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Alimentação e nutrição de peixes ornamentais

Alimentação e nutrição de peixes ornamentais

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A nutrição de peixes é uma área relativamente complexa que gera anualmente inúmeros trabalhos científicos com o intuito de buscar as melhores dietas sob o ponto de vista de custo e benefício.
A nutrição de peixes é uma área relativamente complexa que gera anualmente inúmeros trabalhos científicos com o intuito de buscar as melhores dietas sob o ponto de vista de custo e benefício.

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Alimentação e nutrição de peixes ornamentais
  Alimentação e nutrição de peixes ornamentaisIntrodução sobre a nutrição de peixes ornamentaisA nutrição de peixes é uma área relativamente complexa que gera anualmente inúmeros trabalhos científicos com ointuito de buscar as melhores dietas sob o ponto de vista de custo e benefício.Aqui não iremos subestimar os conhecimentos de vocês meus caros aquaristas, pois sabemos que a maioria de vocêsnão mede esforços na procura de informações. Nosso objetivo é apresentar conceitos básicos de nutrição de peixes e suasaplicações práticas no aquarismo.Os peixes possuem crescimento contínuo, tendo rotas metabólicas e catabólicas gerais semelhantes a dos outros seresvivos, variando em alguns passos metabólicos devido a presença de enzimas específicas.- Entre essas diferenças podemos exemplificar a superior conversão alimentar dos peixes, quando comparadas a outrasespécies de animais. Um peixe pode, proporcionalmente, comer menos e crescer mais, se compararmos a um cão,gato, ou passarinho. Um dos fatores que permitem isso é o menor gasto de energia dos peixes para realizar suas funçõesvitais. Sem falar que são capazes de eliminar o nitrogênio (excreção nitrogenada) pela urina, fezes e, mais de 80% pelasbrânquias de maneira muito eficiente e sem maiores gastos de energia em um ambiente aquático equilibrado.Os peixes apresentam hábitos alimentares definidos, mas não estritos.- Queremos dizer com essa frase que por mais que uma espécie seja definida categoricamente como herbívora,carnívora e onívora ela não está “bloqueada” de praticar hábitos alimentares diferentes. O canibalismo,por exemplo, muito praticado por espécies carnívoras pode ser observado em espécies classificadas como herbívoras.O aspecto mais relevante nisso tudo é o fato de que em determinada fase da vida os peixes possuem o mesmo hábitoalimentar. Não importando a espécie, (na fase de pós larva) os peixes se alimenta exclusivamente de organismoszooplanctônicos. Significa que nessa fase da vida, um carnívoro, um filtrador e um herbívoro irão disputar pelos mesmosalimentos no seu ambiente natural. O hábito alimentar da espécie (definido geneticamente e formado ao longo daevolução da espécie) só irá manifestar-se posteriormente quando já um alevino.Visualização de organismos constituintes do zooplâncton (base alimentar das pós larvas de peixes em seu ambientenatural). A utilização de "infusórios" contendo esses organismos permite uma melhora na sobrevivência das pós larvas depeixes, uma vez que é semelhante a dieta de todas as espécies nessa fase de vida no seu ambiente natural. Noaquarismo existe a alternativa de rações microencapsuladas específicas para essa fase de vida, mas a sua utilizaçãomerece cuidados especiais na manutenção da qualidade da água. Foto: Rodrigo G. MabiliaParticularidades essas que também ocorrem na definição do sexo dos peixes, visto que os peixes nascem com ambosaparelhos reprodutores. Ao contrário de aves e mamíferos que nascem sob condições normais com um dos aparelhosreprodutores (que os definem como macho e fêmea) o sexo dos peixes só será definido após o nascimento. Só nãopodemos fazer confusões: geneticamente o sexo dos peixes já está programado através de seus cromossomasmasculinos e femininos. Apenas a manifestação do sexo é que ocorrerá posteriormente através do desenvolvimento deapenas uma das gônadas no peixe. Há uma diferença em definirmos o sexo cromossomicamente e fisiologicamente.Numa linguagem um pouco mais técnica, podemos afirmar que os peixes nascem geneticamente definidos, mas quefenotipicamente não. Podemos comprovar pelos resultados obtidos na aplicação de técnicas (como a aplicação dehormônios em rações) que revertem sexualmente um indivíduo ainda nas fases iniciais de vida.Técnicas essas muitodisseminadas na piscicultura de corte, como no caso das tilápias.PROTEÍNAS E AMINOÁCIDOSAs proteínas são compostos orgânicos formados por diversos aminoácidos. Existem diferentes tipos de proteínascaracterizadas pela proporção e posição dos aminoácidos que as compõem. Sendo assim os aminoácidos são oscomponentes estruturais básicos de qualquer proteína. Uma proteína sempre conterá na sua composição carbono,hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, entretanto algumas vezes poderá conter enxofre, fósforo e ferro.Os peixes possuem proteínas dispostas em uma grande variedade de tecidos tais como: ossos, pele, órgãos, musculatura,etc... A proteína corporal está constantemente sendo resposta por dois processos: anabolismo e catabolismo.Anabolismo: refere-se a síntese de proteína no organismo.
