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RISCOS OCUPACIONAIS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM PROCEDIMENTOS DE QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA

RISCOS OCUPACIONAIS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM PROCEDIMENTOS DE QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA

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RISCOS OCUPACIONAIS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EMPROCEDIMENTOS DE QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICAEdson Cley Fernandes da Silva*Ilza Carla Bernardes Ribas**
RESUMO:
O presente artigo foi elaborado a partir de um estudo de revisão, de abordagemqualitativa, desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica, objetivando precipuamente investigar,analisar e identificar os riscos ocupacionais a que estão expostos os trabalhadores de enfermagemque atuam em serviços de quimioterapia antineoplásica, ressaltando os principais efeitos decorrentesde tal exposição. Para tanto, foi estruturado em tópicos, apresentando os aspectos conceituaisreferentes a risco ocupacional, legislação vigente no país concernente ao tema, quimioterapia, efeitosdos quimioterápicos nos profissionais, saúde da equipe de enfermagem e
 
medidas de prevenção dorisco ocupacional, ressaltando as medidas de proteção individual (EPI) e coletiva (EPC) padronizadaspara os profissionais que atuam nessa área. O levantamento bibliográfico realizado possibilitou aobtenção de informações que revelaram a toxicidade inerente aos quimioterápicos e que os mesmospodem causar diversos tipos de danos à saúde do trabalhador a ele exposto, afetando diversosórgãos do corpo e ocasionando alterações no DNA, podendo ser mutagênicos
,
carcinogênicos eteratogênicos. Evidenciou ainda que dentre os profissionais de saúde, há uma maior vulnerabilidadedos trabalhadores de enfermagem aos efeitos nocivos decorrentes do manuseio dos quimioterápicos,em virtude da natureza de suas atribuições, estando o enfermeiro exposto a um maior risco devido asua competência privativa relativa à manipulação destes agentes. Além disso, constatou-se que oconhecimento sobre os diversos fatores de risco e a adoção de medidas de proteção para arealização de procedimentos de quimioterapia tornam-se imprescindíveis, propiciando segurançadurante a atividade laboral cotidiana dos profissionais de enfermagem.
Palavras-chave:
Quimioterapia. Enfermagem Oncológica. Risco Ocupacional.
1 INTRODUÇÃO
De maneira geral, o exercício de atividades laborais consome boa parte davida produtiva das pessoas
1
, pois estas são essenciais para a convivência em
*Aluno do 8º período de graduação em enfermagem da Universidade Potiguar-UnP.edsonfernandes@oi.com.br**Orientadora e docente da Universidade Potiguar-UnP, Enfermeira e Advogada, Especialista emEnfermagem do Trabalho e Especialista em Saúde Pública, com Aperfeiçoamento em Planejamentode Sistemas de Saúde. ilzacarlarj@hotmail.com
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Em nossa organização social, o ser humano dedica ao trabalho aproximadamente 65% da sua vidaprodutiva, incluindo-se jornada de trabalho e atividade propriamente dita, a locomoção e oatendimento das necessidades relacionadas ao trabalho. Portanto, não é a terceira parte da vida,mas a metade da sua existência que o homem dedica ao trabalho profissional (MAURO et al, 2004, p.338).
 
