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TST - Acórdão - Recurso de Revista interposto por Norsegel

TST - Acórdão - Recurso de Revista interposto por Norsegel

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Published by: AlexandreAlencastroV on Jun 03, 2011
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06/03/2011

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 A C Ó R D Ã O3ª TURMA GMHSP/APF/ct/smfRECURSO DE REVISTA. DANO MORAL. ACIDENTE DE TRABALHO E AJUIZAMENTO DA AÇÃO OCORRIDOS ANTES DA EC/45. PRAZOPRESCRICIONAL CÍVEL
. O c. TST firmou entendimento de que seaplicam os prazos prescricionais previstos na legislãocivil às ões de dano moral e material decorrentes darelação de trabalho ajuizadas antes da Emenda Constitucional45/2004. Na hipótese em exame, o TRT noticia que o acidentede trabalho ocorreu em
26/04/1984
, enquanto a ão foraajuizada em
10/02/2000
. Ambos os eventos ocorreram antes daEC 45/04 e na vigência do Código Civil de 1916, que previa oprazo prescricional de vinte anos para as ações deindenização por danos morais e materiais decorrentes deacidente de trabalho. Logo, não há prescrição a serdeclarada.
Recurso de revista não conhecido
.
DANOS MORAIS. DEMORA NO AJUIZAMENTO DA ÃO. QUANTUM INDENIZATÓRIO.
Uma vez observado o prazo prescricional, ademora no ajuizamento da ação não faz desaparecer o direito àindenização por danos morais. Note-se que a condenação levadaa efeito pelo TRT, se comparada ao dano infligido (
 perda da vida
) e ao valor arbitrado em sentença, é irrisório. Por estarazão, não se verifica violação do artigo 944, parágrafo doCódigo Civil Único, não havendo se falar em redução do valorda condenação.
Recurso de revista não conhecido.DANOS MATERIAIS. NOVO MATRIMÔNIO DA VIÚVA. DIREITO DOS FILHOS MAIORES DE 24 ANOS À PERCEPÇÃO DE PENSÃO
. Os arestosindicados à divergência o inservíveis pois oriundos dejulgados do Tribunal Regional Federal, pelo que não restaatendido o pressuposto do artigo 896, -a-, da CLT. Recurso derevista integralmente não conhecido.
 
Vistos, relatados e discutidos estes autos deRecurso de Revista Nº
TST-RR-196300-60.2006.5.18.0013
, em queé Recorrente
 NORSERGEL VIGILÂNCIA E TRANSPORTE DE VALORESLTDA.
e são
 
Recorridos
BANCO DO BRASIL S.A. E ANA RITA DEPAULA COELHO e OUTROS.
 
O e. Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região,por meio do v. acórdão às fls. 977-1057, negou provimento aorecurso ordinário da reclamada, rejeitando a preliminar denulidade da sentença, mantendo, ainda, a sentença querejeitara a prejudicial de prescrição. No mérito, o TRT deuprovimento parcial ao recurso da reclamada para reduzir a
 
indenização por danos morais para R$ 200.000,00 (duzentos milreais).
 
Contra essa decisão, a Reclamada interpõe Recurso deRevista às fls. 1060-1076. Denuncia violação de dispositivosde lei e da Constituição Federal.
 
O recurso foi admitido às fls. 2039-2048, não tendosido apresentadas contrarrazões.
 
Desnecessário o parecer do douto órgão do MinistérioPúblico do Trabalho, nos termos do Regimento Interno destaCorte.É o relatório.
 
 V O T O
 
Satisfeitos os pressupostos referentes atempestividade, preparo e representação.
 
- CONHECIMENTO
 
1.1 - PRESCRIÇÃO
 
O TRT negou provimento ao recurso ordirio dareclamada mantendo a sentença que afastara a prejudicial deprescrição. Seus fundamentos:
- Argumentam as Rés que o direito de ação dos Autores encontra-se fulminado pela prescrição trabalhista, já que
o acidente ocorreu em 26.04.1984 e a presente ação apenasfoi ajuizada em 10.02.2000
.Também alega o Banco que ocorreu a prescrição civil, pois decorreram mais de três anosdo evento que vitimou o
de cujus
.Porém, o infortúnio ocorreu em período em que era pacifico o entendimento de que acompetência para causas dessa natureza era da Justiça Comum. Portanto, aplicava-se a prescrição civil, de forma que, a essa altura, querer aplicar a prescrição trabalhista implicanuma surpresa inconciliável com o principio da razoabilidade, já que a parte, até então,tinha como certa a prescrição civil e não poderia supor que haveria mudança das regras decompetência. 
Assim, tenho que deve ser aplicada ao caso em análise a prescrão civil,considerando até mesmo a natureza do direito vindicado
.
 
Na esteira desse entendimento, a parte teria prazo de 20 anos para ajuizar a ação. Com oadvento do Código Civil de 2002 aplica-se a regra de transição do artigo 2.028 destemesmo diploma.Portanto, tendo transcorrido mais da metade do prazo prescricional do Código anterior,
continua aplicável a prescrição vintenária do Código Civil de 1916, cujo termo finalseria em 25.04.2004
.Logo, considerando que o ajuizamento ocorreu em 10.02.2000, não há que falar em prescrição.Rejeito.- (fls. 983-985 - sem destaques no original). 
Em raes de revista a reclamada argumenta que,sendo o dano originário da relação de trabalho, e sendo daJusta do Trabalho a competência para julgar o feito, oprazo prescricional para ajuizamento da ação é o trabalhista(7º, XXIX, da CF).
 
Denuncia violação dos artigos 7º, XXIX, da CF e 11da CLT, além de colacionar arestos à divergência.
 
Passo ao exame.Sobre o tema, o c. TST firmou entendimento de que seaplicam os prazos prescricionais previstos na legislãocivil às ões de dano moral e material decorrentes darelação de trabalho ajuizadas antes da Emenda Constitucional45/2004.No caso sob exame, há notícia de que o acidente detrabalho ocorreu em
26/04/1984
, enquanto a ação fora ajuizadaem
10/02/2000
. Ambos os eventos ocorreram antes da EC 45/04 ena vincia do digo Civil de 1916, que previa o prazoprescricional de vinte anos para as ações de indenização pordanos morais e materiais decorrentes de acidente de trabalho.
 
Uma vez verificado que havia transcorrido mais dedez anos da data do acidente sofrido até a entrada em vigordo atual CCB/2002, a prescrição aplicável
in casu
é a devinte anos do artigo 177 CCB/1916, conforme regra detransição do artigo 2.028 do CCB/2002.
 
E ajuizada a reclamação em 10/02/2000, o prescrição a ser pronunciada.
 
A esse respeito, cito os seguintes precedentes daSBDI-1:

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