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RESUMO - Principios Da Dignidade Humana

RESUMO - Principios Da Dignidade Humana

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08/10/2013

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Grupo: 02
 
PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANARESUMO
A origem etimológica do termo dignidade é a expressão latina dignitas, quesignifica “respeitabilidade”, “prestígio”, “consideração”, “estima”, “honra”, “reputação”, etc.Já a palavra princípio, de origem também latina, vem de princípium que significa“começo”, “origem”, “superioridade”, “primazia”; também, buscando a origem da palavraprincípium encontramos a palavra prínceps que significa “o principal”, “o chefe”, ”aqueleque toma o primeiro lugar”. É sobre estes termos que nos debruçaremos para traçar estecontexto geral sobre o tema: A Dignidade da Pessoa HumanaPrecisamos diferenciar “princípio” de “valor”, o que vem ignorando-sediuturnamente na doutrina, como se ambos fossem o mesmo.Enquanto o valor é sempre um relativo, na medida em que ‘vale’, isto é, aponta para umarelação, o princípio se impõe como um absoluto, como algo que não comporta qualquer tipo de relativização. O valor sofre toda a influência de componente histórico, geográfico,pessoal, social, local, etc. e acaba se impondo mediante um comando de poder queestabelece regras de interpretação – jurídicas ou não. O princípio, não. Uma vezconstatado, impõe-se sem alternativa de variação.A Dignidade da Pessoa Humana como princípio fundamental, constitui valor-guiade toda a ordem jurídica, caracterizando-se indispensável para a Ordem social.O que sepercebe, em última análise, é que onde não houver respeito pela vida e pela integridadefísica e moral do ser humano, onde as condições mínimas para uma existência digna nãoforem asseguradas, onde não houver limitação do poder, enfim, onde a liberdade e aautonomia, a igualdade (em direitos e dignidade) e os direitos fundamentais não foremreconhecidos e minimamente assegurados, não haverá espaço para a dignidade dapessoa humana e esta, por sua vez, poderá não passar de mero objeto de arbítrio einjustiças.
A Dignidade da pessoa Humana perante a Doutrina Social da Igreja.
As escrituras sagradas trazem em suas paginas inúmeros ensinamentos e mensagenssobre o ser humano que representa o substrato fundamental do conceito cristão sobre adignidade da pessoa humana.A idéia mais fundamental e profunda sobre o homem, contida na bíblia, é seu caráter deimagem e semelhança do próprio Deus, se onde procederiam sua dignidade einviolabilidade e, ainda, seu lugar na historia e na sociedade.Temas como os relacionados à igualdade, à liberdade, à destinação universal dosbens, e a submissão das relações sócio-econômicas aos princípios de justiça e caridade,todos vinculados profundamente à afirmação da dignidade humana, são objeto freqüentedo pensamento dos padres da igreja, que serão retomados na mais recente DoutrinaSocial Católica.
Dignidade da Pessoa humana na Doutrina Social da Igreja contemporânea.
Essa Doutrina Social da Igreja está sustentada numa antropologia crista em que anoção de dignidade da pessoa humana é colocada como principio e fundamentoelementar de todas as instituições da vida social.Princípio do Bem Comum
 
O conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cadaum dos seus membros atingirem de maneira a mais completa e desembaraçadamente aprópria perfeição.Destinação universal dos bensEsta doutrina social sustenta que a propriedade dos bens seja acessível a todos de modoequânime e equitativo. Reconhece a função social de qualquer forma de posse. Do quedecorre o dever de fazer com que a propriedade seja produtiva.
Dignidade da Pessoa humana no Trabalho
O homem, segundo esta doutrina, foi criado para trabalhar. As realidadescriadas,são boas em si mesmas, existem em função do homem. O trabalho portanto,pertence à condição originária própria do homem, é anterior à queda do pecado original,não pode por isto ser entendido nem como punição e nem como sendo uma maldição oucastigo.O trabalho é um direito fundamental, tem um valor de dignidade e é também umanecessidade para o homem e para este formar e manter uma família, para ter direito àpropriedade e para contribuir para o bem comum. O trabalho é o fundamento sobre o qualse edifica a vida familiar, que é um direito fundamental e uma vocação do homem. Orespeito aos direitos da mulher faz com que seja levado em conta a sua dignidade e a suavocação.Quanto ao trabalho do menor este “não deve entrar na oficina senão quando a suaidade tenha suficientemente desenvolvido nele as forças físicas, intelectuais e morais: docontrário, como uma planta ainda tenra, ver-se-á murchar com um trabalho demasiadoprecoce, e dar-se-á cabo da sua educação.”A greve é reconhecida pela doutrina social como instrumento legítimo, como últimorecurso e inevitável e até necessário em vista de um benefício proporcionado, desde quetodos os outros recursos se tenham levado a efeito para evitar o conflito. Os Sindicatosdevem ser instrumentos de solidariedade entre os trabalhadores e são um fator construtivo da ordem social. A ação sindical deve ser voltada para o bem comum. O papelespecífico do sindicato é o de garantir os justos direitos dos homens do trabalho noquadro do bem comum de toda a sociedade, num empenhamento normal das pessoasem busca do justo bem, não devem se vincular a partidos políticos e nem se envolver naluta pelo poder político, para não se transformarem em instrumentos para outros fins quea solidariedade entre os trabalhadores.
Dignidades da Pessoa Humana na Migração
A migração é uma enorme fonte de solicitude humana, dado que diz respeito àvida e à dignidade de muitos milhares de milhões de pessoas.A política da Organização das Nações Unidas sobre a migração está alicerçadasobre a dignidade singular de cada pessoa humana. Isto leva-nos a afirmar que omigrante jamais pode ser considerado um objeto de migração, mas sim um sujeito. Acondição legal do migrante é algo que está totalmente separado da sua dignidadehumana, dado que todos eles, e sem qualquer exceção, têm direitos inalienáveis que nãopodem ser violados nem ignorados.Tanto os Estados de partida como os de chegada têm a responsabilidade derespeitar e de assumir os compromissos ligados ao código dos direitos humanosinternacionais, em vista de assegurar a salvaguarda de todos os migrantes.
 
Constituição no Brasil e a Dignidade da Pessoa Humana
A Constituição Federal de 1988, no Brasil foi a primeira a fundamentar a dignidadecomo um valor supremo, observado já no art. 1ºPor meio da criação de códigos a lei busca suprir as necessidades e carênciassociais reveladas ao longo de anos.Assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente eo Estatuto do Idoso, que garantem a dignidade especificamente dessas faixas etárias.Criado em 13 de julho de 1990, o ECA instituiu-se como Lei Federal nº 8.069(obedecendo ao artigo 227 da Constituição Federal), adotando a chamada Doutrina daProteção Integral, cujo pressuposto básico afirma que crianças e adolescentes devem ser vistos como pessoas em desenvolvimento, sujeitos de direitos e destinatários de proteçãointegral.Na maioria das vezes, os princípios da dignidade da pessoa humana encontram-seimplícitos na Constituição Federal. (Acompanhe com a Constituição Federal : Título I
DosPrincípios Fundamentais
Art 1º,Art 3º,Art 4º; Título II
Dos Direitos e GarantiasFundamentais
Art 5º e Capítulo II
Dos Direitos Sociais
Art 6º
Dignidade da Pessoa Humana dentro do Sistema Penal
A dignidade humana se manifesta singularmente na autodeterminação consciente eresponsável da própria vida e que traz consigo a pretensão ao respeito por parte dasdemais pessoas, constituindo-se um mínimo invulnerável que todo estatuto jurídico deveassegurar, de modo que, somente excepcionalmente, possam ser feitas limitações aoexercício os direitos fundamentais, mas sempre sem menosprezar a necessária estimaque merecem todas as pessoas enquanto seres humanos. O direito à vida privada, àintimidade, à honra, à imagem, dentre outros, aparecem como conseqüência imediata daconsagração da dignidade da pessoa humana como fundamento da República Federativado Brasil.PENAS ALTERNATIVAS: destinada à crimes leves,tendo como objetivo reintegrar oinfrator.Possui
VANTAGENSa)
a diminuição do custo do sistema repressivo;
b)
a adequação da pena à gravidade objetiva do fato e às condições pessoais docondenado, onde ele não precisaria deixar sua família, a comunidade ou perder seuemprego;
c)
o não encarceramento do condenado nas infrações penais de menor potencialofensivo, afastando-o do convívio com outros delinqüentes
DESVANTAGENSa)
estas não reduzem o número de encarcerados;
b)
elas não tem conteúdo intimidativo, parecendo mais uma medida disciplinadora;
c)
trazem o risco da implantação de medidas não-privativas de liberdade que impõemformas de controle social mais intensas.
Habeas corpus
Privação de liberdade injusta;
Direito de, ainda que preso por "justa causa", responder o processo em liberdade.
É garantia de direito à liberdade que é direito fundamental,
Lei Maria da Penha
Aumento no rigor das punições das agressões contra amulher quando ocorridas noâmbito doméstico ou familiar.

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