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o Filho Das Sombras 2

o Filho Das Sombras 2

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O FILHO DAS SOMBRAS -
 JULIETMARILLIERLIVRO II DA TRILOGIA SEVENWATERSNOTA DA AUTORA -
Divindades Celtas
Este livro contém muitas referências a deuses, deusas e heróis da mitologia irlandesa. Oleitor pode apreciar uma breve introdução a eles e uma pequena ajuda na pronúncia doIrish Gaelige, lembrando que pode haver várias versões de ortografia e pronúncia de umdeterminado nome, todas elas válidas.
Tuátha Dê Danann
too-a-ha day dann-an(Criaturas Encantadas)O povo da deusa Dana, ou Danu, foi a última raça de seres do Outro Mundo a habitar aIrlanda. Derrotaram duas raças antigas, os Fir Bolg e os
Fomhóire,
nas duas batalhas deMoytirra, mas eles próprios foram relegados para os locais escondidos da terra, tais comocavernas e necrópoles, com a chegada dos primeiros Celtas.
Fomhóire
fo-vo-reh(Os Anciãos)Uma raça antiga que veio do mar para habitar a Irlanda. Mais tarde descritosincorrectamente como disformes e feios. Foram eventualmente derrotados pelos
TuáthaDê Danann
e enviados para o exílio.Brighid bree-yid Jovem deusa da Primavera, associada à fertilidade e à alimentação. Em posterioresescritos cristãos tornou-se inextricavelmente identificada com Santa Erigida, fundadora deum convento em Kildare.10 Dana (Danu) dan-a. dan-uDeusa mãe dos
Túatha Dê Danann,
associada à Terra.Morrigan morr-i-ganDeusa da guerra e da morte. Uma das suas formas preferidas era a de um corvo.Lugh looDeus celta do Sol. Lugh tinha o sangue, tanto de
Túatha Dê,
como de
Fomhóire.
Um heróimulti-talentoso.Dagda dog-daUm líder respeitado, chefe dos
Túatha Dê.
Díancécht dee-an kyechtDeus curandeiro, mestre curandeiro dos
Túatha Dê.
Fabricou uma mão de prata para oherói derrotado Nuada.Manannán mac Lir man-un-aun mac learDeus do mar, marinheiro e guerreiro, que também possuía os poderes da cura.
Festivais Celtas
As divindades celtas eso frequentemente associadas aos principais festivais quemarcam as estações do ano druida. Estes dias não têm apenas um significado ritual,estando fortemente ligados aos ciclos das sementeiras, crescimento, ceifa earmazenamento das colheitas e são semelhantes aos ciclos de vida do homem e dosanimais.
Samhain
(1 de Novembro) SowanMarca o começo do novo ano celta. Começam os meses sombrios; a semente aguarda anova vida para germinar. É tempo de inventário e reflexão; tempo para honrar os mortos,quando as fronteiras podem ser atravessadas mais facilmente, permitindo a comunicaçãoentre o mundo humano e o espiritual.
Imbolc
1 de Fevereiro) Imulk, ImbulkFestival das ovelhas prenhes, consagrado à deusa Brighid. Época para novos começos,quando as primeiras lavras tinham lugar.Beltane (1 de Maio) Byaltena
1
 
