de pensar no ato, simplesmente tomado pelo aparente estado de podere idealismo. Esta Incapacidade de pensar leva a incapacidade de julgar.Para Hannah Arendt, o pensar que está ligado a inteligência, aonde ohomem com sua capacidade inteligente, vai além dos limites do supra-sensível, pois com o poder do cérebro busca o conhecer e o fazer. “Kantdeixou o legado da razão para a posteridade, baseado na fé e nametafísica, com a razão abriu espaço, não para a fé, mas para opensamento e o conhecimento”
. Nisto observa, a autora que ainteligência poderia ou não estar ligado ao “mal”, mas o pensar quecom momentos de estupidez, não raro para pessoas inteligentes, seriacapaz de proporcionar o “mal”. A
Opacidade da razão
, caracterizada porpensamento distante dos princípios morais do que se entende porbondade e solidariedade humana no aspecto da vida como entidadehumana. Uma opacidade que torna os seres responsáveis pelo terror epelo mal, insensíveis, com ausência do pensar. A descartabilidade doser humano característica do regime, expõe uma comprovadapercepção de que a falta da razão e a ausência do pensar estavampresentes, muito mais do que a moralidade. Ora, se a moralidade é decerta forma, um sentido normativo, pode-se constatar então que existiavalores até então desconhecidos, que descobriram uma novamoralidade, partindo do princípio de que a moralidade comnormatividade ética estabelece padrões de um povo e de uma cultura,e a partir dos princípios da autonomia, está ligado ao homem quelegisla pra si as normas a serem seguidas, pois um ser autônomo é oser que se auto-governa. Se o regime totalitário seguia princípios evalores estabelecidos pelo próprio povo, enganado ou não pelaestratégia propagandística, dentro de uma perspectiva de que estesvalores eram coerentes sociobiologicamente, então estes seriam osprincípios morais, e a questão então não é o julgamento da moralidade,mas o julgamento da razão e do pensar, e onde isto interfere no motivopara a produção de armas de destruição humana, onde a vida e a
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ARENDT, Hannah.
Responsabilidade e Julgamento.
2008, p. 231.