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FISIOLOGIA

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FISIOLOGIA
1
 
Fisiologia dos SistemasIntrodução
Um sistema é mais do que o que convencionamos chamar de “aparelho”:Aparelho circulatório – circulação do sangue. Mas a circulação do sangueenvolve muitas outras coisas. A função circulação não envolve só o aparelhocirculatório, depende do coração para bombear o sangue, dos pulmões queoxigenam o sangue, do sistema encrino que produz secrões que otransportadas pelo sangue, etc.Sendo assim, um sistema é composto pelo aparelho mais os outros órgãose elementos que atuam neste sistema.Sistemas – funções: circulação; respiração; digestão; reprodução; excreção.A fisiologia pode ser dividida em antes e depois de Claude Bernard. Antesera “estudada” por filósofos, com teorias até meio absurdas a respeito dafisiologia. Claude Bernard fez experimentos com o fígado e provou que era ele queproduzia o glicogênio, através da glicose (polimerização). Essa foi uma grandedescoberta para a época. Claude Bernard foi um grande pensador. Ele elaborouuma teoria fisiológica:Analisando a vida dos animais marinhos observou-se que as células destesanimais faziam trocas com o meio marinho. Sabendo-se que a vida começou nosmares por um processo evolutivo, através de experiências podemos reproduzir oaparecimento de organismos celulares. Colocando-se em meio líquido elementosessenciais para o surgimento dessas células (ex: aminoácidos) e induzindo comfaíscas elétricas a interação desses elementos, as células surgem. Após anos eanos, esses organismos passaram para a terra. Observando isso, Claude analisouque esses organismos não mais eram capazes de fazer trocas com o ambientelíquido de onde vieram. Então eles só conquistaram a terra porque foram capazesde trazer consigo, internamente (dentro do organismo), este líquido, que é olíquido extra-celular. Verifica-se que no LEC possuímos (como no ambientemarinho), o cloreto de sódio e uma série de outros elementos que tambémencontramos no ambiente marinho. Estudando isso, Claude chamou esse líquidode extra-celular e o sangue de meio interno. Verificou-se que entre o LEC e osangue existe um mecanismo de trocas. Se essas trocas não existissem, essascélulas consumiriam rapidamente o LEC e lançariam suas excreções metabólicase o LEC seria alterado ao ponto de não mais produzir um meio adequado a vidadessas células. Por isso é que esse LEC é constantemente renovado através dastrocas entre ele e o sangue. Com isso cria-se uma estabilidade, uma constânciadesse meio interno. O pH do LEC é mantido sempre em torno de 7.2, nãopodendo tender a ácido nem a básico. A osmolaridade (pOsm = 290 Osm/K)também precisa ser mantida. O LEC recebe O2, glicose, aminoácidos, etc. dosangue e enviam CO2, ácido tico, etc. para o sangue, de onde seoencaminhados para excreção ou transformados. Com essas descobertas, Claudedesenvolveu a Teoria da Constância do Meio Interno. Na época isso foi uma teoriafilosófica, pois não havia meios de se provar isso experimentalmente. No começo
 
do século 20 (1900), Cannon, influenciado pela teoria de Claude Bernard, criou umtermo novo, que usamos até hoje: em latin
Homeostasis
= Homeostase (ouhomeostasia). Chamou de homeostase o equilíbrio funcional dos sistemas doorganismo. Sendo assim, as funções dos sistemas devem estar funcionandorelacionadas umas com as outras. Caso contrário, o organismo tende para apatologia.O conjunto de mecanismos que regula a manutenção dos níveis de glicoseno organismo é chamado de homeostase glicêmica, o conjunto de mecanismosque regula a manutenção dos níveis de cálcio é chamado de homeostase docálcio, etc. Sendo assim, a fisiologia é uma ciência que estuda os mecanismoshomeostáticos de um organismo sadio. Existe uma série de mecanismos quemantém esse equibrio no organismo. Através disso podemos medir essasdosagens (de cálcio, glicose, etc.) e verificar alterações na homeostase, por exemplo: quando a pressão sanguínea sobe, o organismo detecta a alteração eativa mecanismos para corrigir essa pressão (dilatação dos vasos, diminuição dosbatimentos cardíacos).
Sistema de integração
O primeiro sistema que promove a integração dos sistemas é o SistemaNervoso (SN), o segundo é o Sistema Endócrino (SE). Há grandes diferençasentre eles. A primeira integração do SN é a integração neural, que é feita por meiodo impulso nervoso. A integração feita pelo SE, que é a integração endócrina, éfeita pelos hormônios e é completamente diferente. Tanto o hormônio quanto oimpulso nervoso são mensageiros biológicos, ou seja, elementos que surgem ousão produzidos ou liberados e atingem outras estruturas do organismo (chamadasde alvos) e provocam uma resposta. O impulso nervoso é um potencial elétrico,que se propaga pelas células (axônio). O hormônio é uma substância química, quese propaga pelo sangue (diluído). A velocidade de propagação do impulso nervosopode ser infinitamente mais rápida (120 m/s) do que a propagação endócrina, poisa velocidade de propagação do hormônio é muito lenta (40 cm/s). Cada tipo deintegração é mais eficiente para casos específicos: respostas pidas doorganismo precisam ser estimuladas por impulso nervoso, ou seja, dependem deuma integração neural; glândulas e músculos lisos, que precisam de estímulosconstantes, são estimulados por hormônios, que mantém sua concentração local,estimulando a estrutura com constância, fazendo com que ela mantenha suaatividade por um tempo mais longo, ou seja, dependem de um estímulo endócrino.Com o passar do tempo, descobriu-se que o sistema de integração nervosoe o endócrino estão ligados e não separados como se acreditava anteriormente.Descobriu-se que o hipotálamo produz hormônios hipotalâmicos que influenciam ahipófise, que era tida como a regente de todos os hormônios. Ela então ésubordinada ao hipotálamo, que sofre influência do frio, stress, luminosidade, etc.,fazendo com que ele produza hormônios que irão estimular a hipófise a produzir outros hormônios (ACTN, TSH, FS, LH).Outra descoberta foi feita através da observação de estímulos esternos: asucção do filhote na teta provoca um estímulo nervoso que provoca a ejeção do

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