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Catabolismo: refere-se a quebra da proteína no organismo.O METABOLISMO DAS PROTEÍNAS O metabolismo das proteínas nos peixes é semelhante aos animais terrestresonde basicamente são hidrolisadas a aminoácidos e estes posteriormente são aproveitados pelo organismo. Naprimeira etapa os grupamentos amino são removidos dos aminoácidos através da transaminação do alfa-cetoglutaratoem gutamato. O glutamato é o único aminoácido com a capacidade de perder seu grupamento amino através dadesaminação promovida pela enzima glutamato desidrogenase, resultando na liberação da amônia.A partir deste momento surge uma diferença básica: nos animais terrestres a amônia é transportada ao fígado e entra nociclo da uréia que é o principal produto da excreção nitrogenada; na grande maioria dos peixes a amônia é transportadacomo glutamina até as brânquias e convertida a glutamato e amônia pela enzima glutaminase. Esta amônia finalmente éeliminada por difusão para a água do meio ambiente.É importante salientar que os peixes de uma maneira geral alimentam-se para atender seus requerimentos de energia.Por esta razão o balanceamento entre os níveis de proteína e energia durante a formulação de dietas para peixes é muitorelevante sob o ponto de vista nutricional e econômico. Os peixes possuem baixo requerimento energético e altorequerimento protéico o que agrega um elevado custo das rações comerciais. Rações ricas em energia causam restriçãoalimentar nos peixes e muito provável estes não satisfarão seus requerimentos protéicos acarretando numa queda nataxa de crescimento.Detalhe de um alevino em avançado estado de desnutrição. A magreza resulta do consumo das reservas corporais deglicogênio, gorduras e proteínas. Os peixes embora sejam dotados de uma alta capacidade de permanecer em jejumpodem apresentar conseqüências danosas a saúde em longos períodos sem alimento, ou em quantidade insuficiente. Ésempre bom lembrar que peixes desnutridos são mais predispostos a enfermidades.Em relação aos aminoácidos existem um grupo de 10 aminoácidos que não podem ser sintetizados por vertebrados einclusive os peixes. Estes aminoácidos que não são sintetizados pelos peixes são denominados de aminoácidosessenciais. Desta maneira são de grande relevância sob o ponto de vista da nutrição animal, pois devem sersuplementados na dieta. Os aminoácidos essenciais são: a arginina, histidina, lisina, isoleucina, leucina, metionina,fenilalanina, triptofano, valina e treonina.Existem uma série de outros aminoácidos que os peixes podem sintetizar em seu organismo. São denominadostecnicamente de aminoácidos não essenciais. São considerados não essenciais porque não precisam ser acrescentadosna dieta obrigatoriamente. Os aminoácidos não essenciais são: a alanina, aspargina, ácido aspártico, cisteína, cistina,ácido glutâmico, glutamina, glicina, hidroxiprolina, prolina, serina e tirosina.O incremento de aminoácidos essenciais na ração procedem de duas formas: sintetizados e adicionados um a um naração, ou através de uma fonte protéica especifica (farinha de peixe, farelo de soja, etc...). Estes cuidados na formulaçãorepresentam um incremento adicional no custo de uma ração para peixes. Seria uma negligencia formular uma ração comafalta de um destes aminoácidos essenciais. Quando um aminoácido essencial está deficiente em uma dieta, este éconsiderado um aminoácido limitante, porque limita a síntese protéica nos diferentes tecidos. Assim se estabelece umadeficiência nutricional. Maiores detalhes sobre as deficiências nutricionais serão abordados na Parte IV desta série deartigos sobre Alimentação e Nutrição de Peixes Ornamentais.O correto balanceamento dos aminoácidos de uma ração é importantíssimo, porque quando há desbalanceamento nãoocorre um aproveitamento total da proteína da dieta e maior será a excreção de proteína pelas fezes e amônia na urina ebrânquias.Com estas considerações podemos compreender a importância da qualidade das proteínas na nutrição de peixes. É muitoimportante colocar aos prezados leitores que a qualidade da proteína é muitas vezes mais relevante que a própriaquantidade deste nutriente numa ração.Anotem esta frase para quebrar um paradigma estabelecido por uma prática de marketing muito baixa: uma ração nemsempre é melhor do que a outra por conter uma quantidade maior de proteína. Algumas marcas apelam ao consumidoriludindo que o fato de sua ração conter X% de proteína a mais que seu concorrente é melhor.Lamentável esta pura falta de conhecimento de quem oferece palestras fundamentadas nesta teoria. Se vocêsprezados aquaristas ouvirem uma barbaridade deste tipo não poupem esforços em suas críticas. Uma dieta hiperproteica ,ao contrário pode causar danos a saúde de algumas espécies de peixes de acordo com o seu hábito alimentar efase de vida.Altas taxas de proteína (proteína de boa qualidade obviamente) são importantíssimas para peixes jovens e espécies dehábito alimentar carnívoro e onívoro com uma certa tendência a carnívoros. Oscars, Acarás Discos, Piranhas, alguns
