Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword or section
Like this
90Activity
×
P. 1
Direito Civil III

Direito Civil III

Ratings: (0)|Views: 54,907|Likes:
Published by Simone Souza

More info:

Published by: Simone Souza on Jun 27, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, DOCX, TXT or read online from Scribd
See More
See less

03/18/2014

pdf

text

original

 
DIREITO CIVIL III
Contratos
 O contrato tem uma função social, sendo veículo de circulação da riqueza, centro da vida dos negócios e propulsor da expansão capitalista.Segundo Clóvis Beviláqua, contrato é "um acordo de vontades que tem por fim criar, modificar e extinguir direitos". No sistema jurídico francês o contrato opera a transferência dos direitos reais. Já no direito alemão e no nossodireito, o contrato só cria obrigações.O Estado intervém constantemente na relação contratual privada para assegurar a supremacia da ordem pública, prevalecendo o interesse público (a coletividade), razão do dirigismo contratual em certos setores.
y
 
contrato é uma das fontes das obrigações.
y
 
Outra fonte das obrigações são os atos ilícitos. É uma responsabilidade extra-contratual (arts. 186 e 927 NCC).
y
 
Q
uando uma pessoa contrata outra, e esta deixa de cumprir com a obrigação, surge para o credor odireito de ajuizar uma ação, porque houve uma responsabilidade contratual (art. 389 NCC).
DIREITO SUBJETIVO
 
DIREITO POTESTATIVO
 Existe um SUJEITO ATIVO, que étitular de um direito, e um SUJEITOPASSIVO, que tem um dever jurídico(dar, fazer, não fazer = direitoobrigacional).O SUJEITO PASSIVO podedescumprir com a obrigação, quandoentão surge a responsabilidade (e, emconseqüência, uma ação).Existe, entre eles, uma RELAÇÃOJURÍDICA.Um exemplo é o contrato de locação(que é um título executivoextrajudicial). O locador pode entrar com ação de despejo, ou então comação de execução.Só existe o SUJEITO ATIVO. Nãoexiste o SUJEITO PASSIVO, nem odever jurídico.Um exemplo é o sujeito que quer vender o seu imóvel. Outro exemplo éa promessa de recompensa (quando ofato se concretizar, passa a ser umdireito subjetivo ± uma relação jurídica).Outros exemplos são a dissolução desociedade, de condomínio, a rescisãode contrato de trabalho.
 
y
 
Com relação ao contrato, estamos diante de um DIREITO SUBJETIVO.
y
 
O contrato cria, modifica ou extingue direitos.
N
EGÓ
C
IO JURÍDI
C
O
 
ATO JURÍDI
C
O
 Seus efeitos são provocados pelas partes, embora estejam na lei.Exemplo: aluguel de um imóvel.O direito é pós-existente.Pode-se criar cláusulas no contrato,desde que não contrarie a lei.Seus efeitos são provenientes da própria lei.Exemplo: reconhecimento da paternidade (registro de um filho); o pai passa a ter obrigação de mantê-lo.O direito é preexistente.A parte não pode criar direitos; a própria lei diz quais são os direitos.São diferenciados pelos seus EFEITOS (preexistentes/pós-existentes).São diferenciados pelo Código Civil de 2003.
y
 
OBRIGAÇÃO DE MEIO ± Ele só é obrigado a aplicar as diligências (a técnica). É o caso de umadvogado. No entanto, se ele promete ganhar uma causa, a obrigação que era de meio passa a ser OBRIGAÇÃO DE RESULTADO. Um cirurgião, ao realizar uma cirurgia reparadora, tem obrigação demeio; ao realizar uma cirurgia estética, tem obrigação de resultado.
P
rincípios
fu
ndamentais
 
do
 
regime
 
contrat
u
al
 1.
 
AUTO
N
OMIA DA VO
N
TADE
 Ampla liberdade de contratar. A promessa deve ser comprida (
 pacta sunt servanda
).Art. 421 NCC.As partes são livres para contratar. Não pode haver nenhuma coação, caso contrário o contrato seráanulado.Esta autonomia da vontade não é absoluta; ela é relativa: não é possível violar a norma, porque prevalece a supremacia da ordem pública (prevalece o interesse público). O Estado está sempreinterferindo nas relações jurídicas para preservar o interesse público. Um exemplo é o CDC, a Lei deEconomia Popular, a Lei de Locações, etc.2.
 
