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PEN 21 - Os Crimes Contra a Administração Pública

PEN 21 - Os Crimes Contra a Administração Pública

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DIREITO PENAL
21
 
Os Crimes Contraa AdministraçãoPública
Os Crimes Praticados por FuncionárioPúblico Contra a Administração
 
Introdução
Administração Pública:
 É toda a atividade dos órgãos públicos, quer seja no Legislativo, Executivo ou Judiciário.
Crimes Funcionais:
 Praticados por quem exerce função pública.Outros crimes praticados por funcionários públicos:a) arts. 300 e 301 do CP; b) crimes descritos pela Lei 8.666/93.
Crimes Funcionais Próprios e Impróprios:
 a) próprios (típicos): quando possuem a qualidade elementar do tipo, se não for cometido por funcionário público ocorre a atipicidade absoluta, ou seja, o fato deixa de ser consideradocomo crime (ex.: prevaricação); b) impróprios: na falta da qualidade elementar do tipo ocorre a atipicidade relativa, onde o fatonão deixa de ser considerado crime (ex.: peculato, se não for cometido por funcionário público o que se verifica é o crime de apropriação indébita).
Defesa Preliminar:
  No processo penal, segundo o art. 514 do CPP notifica-se o funcionário público para que apresente adefesa preliminar, se o juiz entender que há crime, então oferece a denúncia.
www.concursosjuridicos.com.br pág.
1
 
Copyright 2003 – Todos os direitos reservados à CMP Editora e Livraria Ltda.É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila por qualquer processo eletrônico ou mecânico.
 
Peculato
 Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprioou alheio: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Objetividade Jurídica:
 Protege-se a moralidade e probidade administrativa. E secundariamente o interesse patrimonial público e privado.
Sujeito Ativo:
Funcionário público.
Sujeito Passivo:
O Estado e o particular.
Tipo Objetivo:1)
A conduta típica do peculato próprio envolve duas formas:a) a apropriação - “peculato apropriação”; b) o desvio - “peculato desvio”: desvio é dar outra destinação (ex.: funcionário emprestadinheiro recolhido de da arrecadação de impostos a outra pessoa).
!
 
Se houver desvio dentro da própria administração ocorre o descrito no art. 315 (emprego irregular de verbas ou rendas públicas).
!
 
O “peculato de uso” pelo entendimento jurisprudencial não é punido. No peculato apropriação é
 
 preciso que haja o ânimo da posse definitiva. Todavia, no peculato desvio não importa o ânimo(entendimento da doutrina, a jurisprudência diverge).
2)
O objeto material do crime é dinheiro, valor, bem público ou particular (na mão de obra e serviçosnão se observa a tipificação). Para que ocorra o peculato é necessário que o funcionário público tenhaa posse e a tenha em razão do seu cargo. Quando se tratar de bem particular é necessário que eleesteje sob a guarda da administração.
Tipo Subjetivo:
O dolo é o ânimo de apoderamento definitivo.
Consumação e Tentativa:
 Consuma-se o crime quando o funcionário passa a se comportar como se dono fosse. Admite-se atentativa.
Peculato Furto:
 Existe quando:a) é funcionário público; b) não tem a posse;c) subtrai ou concorre na subtração praticada por outrem.
 
www.concursosjuridicos.com.br pág.
2
 
Copyright 2003 – Todos os direitos reservados à CMP Editora e Livraria Ltda.É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila por qualquer processo eletrônico ou mecânico.
 
 § 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro,valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio,valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
Peculato Culposo:
 Pune-se aqui o funcionário que por negligência, imprudência ou imperícia, concorre para a prática decrime de outrem, seja também funcionário ou particular, desde que tenha a posse ou a detenção doobjeto material.
 § 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. § 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível,extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.
Peculato Mediante Erro de Outrem
 
 Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Noções Iniciais:
 Este crime tem correspondência com o art. 169. É também chamado de peculato-estelionato.
Objetividade Jurídica:
 Protege-se:a) a administração pública - moralidade, probidade e integridade; b) o interesse patrimonial.
Sujeito Ativo:
Só pode ser o funcionário público. O particular pode figurar como partícipe.
Sujeito Passivo:
É o Estado e o particular lesado.
Tipo Objetivo:
 A conduta típica é apropriar-se do bem material, em razão do cargo e que esta apropriação tenhaorigem no erro de alguém.
Tipo Subjetivo:
 O dolo é a vontade de apoderar-se do objeto material, sabendo-se tratar de erro de outrem.
Consumação e Tentativa:
 O crime consuma-se quando o sujeito age como se dono fosse. Quanto à tentativa, a doutrina não é pacífica.
www.concursosjuridicos.com.br pág.
3
 
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