos comprimentos dos arcos
38
.6.3 TIPOS DE TRANSIÇÃOA introdução de espirais de transição nas concordâncias horizontais pode ser efetuada detrês maneiras, gerando os diferentes tipos de transição conhecidos, que são:
§
a transição a raio e centro conservados;
38
As proporcionalidades poderiam ter sido estabelecidas em função dos raios vetores, no caso de definição de pontos da curva por coordenadas polares, ou em função de abscissas tomadas paralelamente àtangente, no caso de definição da curva por coordenadas cartesianas,gerando, respectivamente, as curvas conhecidas como
Lemniscata de Bernoulli
e C
urva Elástica
(qual a lógica aparente que ajuda a explicar a escolha daClotóide pelas normas do DNER, em detrimento das duas outras curvas citadas?)
Oyx
2A
π
2A
π

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