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ANTIGUIDADE GREGA

ANTIGUIDADE GREGA

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HISTÓRIA DA EDUCAÇÃOANTIGUIDADE GREGA: A PAIDÉIA
Diversas unidades políticas autônomas (Cidades-Estado)
Embora autônomas, formavam uma mesma civilização em razão de idioma e religião em comum, além desimilaridades.
Helenos
e
bárbaros
.
Civilização Micênica:
Período:
Século XX a XII a.C.
Reuniu vários povos, dentre os quais os
aqueus
, que viviam como comunidade primitiva.Os guerreiros adquiriram importância maior formando aristocracia militar.No final daquele século, a invasão dos bárbaros
dórios
mergulhou a Grécia num período de obscuridade até o séculoIX a.C. Muitos
aqueus
fugiram para a Ásia Menor, onde fundaram colônias e prosperaram pelo comércio.
Período Homérico:
Período:
Século XII a VIII a.C.
Assim chamado porque naquela época teria vivido Homero (talvez IX a VIII a.C.). Predominava a concepção míticado mundo (sobrenatural - divino). Mitos gregos recebiam forma poética e eram transmitidos oralmente em praçapública pelos
aedos
e
rapsodos
, dentre eles Homero – provável autor das epopéias Elíada e Odisséia. Não se podeafirmar que Homero existiu com certeza.
Período Arcaico:
Período
: Séc VIII a VI a.C.
Ocorreram grandes transformações nas relações sociais e políticas, proporcionando a lenta passagem dapredominância do mundo mítico para a reflexão mais racionalizada e a discussão. Nesse processo foi introduzido aescrita (já existente no período micênico, mas desapareceu com a invasão dórica), a utilização de moedas, a leiescrita por legisladores, a formação de cidades-estado (póleis) e o surgimento dos primeiros filósofos.No final do período arcaico, várias lutas denunciavam a crise social e política que resultou do conflito entre aaristocracia rural e os comerciantes em ascensão. As leis escritas favoreceram o acesso dos ricos comerciantes aopoder e no final do séc. VI a.C. as reformas de Clístenes deram condições para o nascimento, no séc. seguinte, deuma nova ordem política: a Democracia. A polis se constituiu com a autonomia da palavra, não mais a palavramágica dos mitos, mas a palavra humana do conflito, da argumentação. Finalmente surgiu o filósofo. Estespensadores, entre eles Tales e Pitágoras, também eram responsáveis por uma “física” nascente e pela formalizaçãoda matemática e da geometria.
Período Clássico:
Período:
Séc V a IV a.C.
Representou o apogeu da civilização grega.A esplêndida produção das artes, literatura e filosofia delineoudefinitivamente o que viria a ser herança cultural do mundo ocidental. O auge da democracia é representado por Péricles (séc. V A.C.), estratego (comandante militar) de Atenas. Tratava-se de uma democracia escravista, ondeapenas homens livres eram cidadãos, sendo apenas 10% que tinham o poder de decidir por todos (o restante eraescravo, mulheres e estrangeiros).
Período Helenístico:
Período:
Séc III a II a.C.
Período que registrou-se a decadência política. A Grécia nunca consistiu em uma unidade política, mas em cidades-estado que ora se rivalizavam em poder e influência, ora se uniam contra inimigos em comum, como a ameaça persa.Ainda no período clássico as desavenças entre Esparta e Atenas culminaram em guerra, saindo derrotada Atenas.Daí aproveitou-se o rei Felipe da Macedônia para conquistar cidades gregas. Mais tarde seu filho Alexandre expandiusuas conquistas pela Ásia e África, formando um império. Mas mesmo tendo a Grécia sido dominada, sua civilizaçãonão foi destruída. Após a morte precoce de Alexandre o Grande, em 323 a.C., o império se fragmentou, e por voltados séc. II e I a.C. os romanos não só se apropriaram do território mas assimilaram as expressões culturais gregas.Essa fusão deu origem ao que se chama cultura helenística.
Educação:
A educação grega estava centrada na formação integral – corpo e espírito -, embora, de fato, a ênfase se deslocasseora mais para o preparo militar ou esportivo, ora para o debate intelectual, conforme a época e o lugar.Quando ainda não existia a escrita a educação era ministrada pela própria família, conforme tradição religiosa.Quando se constituiu aristocracia dos senhores de terras, de formação guerreira, os jovens de elite eram confiados apreceptores. Apenas com o surgimento das póleis é que surgiram as primeiras escolas, principalmente no períodoclássico, quando a instituição escolar já se encontrava estabelecida.Mesmo que de certa forma essa ampliação do acesso a escola representasse uma democratização da cultura, elaainda não era para acesso a todos, e sim à elite, filhos dos nobres e comerciantes enriquecidos.
 
