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A Contagem do Tempo

A Contagem do Tempo

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Texto sobre como é medido e contado o tempo em textos e documentos históricos. *** VISITE O BLOG DA EXPEDIÇÃO QUE ESTÁ VIAJANDO TODAS AS CIDADES DO BRASIL! **** http://bit.ly/vtbrasil
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Published by: Sergio Luiz Falcetti on Mar 08, 2007
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06/18/2013

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Revista eletrônica Graecia Antiqua ISSN 1679-5709
A CONTAGEM DO TEMPO
Wilson A. Ribeiro Jr.
http://greciantiga.org/re/1/v1n1002.pdf 
A necessidade de contar o tempo surgiu durante o Neolítico, quando os primei-ros agricultores notaram a importância do exato conhecimento das estações do anopara o sucesso de suas plantações.Os diversos sistemas de contagem do tempo, fundamentados em maior oumenor grau em diferentes fenômenos astronômicos, são chamados de 'calendários'. Ocalendário moderno é do tipo solar e baseia-se no movimento descrito pela Terra emtorno do Sol.Unidades de tempoO calendário atual, estabelecido em 1582, incorporou unidades de tempo dediferentes origens históricas. A mais antiga divisão do tempo, o dia, definida pela al-ternância cíclica da luz solar e da escuridão da noite é, provavelmente, anterior a 8000a.C.Mais tarde surgiram os meses, definidos originalmente pelas fases da lua, edepois o ano, baseado no movimento aparente do sol e no ciclo das estações. O maisantigo calendário solar foi desenvolvido no Egito por volta de 2773 a.C.A divisão do mês em 4 semanas de 7 dias, invenção babilônica baseado emconceitos astrológicos e desenvolvida no século VII a.C., foi adotada pelos romanos naépoca do Império, provavelmente no século I d.C.O calendário julianoOs romanos utilizavam primitivamente um calendário lunar, com adição perió-dica de um mês suplementar para compensar o atraso em relação às estações do ano,dependentes do ano solar. O método, extremamente rudimentar, acumulou em 47a.C. uma diferença de 80 dias, gerando enorme confusão na vida civil e religiosa.No ano seguinte, 46 a.C., o ditador romano Júlio César (100-44 a.C.) instituiuo calendário juliano, conforme as recomendações do astrônomo Sosígenes de Alexan-dria (séc. I a.C.):
 
o ano de 46 a.C. teve a duração prolongada: 445 dias;
 
o ano passou a ser calculado em 365,25 dias;
 
os doze meses passaram a ter a duração diferente, quase igual à que têmaté hoje;
 
Graecia Antiqua, S. Carlos, V. 1, N.1, p. 9-13, 199810
 
o primeiro dia do ano, antes situado em 15 de março, foi fixado em 1º de janeiro;
 
a cada quatro anos, para compensar a fração anual excedente (0,25 dias),foi instituído o ano de 366 dias, chamado de ano bissexto até hoje.Foi um trabalho soberbo para a época. No entanto, como outros calendários,havia ainda pequena defasagem entre o real número de dias do ano astronômico e osintervalos básicos de tempo (dias, meses, ano). A Terra completa uma revolução emtorno do Sol a cada 365,2422 dias; como o ano havia sido fixado em 365,25 dias, essapequena diferença foi se acumulando, e a cada 128 anos atingia 1 dia.Em 1582, tornou-se necessário um pequeno ajuste, instituído pelo Papa Gre-gório III (1502-1585 d.C.), conforme as recomendações do astrônomo bávaro Christo-ph Clavius (1537-1612 d.C.):
 
10 dias do ano de 1582 foram suprimidos (o dia 4 de outubro foi seguidodo dia 15 de outubro);
 
os anos terminados em "00" e não divisíveis por 400 deixaram de ser con-siderados bissextos (1700, 1800 e 1900 d.C., não foram; 2000 d.C., sim).O calendário juliano "corrigido", chamado de gregoriano em homenagem aoPapa, também não é perfeito, pois há um excesso de 0,0003 dias em relação ao anoastronômico. A diferença, porém, é de apenas 1,13 dias a cada 4000 anos, e novo a- juste será necessário somente em 5582 d.C., daqui a 3582 anos...A Era CristãPara computar tempo superior a um ano, as antigas civilizaçõe utilizavam emgeral a duração de reinados (Egito), a sucessão de magistrados (Roma Republicana), aenumeração das gerações (Grécia Arcaica), ou então um fato memorável, como por exemplo a fundação de Roma.1
Jesus Cristo viveu entre -7/-6 e 29/30. Detalheda pintura Os Discípulos de Emaús, de Rem-brandt. Data: 1648. Paris, Musée du Louvre. ©Christus Rex.
 
Graecia Antiqua, S. Carlos, V. 1, N.1, p. 9-13, 199811
Durante o Império Romano, contava-se o tempo conforme a sucessão dosCônsules
1
e também Ab Vrbe Condita (AVC), isto é, "desde a fundação da cidade deRoma". Mais tarde, a referência passou a ser o ano 284 d.C., data da posse do Impe-rador romano Diocleciano (240-313 d.C.).Em 523 o monge católico Dionísio, o Pequeno, decidiu efetuar a contagem apartir do nascimento de Jesus Cristo. Ele calculou que o nascimento de Cristo haviaocorrido em 753 AVC, no dia 25 de dezembro, e fixou o início da "nova era" no dia 1ºde janeiro do ano seguinte, o 754º da fundação de Roma.O novo sistema cronológico não foi aceito de imediato, nem mesmo pela IgrejaCatólica. Finalmente admitido no século X d.C. pela Cúria Romana, foi gradualmenteadotado pelas nações cristãs, assim como o calendário gregoriano.Devido à adoção do calendário gregoriano e da Era Cristã pela maioria das na-ções não-cristãs a partir do século XIX d.C., muitos eruditos preferem empregar o ter-mo "Era Comum" no lugar de "Era Cristã".a.C. e d.C.Sabe-se, hoje, que Dionísio, o Pequeno, cometeu um pequeno erro de cálculo:Jesus Cristo, na verdade, nasceu pouco antes de 749 AVC, quatro a oito anos antes dadata "oficial". No entanto, por tradição, até hoje o ano 754 AVC continua sendo o "Ano1" da Era Cristã.Com a adoção quase universal do calendário gregoriano e da Era Cristã no O-cidente, os anos posteriores à data tradicional do nascimento de Cristo (assinaladocom um "X" na linha do tempo abaixo) passaram a ser contados em ordem crescente,e os anos anteriores em ordem decrescente.a.C. d.C.É costume, principalmente entre os historiadores, utilizar as abreviações a.C.,"antes de Cristo", e d.C., "depois de Cristo", para especificar se a data se refere à EraCristã ou ao período anterior. Os países de língua inglesa também utilizam, para a EraCristã, a sigla AD
2
antes do número: AD 1997. Eis mais alguns conceitos úteis:
 
não existiu o "ano zero"; o dia 31 de dezembro de 1 a.C. foi seguido pelodia 1º de janeiro de 1 d.C.
Alguém nascido em março de 10 a.C. e morto em abril de 20 d.C. terá vivido, por-tanto, não 30 anos, e sim 29. Regra: 10 + 20 - 1 (subtrai-se, naturalmente, o ine-xistente ano zero).
 
o século compreende um período de 100 anos e é habitualmente represen-tado por um algarismo romano; como não houve ano zero, o último ano decada século d.C. termina sempre em "00", assim como o primeiro ano de

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Miguel Fonseca added this note
que merda de pagina!!
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