SUPREMA
C
IA DA ORDEM PÚBLI
C
A
 Limita o princípio da autonomia da vontade, dando prevalência ao interesse público, razão daintervenção do Estado. São exemplos a Lei do Inquilinato (Lei 8245), o CDC e a Lei de Usura.O interesse público prevalece sobre o interesse particular.
 
O conteúdo do contrato não pode violar a norma. A forma é livre, e as partes são livres para contratar,mas desde que não viole a norma, porque existe a supremacia da ordem pública.Também não se pode contratar sobre um objeto impossível. O contrato tem que ser lícito, possível edeterminado. Tendo estas características, surge a obrigatoriedade dos contratos.3.
 
F
ORÇA OBRIGATÓRIA (OBRIGATORIEDADE) ± 
 Pacta Sunt Servanda
 É a força vinculante das convenções. Pelo princípio da autonomia da vontade, ninguém é obrigado acontratar mas, se o fizerem, devem cumprir o contrato. Existe a necessidade da segurança dos negócios, por geraria a balbúrdia e o caos.
Q
ualquer modificação no contrato terá que ser bilateral (todos osenvolvidos têm que participar). Uma exceção a este princípio é a revisão dos contratos através daonerosidade excessiva (art. 478 NCC).Segundo a teoria da onerosidade excessiva, se a situação do fato modificar-se em razão deacontecimento extraordinário e imprevisível que torne excessivamente oneroso para o devedor o seuadimplemento, poderá este requerer ao juiz que o isente da obrigação, parcial ou totalmente, e ainda podendo adequar o contrato. Um exemplo é o art. 6
º
, V, do CDC. É o caso das guerras, das calamidades públicas, do contrato de
easing 
atrelado ao Dólar.Se não houver nenhuma violação da norma, prevalece a obrigatoriedade. Os pactos têm que ser cumpridos, mas desde que não violem a norma (desde que não tenham nulidades: erro, dolo, coação,estado de perigo, lesão , fraude).O estado de perigo foi inserido no art. 156 do NCC, e a lesão foi inserida no art. 157 do NCC.Mas há exceções quanto a este princípio:TEORIA DA ONEROSIDADE EXCESSIVA ± 
Q
uando ocorrer, após a elaboração do contrato, algumfato superveniente, imprevisível e extraordinário, que cause prejuízo a uma das partes, aquela parte prejudicada pode rever o contrato (onerosidade excessiva). Foi o caso dos contratos de
easing 
, feitosem Dólar. Nestes casos, este princípio pode ser quebrado. Esta teoria só pode ser argüida nas prestaçõescontinuadas. Além disso, para argüi-la, deve-se estar em dia com as obrigações.TEORIA DA IMPREVISÃO ± Alguns autores falam na cláusula
rebus sic stantibus
(Teoria daImprevisão).Outros autores dizem ainda que não há diferença nenhuma entre as duas teorias.4.
 
C
O
N
SE
N
SUALIDADE OU
C
O
N
SE
N
SUALISMO
 O contrato resulta do consenso, do acordo de vontades, independentemente da entrega da coisa.Os contratos são, em regra, consensuais. Alguns, no entanto, são reais, porque se aperfeiçoam com aentrega da coisa. É o caso, por exemplo, do contrato de depósito, de comodato e de mútuo.Os contratos se perfazem com o consenso. Não é preciso a entrega da coisa. Os contratos seaperfeiçoam sem a necessidade da entrega da coisa.Há exceções, que são o DEPÓSITO, o MÚTUO e o COMODATO.

Activity (90)

You've already reviewed this. Edit your review.
juutaichou liked this
1 thousand reads
1 hundred reads
Rose Apel liked this
Rafael Falcao liked this
Karla Druck liked this
stitzi5 liked this
Rafael Santos liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->