Na sociedade escravagista grega, o ócio digno significava gozar de tempo livre, privilégio daqueles que nãoprecisavam cuidar da própria subsistência, refere-se ao ocupar-se com funções nobres de pensar, governar,guerrear. Não por acaso, a palavra grega para escola (schole) significava inicialmente “lugar do ócio”.A educação física, antes predominantemente guerreira, militar, passou a ser orientada para os esportes. O hipismoconstituía um esporte elegante e restrito a poucos.Nas escolas, voltadas mais para formação esportiva que para intelectual, o ensino de letras e cálculos demorou umpouco para se difundir, apenas no séc. VI a.C. ou V a.C. se tornara mais freqüente. A inversão total do pólo deformação física para espiritual ocorreu no ensino superior, devido influência dos filósofos.
Paidéia:
A ênfase dada à formação integral deu origem ao conceito de complexa definição, a Paidéia. É um ideal de formaçãoconstante no mundo grego.Inicialmente, a palavra paidéia (de paidos - criança) significava simplesmente "criação de meninos". Mas, comoveremos, este significado inicial da palavra está muito longe do elevado sentido que mais tarde adquiriu.O termo também significa a própria cultura construída a partir da educação. Era o ideal que os gregos cultivavam domundo, para si e para sua juventude. Uma vez que o governo próprio era muito valorizado pelos gregos, a Paidéiacombinava ethos (hábitos) que o fizessem ser digno e bom tanto como governado quanto como governante. Oobjetivo não era ensinar ofícios, mas sim treinar a liberdade e nobreza. Paidéia também pode ser encarada como olegado deixado de uma geração para outra na sociedade.Umpedagogo - umescravo, na época - conduzia o jovem, com sua lanterna ilumina(dor(a)), até aos centros ou assembléias, onde ocorriam as discussões que envolviam pensamentos críticos, criativos, resgates de cultura,valorização da experiência dos anciãos etc.Supõe-se que, no processo sócio-histórico, esse mesmo pedagogo libertou-se, talvez de tanto dialogar nosacompanhamentos do jovem até as assembléias, tornando-se um personagem da paidéia, e seu consuma(dor).Mas, se até então o objectivo fundamental da educação era a formação aristocrática do homem individual como Kalosagathos ("Belo e Bom"), a partir do século V a.C., exige-se algo mais da educação. Para além de formar o homem, aeducação deve ainda formar o cidadão. A antiga educação, baseada naginástica, namúsicae nagramáticadeixa de ser suficiente.É então que o ideal educativo grego aparece como paidéia, formação geral que tem por tarefa construir o homemcomo homem e como cidadão.Platão define paidéia da seguinte forma "(...) a essência de toda a verdadeira educação ou paidéia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar umcidadão perfeito e o ensina a mandar  e a obedecer, tendo a justiça como fundamento" (cit. in Jaeger, 1995: 147)Do significado original da palavra paidéia como criação de meninos, o conceito alarga-se para, no século IV a.C.,adquirir a forma cristalizada e definitiva com que foi consagrado como ideal educativo daGrécia clássica.Como diz Jaeger (1995), os gregos deram o nome de paidéia a "todas as formas e criações espirituais e ao tesourocompleto da sua tradição, tal como nós o designamos por Bildung ou pela palavra latina, cultura." Daí que, paratraduzir o termo paidéia "não se possa evitar o emprego de expressões modernas como civilização, tradição,literatura, ou educação; nenhuma delas coincidindo, porém, com o que os gregos entendiam por paidéia. Cada umdaqueles termos se limita a exprimir um aspecto daquele conceito global. Para abranger o campo total do conceitogrego, teríamos de empregá-los todos de uma só vez." (Jaeger, 1995: 1).Na sua abrangência, o conceito de paideia não designa unicamente a técnica própria para, desde cedo, preparar acriança para a vida adulta. A ampliação do conceito fez com que ele passasse também a designar o resultado doprocesso educativo que se prolonga por toda vida, muito para além dos anos escolares.A paidéia, vem por isso a significar "cultura entendida no sentido perfectivo que a palavra tem hoje entre nós: oestado de um espírito plenamente desenvolvido, tendo desabrochado todas as suas virtualidades, o do homemtornado verdadeiramente homem" (Marrou, 1966: 158).
As origens de Homero, “educador da Grécia”
Na época aristocrática guerreira,a educação visava sobretudo à formação militar do nobre.A criança nobrepermanecia em casa até os 7 anos, quando era enviada aos palácios de outros nobres a fim de aprender, comoescudeiro, o ideal cavalheiresco. Também contratavam preceptores para formação integral baseada no afeto e noexemplo.
Dois modelos de educação: Esparta e Atenas
Como as póleis eram autônomas politicamente, também o modo de educar variou entre elas. Por questões didáticasvamos privilegiar dois modelos radicalmente diferentes: o de Esparta, cidade militarizada, e o de Atenas, iniciadora doideal democrático. Um era baseado no conformismo e no estatismo e o outro na concepção da Paidéia, de formaçãohumana livre e nutrida de experiências diversas, sociais mas também culturais e antropológicas.
Educação Espartana
Esparta se localizava na península de Peloponeso. Após a fase heróica, ainda valorizava as atividades guerreiras,desenvolvendo uma educação severa, orientada para formação militar. Por volta de IX A.C. Licurgo organizou oEstado e a Educação. De início os costumes não eram tão rudes, e o preparo militar era entremeado com a formaçãoesportiva e musical.Os cuidados com o corpo começaram com uma política de eugenia – prática de melhoria da espécie – querecomendava fortalecerem as mulheres para elas gerarem filhos robustos e sadios, bem como abandonar as criançasdeficientes ou frágeis demais. Após permanecerem com a família até os 7 anos, as crianças recebiam do estado umaeducação pública e obrigatória. Viviam em comunidades constituídas por grupos de acordo com a idade, e
 
