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Resenha crítica

Resenha crítica

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Resenha de dois artigos versando sobre a questão das exportações brasileiras, as taxas de câmbio e a competitividade no mercado internacional.
Resenha de dois artigos versando sobre a questão das exportações brasileiras, as taxas de câmbio e a competitividade no mercado internacional.

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Published by: iTCC Assessoria Acadêmica on Jun 22, 2011
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06/22/2011

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Resenha crítica³Efeitos do câmbio e juros sobre as exportações da indústria brasileira´
1
 
O artigo analisa diversas fases relacionadas à economia brasileira, em especial nosúltimos 25 anos. Apontando para a questão de o setor exportador ser um determinante nacomposição relacionada ao desempenho da economia do país. Apesar de existir a constataçãosobre o caráter essencial deste setor, constata-se o desempenho fraco nos anos compreendidosno estudo. O próprio crescimento está vinculado às exportações pois estimulam a demandados produtos junto ao mercado interno e promovem o relaxamento de medidas externas derestrição ao crescimento.As características dinâmicas da exportação servem como base para análisesefetuadas sobre a estrutura produtiva do país, sobre a competitividade e sobre o papel que ataxa de câmbio assume no contexto.Em tópico específico sobre a taxa de câmbio são elencados diversos itens queasseveram a sua importância para a economia. Através da mesma, de acordo com os autores,são fomentadas mudanças no cenário doméstico em relação aos bens produzido no exterior;determinam, também, fatores que regulamentam a estrutura produtiva da economia. Aestrutura produtiva é salientada como um principal centro de atuação das taxas cambiais, poisos setores e segmentos compostos por grandes empresas têm maior facilidade definanciamento externo. Desse modo, eles são menos sensíveis a variações da taxa dejurosdoméstica. O crescimento da renda mundial, por sua vez, tende a favorecer mais a exportaçãodos bens com maiores elasticidades renda.O artigo prima por propor a análise da relação entre taxas de câmbio, de juros e docrescimento mundial sobre o total das exportações brasileiras e de sua composição. Para tanto,utilizam-se pesquisas realizadas por Nassif que constata a existência de uma elevação da participação relativa do segmento baseado em recursos naturais nos investimentos e no valor adicionado da indústria brasileira, com redução ou estagnação nos demais.
1
NAKABASHI, Luciano; CRUZ, Marcio J.V. da; SCATOLIN, Fábio D. Efeitos do câmbio e juros sobreas exportações da indústria brasileira
. R. Econ. contemp.,
Rio de Janeiro, v. 12, n. 3, p. 433-461,set./dez. 2008 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rec/v12n3/02.pdf. Acesso: 08/jun/2011.
 
essalte-se que o setor exportador carrega consigo aspectos fundamentais hajavisto que promove o afrouxamento da restrição externa e exerce papel fundamental diante dacomposição da malha produtiva da economia como um todo. O câmbio é uma variável-chaveno desempenho do setor de exportações e existe o levantamento da questão sobre se deixar que o câmbio permaneça em um patamar extremamente valorizado fará com que odesempenho econômico do país seja prejudicado, pois, além de ter impactos negativos emalguns setores-chave da economia, contendo as
 
exportações destes, o aumento dasimportações se dará via mudança relativa de preços. Não ficando restrita ao crescimentoeconômico e conseqüente aumento da demanda interna.Os autores concluem que os ³segmentos mais dinâmicos e com maiorescapacidades de dinamizar as exportações brasileiras em um prazo mais longo de tempo, comoo intensivo em escala e diferenciação, vêmperdendo participação: passaram de 34,03% e12,52%, em junho de 1996, para 28,96% e 11,31%, em fevereiro de 2008, respectivamente.Além disso, o segmento mais importante na geração de empregos foi o que mais reduziu a participação, passando de 10,24% para 6,18% no período da análise´.
 
Gala apud Nakabashi, Cruz e Scatolin cita que: ³As evidências aqui apresentadasapontam para uma recorrente subvalorização das moedas asiáticas quando comparadas àslatino-americanas (...).´Bem como
odrik, também citado no artigo, fornece evidências da correlaçãoentre desvalorização e crescimento econômico para os países em desenvolvimento.Tais apontamentos servem como introdução ao próximo artigo, através do qual seespera estabelecer uma relação pertinente entre os dois aspectos, a valorização do
eal e aconcorrência dos produtos chineses.
³Desempenho exportador global e competição nos mercados da União Européia e dosEstados Unidos´
2
 
2
FERRAZ, Galeano; RIBEIRO, Fernando. Desempenho exportador global e competição nosmercados da União Européia e dos Estados Unidos. Artigo.
RBCE (Revista Brasileira de ComércioExterior)
 ±
80
.Disponível em: http://www.funcex.com.br/material/rbce/80-GFRF.pdf. Acesso:08/jun/2011.
 
A China vem apresentando contínuos índices de crescimento no comérciointernacional no decorrer dos últimos anos. Essa dinâmica tem provocado efeitosdiferenciados sobre economias com grau de desenvolvimento similar ao da economia brasileira e, por isso, sido objeto de estudo em muitas perspectivas. São apontadas pelosautores, questões que se relacionam com as oportunidades de exportação, a ameaças a produtores locais no mercado doméstico e, para alguns setores produtivos exportadores, oacirramento da competição em terceiros mercados.As exportações brasileiras demonstraram índices apenas razoáveis entre os anosde 1996 e 2002. Cresceram 26,4% em termos acumulados, sendo que nos anos de 1998 e1999 refletiram uma queda em comparação com o ano anterior. Por outro lado, o desempenhoexportador da China foi além de qualquer prognóstico, dado que seu montante mais do quedobrou entre os extremos do período. Apenas em 1998 a taxa de crescimento das exportaçõeschinesas mostrou-se reduzida, refletindo a queda do nível de atividade mundial que se seguiuà crise asiática do final de 1997. A primeira parte do artigo ressaltará, justamente, asdiferenças importantes entre o desempenho das exportações globais do Brasil e da China entreos anos de 1996 e 2002, tanto em termos de crescimento quanto de composição setorial,intensidade tecnológica dos produtos e outros atributos analisados. Destaca-se, primeiramente, que as exportações da China, além de alcançarem valores muito superioresaos das exportações brasileiras, apresentam um crescimento muito mais rápido. Na média do período 2001-02, a China exportou 5,4 vezes mais do Brasil e o crescimento em relação àmédia dos anos de 1996-97 foi quase cinco vezes maior do que o do comércio mundial. Nomesmo período, as exportações brasileiras cresceram, por sua vez, a um ritmo similar ao damédia mundial.A análise dos atributos dos produtos exportados revela que as vendas externaschinesas são relativamente mais concentradas. Enquanto que as exportações brasileirasapresentam uma participação relativamente maior de produtos básicos, agrícolas e minerais.As exportações do Brasil registram ainda maior participação de produtos intensivos emeconomias de escala, devido ao grande peso dos produtos siderúrgicos, automóveis eautopeças. Por seu lado, a China exporta um percentual relativamente mais elevado de produtos intensivos em pesquisa e desenvolvimento, que representam 25% de sua pauta.Ferraz e
ibeiro salientam que em termos setoriais, a pauta chinesa é comandada por equipamentos eletrônicos, têxteis e vestuário e material elétrico, ao passo que na pauta brasileira sobressaem peças e outros veículos, agropecuária, extrativa mineral, siderurgia eabate de animais.

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