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A Preparação do Ator - Stanislavski (resumo)

A Preparação do Ator - Stanislavski (resumo)

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04/22/2014

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 Constantin Stanislavski
 
Capítulo I
 – A primeira prova
 Neste primeiro capítulo, ocorre a primeira prova. Kóstia se vê diante de um desafio,escolhendo o papel de Otelo para apresentar ao diretor. Em seus ensaios em casa, sente-se altamente seguro. Mas, quando começa a ensaiar no palco o nervosismo toma conta, percebe a grande boca de cena e o pavor de não sentir-se a vontade diante de uma platéia. Sua voz não sai, não sabe o que está acontecendo, apenas teme tudo o que faz.Ocorrendo alguns ensaios ele começa a se habituar com o ambiente. Chega o dia da prova do diretor. Todos estão apresentando-se, mas Kóstia devido a sua ansiedade desubir ao palco nem presta atenção em seus colegas. Quando chega sua vez, onervosismo toma conta, olha platéia e se prende no palco. Esquece tudo, desespera-setanto consigo mesmo, quer sair imediatamente daquele palco, terminar a cena e ir paracasa. Pronuncia a seguinte frase com total desespero “ Sangue, Iago, sangue!” e é nestemomento que ele consegue prender a platéia e tê-la em seu poder.O que aconteceu com Kóstia acontece com todos os atores principiantes. Comigomesmo isso ocorreu, na primeira cena que vai representar a única coisa que você pensaé na platéia lhe olhando, isso faz com que você queira terminar a cena a qualquer custo para poder fugir para casa e se esconder debaixo do travesseiro. Essa é a primeira prova,mas é apenas a primeira de muitas que irá surgir.Capítulo II
– Quando atuar é uma arte
O diretor falhou-lhes sobre suas atuações. Kóstia entregou-se total e viveuverdadeiramente o papel ao falar a frase. Pórem, o restante de sua cena, ficou vago, semvida, apenas esperando a inspiração surgir. Ela depende do subconsciente que dependedo consciente.O grande objetivo é dar vida a um espirito humano e expressá-lo em forma artística.Para viver o papel precisamos estar com nossa aparelhagem física e vocal em perfeitascondições, estudar a psicologia, tempo, país, literatura, dicção,, entonação, alma do personagem e assim criá-lo. Esta é a verdadeira arte “criar”.O espelho deve ser quebrado, não serve para construção do personagem, pois reflete oexterior e não o interior. Assim como a atuação mecânica, que nada mais é do quegestos e costumes repetitivos que apenas são usados nos clichês, momentos de nãoexpressão dos sentimentos.Para tudo isso deve-se escolher se quer vive a arte intensamente, ou apenas demostrar  beleza e fazer carreira. A prova pública estabelecida mostrou a eles o que nunca devemfazer em cana.Capítulo III – 
 Ação
Quando estamos em cena, precisamos de um elemento básico a Ação. Esta vem sempre precedida de um objetivo e para ativar nossa imaginação utilizamos o poder do
 se.
O
 se
 age como ponto de partida e o desenvolvimento da cena envolve uma série decircunstâncias dadas, como todo um espaço físico criado ao redor do ator. Tendo estas bases a emoção verdadeira vem à tona espontaneamente.
 
Capítulo IV – 
 Imaginação
A imaginação é um Dom do ator, do escritor, do artista, etc. Imaginar é um sonho.Quando temos um, imaginamos ele e o construímos em nossas mentes. Imaginar também é responder. Para respondermos alguma pergunta precisamos pensar, imaginar,uma situação que responda a pergunta. A imaginação surge através de uma seqüência de
 ses
e forma na maioria das vezes uma história. Imaginar é criar, todos temos, bastatrabalha-la..Capítulo V – 
Concentração da atenção
Para fugir do auditório, precisamos ficar interessados em alguma coisa no palco. O ator deve ter um ponto de atenção no qual não pode estar no auditório. O ator precisareaprender a olhar as coisas, no palco e vê-las. Ao firmar seu olhar em algum objeto,leva o público à perceber o que ele está olhando, qual seu objetivo. O ator encaminha o público. Essa é a nossa atenção exterior.Atenção interior significa olhar um objeto e saber se gostamos ou não dele. Ele é feio?Bonito? Observamos o interior da alma de uma pessoa, sabendo o que ela está sentindo,observando seus olhos. Pode ser tarefa difícil, porém se a pessoa permitir, vazará seussentimentos através do olhar.Capítulo VI – 
 Descontração dos músculos
Precisamos descontrair os músculos, livrar-nos das tensões musculares, para podermos pensar e atuar. Exercícios de relaxamento, como concentrar seu ponto gravitacional emuma determinada pose, quando alguns de seus músculos estão tensos. Nunca deve haver em cena uma pose sem base, precisa de um objetivo: como o de erguer a mão direitasobre a cabeça, imaginar uma árvore com um pêssego delicioso, meu objetivo a partir de agora será pegar o pêssego. O pêssego e a árvore são as circunstâncias dadas para odesenvolvimento da ação. Esta é a ação da natureza sobre nós.Capítulo VII – 
Unidades e Objetivos
Usamos unidades pequenas apenas na preparação do papel. Unidades são fragmentos da peça. Unidades maiores, usadas na criação do personagem são reduzidas a unidadesmenores, respectivamente. Unidades também se aplicam aos objetivos. Por isso, precisamos evitar o inútil e selecionar objetivos essencialmente certos, esses devem:estar do nosso lado da ribalta, ser pessoais, criadores e artísticos, verdadeiros, reais, ter aqualidade de atraí-los e comovê-los, claramente definidos e típicos do papel queestiverem representando, ter valor e conteúdo, ser ativos. Esses são objetivos criadores.Assim, precisamos escolher um nome para a unidade, “o nome certo, que cristaliza aessência de uma unidade, descobre seu objetivo fundamental.” Tem de se usar um verboem vez de um substantivo ao escolher um objetivo para entregarmo-nos a ação total.

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ótimo!!!!!!!!!!
Aleff Fernandes added this note
Sensacional...
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