supervisionados. Como todos os gregos, os espartanos estudavam música, canto e dança coletivos. Até os 12 anosas atividades lúdicas predominavam. Depois aumentava o rigor e a educação física era um verdadeiro treino militar.Educação moral. Eles não eram dados a refinamentos intelectuais, aliás a palavra laconismo que significa maneirabreve, concisa de falar ou escrever deriva de Lacônia, região onde viviam os espartanos. De toda a Grécia, eram ascidades de Lacônia que ofereciam maior atenção às mulheres que participavam de atividades físicas.
Educação Ateniense
Segundo o historiador grego Tucídides (séc. V a.C.) Atenas foi a “escola de toda a Grécia”.No final do séc. VI a.C. já terminado o período arcaico, surgem formas simples de escolas. O ensino não se tornouobrigatório nem era gratuito.A educação se iniciava aos 7 anos. A criança do sexo feminino ficava no gineceu, onde se dedicavam aos afazeresdomésticos.Se fosse menino, desligava-se da autoridade materna para iniciar a alfabetização e a educação física e musical. Erasempre acompanhado por um escravo, conhecido como
 pedagogo
.O menino era levado à palestra para praticar exercícios físicos sob orientação de pedótriba e era iniciado nacompetição de cinco modalidades, pentatlo.A educação musical era extremamente valorizada, e o pedagogo conduzia a criança ao citarista. A música abrangia aeducação artística em geral.O ensino elementar de leitura e escrita recebeu por muito tempo menos atenção que as práticas esportivas e amúsica. Conforme aumentou a exigência de formação intelectual, delinearam-se três níveis de educação: elementar,secundária e superior.O gramático, também chamado de didáscalo, reunia em qualquer canto um grupo de alunos para lhes ensinas leiturae escrita. Os métodos dificultavam a aprendizagem, em que se acentuavam o recurso da silabação, repetição,memorização, declamação e aprendiam de cor poemas e fábulas. Escreviam em tabuinhas enceradas e os cálculoseram feitos com ajuda dos ábacos e dos dedos.A educação elementar completava-se aos 13 anos. As crianças mais pobres saiam em busca de um ofício enquantoas de família rica prosseguiam os estudos e se encaminhavam para o ginásio. Com o tempo as atividades musicaisse direcionaram para discussões literárias, abrindo espaço para assuntos gerais como matemática, geometria eastronomia , sobretudo sob influência dos filósofos.Dos 16 aos 18 anos a educação assumiu uma dimensão cívica de preparação militar, instituição que se desenvolveuno séc. IV a.C. e é conhecida como
efebia
, mas após abolição do serviço militar em Atenas a efebia passou aconstituir a escola que se ensinavam filosofia e literatura.Apenas com os sofistas teve início uma espécie de educação superior, que também se dedicavam aprofissionalização dos mestres e à didádica.Não havia ensino profissionalizante.
Educação no período helenístico
No fim do século IV a.C. iniciou-se a decadência das cidades-estado até a perda total da autonomia.A culturahelênica fundiu-se às civilizações que a dominaram, dando origem ao helenismo.No período helenístico, a antiga Paidéia torna-se enciclopédia – educação geral – e consiste nos conhecimentosexigidos para formação da pessoa culta. Diminuiu-se o tempo dedicado ao exercício físico conforme aumentavaestudos teóricos.No ensino elementar era orientado pelo gramático, e no secundário ampliou-se a função do retor. Surgiu as sete artesliberais: três disciplinas humanísticas (gramática, retórica e dialética) e quatro científicas (aritmética, música,geometria e astronomia). Acrescenta-se a filosofia e a teologia na era Cristã.Da junção da Academia e do Liceu surgiu a Universidade de Atenas.

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