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sociedade. Na verdade, trabalho e rendimento econômico estão intrinsecamenterelacionados e isto faz com que os indivíduos desprendam cada vez mais esforçosno desempenho de suas funções profissionais (MAURO et al, 2004).Entretanto, essa mesma relação homem-trabalho pode se tornar nociva,diante da maior probabilidade de ocorrência da exposição do trabalhador a fatoresde risco em seu processo de trabalho, ocasionando transformações na sua saúdefísica e mental, sendo essa circunstância referida pela literatura como riscoocupacional (CARRASCO, 1989, apud MORAIS, 2009).Nesse contexto, destacam-se as afirmações demonstrando que o grupo demaior vulnerabilidade e de elevado risco para ocorrência de acidentes e doençasprofissionais corresponde ao dos profissionais de saúde, principalmente aqueles queatuam em unidades hospitalares, por estarem em constante contato com diversosfatores de riscos ocupacionais, expondo-se mais do que outros grupos detrabalhadores (CAVALCANTE et al, 2006).Do grupo dos profissionais de saúde
,
a equipe de enfermagem é apontadacomo um dos principais segmentos sujeitos à exposição ocupacional, pelo fato deagregar o maior contingente de trabalhadores da área da saúde, pertencentes acategorias profissionais distintas, e de que seus integrantes mantêm na maior parteda sua jornada de trabalho contato direto com os usuários, clientes ou pacientes.Ademais, os trabalhadores da equipe de enfermagem são responsáveis pelarealização de uma grande quantidade de procedimentos
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e por diversos tipos deatividades, prestando assistência ininterrupta durante as 24 horas do dia(BULHÕES, 1998, apud MORAIS, 2009).A própria natureza da profissão, pautada no cuidado trans-pessoal e noaspecto vivencial deste cuidado, expõe os profissionais de enfermagem, durante odesempenho de suas funções, a “n” riscos ocupacionais, decorrentes de diversosfatores, sejam químicos, físicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes oupsicossociais, podendo causar tanto doenças ocupacionais ou profissionais, comoacidentes de trabalho (FERRARI JÚNIOR, 2011).Tal entendimento é ratificado pelas afirmações de
 
Xelegati et al (2006),quando é ressaltada a diversidade de fatores de risco ocupacional a que se expõem
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Segundo Bulhões (1998), apud Morais (2009), a equipe de enfermagem tem a responsabilidade porcerca de 60% das ações direcionadas ao cliente, sendo necessário muitas vezes o contato físico paraa execução das mesmas.
 
 
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os profissionais da equipe de enfermagem no ambiente hospitalar, destacando assubstâncias químicas como fatores causais importantes, podendo ocasionar sériosprejuízos à saúde destes trabalhadores quando inaladas, digeridas ou absorvidaspelo tecido cutâneo.Dentre as substâncias químicas, os quimioterápicos são consideradosagentes altamente agressivos, tanto quando usados de forma isolada, como deforma combinada. Tais substâncias são empregadas no tratamento denominadoquimioterapia (QT), utilizado no combate às neoplasias malignas (FERNANDES;DAHER; HANGUI, 2006).Diversos estudos demonstram que os quimioterápicos caracterizam-se comofatores de risco à saúde dos profissionais que os manipulam, evidenciando casos deaparecimento de tumores secundários e de maiores chances de aparecimento decâncer, mutagenicidade, alterações genéticas e efeitos colaterais nestestrabalhadores. Além disso, são relatadas alterações no ciclo menstrual, ocorrênciade aborto, malformações congênitas e afetação do DNA (ácido desoxirribonucléico)(ROCHA; MARZIALE; ROBAZZI, 2004).Portanto, os perigos da manipulação dessas substâncias químicas estãocomprovados cientificamente, alertando para a mutagenicidade dos quimioterápicose destacando as constatações sobre danos em linfócitos de enfermeiros envolvidosno preparo e na administração dessa droga, revelando ainda que o número delinfócitos com danos no DNA foi maior no grupo de enfermeiros que não faziam ouso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) ou os utilizavam incorretamente(ROCHA; MARZIALE; ROBAZZI, 2004).Cabe salientar que no Brasil a regulamentação dessa matéria segue asrecomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sendo disposta naConsolidação das Leis de Trabalho (CLT), nas Portarias do Ministério do Trabalho,através das suas Normas Regulamentadoras (NR), nas Resoluções da AgênciaNacional de Vigilância Sanitária (RDC) e, no que se refere aos profissionais deenfermagem, nas Resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN).Entretanto, a despeito das considerações atuais acerca dos riscosocupacionais e da legislação vigente, estes ainda são contemplados erroneamentecomo características naturalmente inerentes aos processos de trabalho, sendoaveriguados de forma fragmentada, sem que haja uma preocupação real com osmotivos que lhe deram causa. Isso se configura por si só como um fator impeditivo à

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