Neste dia começa a primeira metade luminosa do ano. Um dia profundamentesignificativo, relacionado, tanto com a fertilidade, como com a morte. O dia em que os
Túatba Dê Danann
pisaram, pela primeira vez, solo irlandês. Muitos costumes e práticascresceram em redor de Beltane, incluindo a dança do poste e as danças em espiral, aapresentação de oferendas, tais como leite, ovos e sidra às criaturas do Outro Mundo e,tal como em
Imbolc,
o
apagar e
reacender das lareiras.
Lugnosadd
de Agosto) LoonasaFestival das colheitas, consagrado ao deus Lugh, oriundo dos jogos funerários que eleorganizava em honra da sua e adoptiva Tailtiu. A deusa e Dana é, também,venerada em
Lugnasad.
Muitas práticas são observadas para assegurar uma boa colheita.Frequentemente incluem também o corte ritual do último feixe de cereal. Os jogos e ascompetições também são populares.Para além dos quatro festivais do fogo mencionados acima, os solstícios e equinóciosassinalam as viragens significativas do ano e cada um tem a sua própria celebração ritual.São eles:
Meán Geimhridh
(21 de Dezembro)
Meán Earraigh
(21 de Março)
Meán Samhraidh
(21 de Junho)
MeánFómbair (21
de Setembro)
Outros nomes e termos utilizados:
Aengus Óg Caer Ibormeith Cu Chulainn Scáthach Aisling Ciaránsolstício do Inverno equinócio da Primavera solstício do Verão equinócio do Outonoeyn-gus ohg kyre ee-vor-may koo khu-linn skaw-thuck ash-ling kee-ur-aunfyunn ee nay-ill lee-a-dan nee-avshee doveFionn Uí Néill Liadan Niamh
Sídhe Dubhbogle
uma criatura parecida com um duendeBran mac Feabhail bran mak fev-ilUm texto do século vi descreve a viagem deste herói até terras distantes e fantásticas. Noseu regresso à Irlanda, Bran descobriu que centenas de anos se haviam passado no reinoda Terra.
duríchaun
kloo-ri-khaunUm pequeno espírito brincalhão, parecido com um duende.
deosil
Sábio do tempo; sábio das horas. jesh-ill
flanna
feen-ya
2
 
Bando de jovens guerreiros caçadores. Conta-se que um grupo especial
defiannaera
liderado pelo herói lendário Fionn mac Cumhaill. Este termo era utilizado para designar osbandos errantes de guerreiros que viviam ao ar livre e agiam segundo as suas própriasleis.
filidh
Visionários e poetas estáticos, na tradição druídica.
gnmoire
Livro de feitiços do Feiticeiro
nemeton
Bosque sagrado dos druidas
ríastradh
Frenesim da batalharee-a-strath
selkie
Este termo pode ser utilizado para designar uma foca ou um ser pertencente às criaturas-foca, que podem largar as suas peles e tornarem-se humanas durante um certo tempo. Sea pele é roubada ou perdida, o
selkie não
pode regressar ao oceano.
Tir Na n ’Og
tear na nohg Terra da Juventude. Um reino do Outro Mundo, para além do mar ocidental.CAPíTULO UMA minha mãe conhecia todos os contos que eram narrados em redor das lareiras de Erin,além de muitos mais. As pessoas ficavam em redor da lareira para a ouvir contá-los, apósum longo dia de trabalho e ficavam maravilhadas com as tapeçarias brilhantes que elatecia com as suas palavras. Contava as muitas aventuras do herói Cu Chulainn e falava deFionn MacCumhaill, que, além de grande guerreiro, era matreiro. Nalgumas casas, taiscontos eram apenas para os ouvidos dos homens. Mas não na nossa; pois a minha mãeenfeitiçava-nos a todos com a magia das suas palavras. Contava histórias que faziam todaa gente rir a bandeiras despregadas e contos que faziam os homens fortes ficaremcalados. Mas havia uma história que ela nunca contava, a sua própria história. A minhamãe fora a rapariga que salvara os seus irmãos da maldição de uma feiticeira e quaseperdera a vida ao fazê-lo. Era a rapariga cujos seis irmãos haviam passado três longosanos como criaturas selvagens e que apenas tinham regressado devido ao seu silêncio esofrimento. Não havia necessidade de contar e recontar esta história, pois ela estava vivana mente das pessoas. Além disso, em todas as aldeias havia uma ou duas pessoas quetinham visto um dos irmãos, que regressara por pouco tempo, com a asa brilhante de umcisne no lugar do braço esquerdo. Mesmo sem estas provas, todos sabiam que a históriaera verdadeira e quando viam passar a minha mãe, uma figura minúscula com o seu cestode bálsamos e poções, cumprimentavam-na com olhares de profundo respeito.Se eu pedia ao meu pai para me contar uma história, ele ria-se e encolhia os ombros,dizendo que não era hábil com as palavras
e,
além disso, só conhecia uma história ouduas e já as tinha contado. Então, ele olhava para a minha mãe e ela para ele, daquelamaneira que eles tinham, que pareciam falar um com o outro sem palavras e então o meupai distraía-me com outra coisa qualquer. Ele ensinou-me a esculpir com uma pequenafaca, ensinou-me a plantar árvores e ensinou-me a lutar. O meu
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