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ciclídeos africanos justificam níveis de proteína bruta (PB) na ração que podem chegar a mais de 45% mesmo na faseadulta. Já ciprinídeos como kinguios e carpas koi adultos não devem ter níveis de proteína bruta (PB) superiores a 35%,sendo afaixa ideal próxima a 30%. Infelizmente existem importantes marcas no mercado equivocadas a este respeito.E não paramos por aqui: a temperatura da água possue um papel importante nos requerimentos protéicos dos peixes.Quando a temperatura da água encontra-se dentro da zona de conforto térmico dos peixes são maiores asnecessidades de proteína na dieta para atingir os melhores índices de desenvolvimento do peixe.Detalhe de alevino (figura acima) ainda com o saco vitelínico e (abaixo) após absorção completa. O alevino na foto inferiorapresenta-se desnutrido. Em aquários a maior causa de mortalidades das crias deve-se a falta de alimentaçãoadequada. O aquarista precisa compreender que o alevino passa por uma fase de transição durante o processo deabsorção do vitelo onde a partir do momento em que está apto a realizar a abertura da boca já deve receber oferta dealimento. A dica seria iniciar a oferta de alimento (ração para alevinos, nauplios de artemias e rotíferos) um pouco antesde finalizar a absorção do vitelo, pois há uma melhora na taxa da sobrevivência. Deve ainda oferecer várias vezes aodia, porque é alta a taxa do metabolismo dos peixinhos nesta fase de vida. _____________________________________________________________ NOTA TÉCNICA: Estudos com peixes ornamentais demonstraram diferentes exigências proteicas de acordo com a fasede vida dos peixes. Em "Goldfish" (Carassius auratus) alto requerimento proteico foi observado para larvas (ao redor de53% de PB), enquanto que para juvenis estes requerimentos baixaram para 29-30% de PB.Em fêmeas de lebistes com dietas com níveis de proteínas entre 25 a 45% de proteína bruta tiveram uma alta taxa defecundidade quando comparadas a grupos que receberam 15% de PB.Estes estudos demonstram que os níveis de proteína na dieta são importantes tanto para o crescimento como para areprodução dos peixes ornamentais.ENERGIAA energia não é considerada um nutriente, mas é oriunda do metabolismo oxidativo de proteínas, lipídeos e carboidratos.Os peixes possuem baixos requerimentos energéticos quando comparados a outras espécies de animais.Por que os requerimentos energéticos dos peixes são baixos ?1° os peixes são ectotermos, ou seja, não precisam de energia para manter a temperatura corporal, como acontece nosmamíferos.os peixes vivem num ambiente aquático onde não sofrem tanto os efeitos da gravidade necessitando um mínimo deenergia para manterem-se em suas posições. A bexiga natatória, atualmente renomeada de vesícula gasosa contribui paraque o peixe mantenha-se em equilíbrio na coluna da água com muito menos atividade muscular do que teria que fazerum mamífero no ambiente terrestre.Outra importante razão dos baixos requerimentos energéticos dos peixes é o fato dos peixes excretarempassivamente 85% da amônia NH3 através das brânquias. Por outro lado os mamíferos teriam que gastar energia naprodução de uréia e as aves para formarem ácido úrico.Os peixes precisam dietas contendo níveis adequados de energia. Os peixes alimentam-se até o momento desatisfazerem suas necessidades energéticas. Se uma ração possuir altos níveis de energia o peixe irá cessar maisrapidamente a ingestão de alimento e muito provavelmente não ingira o suficiente para atender as suas exigênciasprotéicas e de outros nutrientes. A energia, portanto limita o consumo de alimento para os peixes e o crescimento.LIPÍDEOS E ÁCIDOS GRAXOSOs lipídeos são nutrientes essenciais para os peixes. São fontes de energia aos peixes mais prontamente disponíveis emquantidade do que proteínas e carboidratos. Os lipídeos desempenham muitas funções no organismo: lubrificação do tratodigestivo, suporte de energia, fonte de ácidos graxos essenciais, serve de componente estrutural de tecidos, aumentaa palatabilidade e agem sobre a regulação de diversas funções do organismo.O excesso de gordura na dieta alimentar pode causar uma queda no desempenho ao piorar a conversão alimentar. Esteefeito já pode ser observado a partir de 6% de Extrato Etéreo, conforme a espécie e fase de vida.
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