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Técnica, inovações e evolução (comunicação e novas tecnologias)

Técnica, inovações e evolução (comunicação e novas tecnologias)

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07/06/2011

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIROCURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
 –
JORNALISMODISCIPLINA:
COMUNICAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS
 ALUNO:
GIAN CORNACHINI
 PROFESSOR:
SIMONE ORLANDO
Técnica, inovações e evolução.
A Idade Média estava sendo marcada por uma intensa atividade técnica. O aumento dapopulação, instalação dos feudos e o contato com o Oriente através das Cruzadas mantêm ocomércio de técnicas até o século XIII.A técnica, nesse período, é
“elemento de reflexão” 
,
 
em que ela sente a necessidade daciência e a ciência dela, o que seria o princípio da modernidade tecnocientífica. A energia era aforça motriz para o sistema técnico medieval, e provinha da grande inovação da época: energiahidráulica e eólica. Com o sucesso dos relógios e novas máquinas de guerra, o maquinismo eautomatismo tornam-se bastante conhecidos. De forma inicial, as atividades industriais começamà partir da utilização do metal em seu aperfeiçoamento, e a indústria têxtil já sofreriamelhoramentos no século seguinte.A modernidade estava sendo preparada a partir do sistema técnico baseado noconhecimento adquirido da experiência e na quantificação matemática, divisão de tempo e oespírito conquistador da natureza, tornando a técnica secular e desligada do clero. A técnica passaa ser antropocêntrica
, vista como “
 progresso social” 
e não mais remetente à natureza. Mais umavez ocorria um preparo da modernidade, já para o exercício de uma astúcia antropocêntrica datécnica e sua racionalização.O Renascimento chega com a era do maquinismo. Nesse período ocorre um progressoconsiderável com as técnicas medievais, que era limitada à utilização da madeira. Surge o sistema
“biela
-
manivela”
proporcionando uma verdadeira revolução maquinária. Esse avanço forma umsistema técnico demandante de energia, originando no século XV uma primeira revoluçãoformada por três fatores: a bússola, a pólvora e a imprensa.O espírito tecnológico aparecia com o surgimento dos manuais técnicos, principalmentena Itália do norte e no sul da Alemanha. As invenções vão se complementando dando origens ànovos sistemas técnicos.
 
O Renascimento passa de ser apenas uma revolução técnica, mas uma revolução extremana razão, preparando o imaginário social para o início da modernidade. O espírito de descobertacientífica e a potência da razão prática se intensificam por sua radical-fascinação. Agora é o serhumano quem reordena o cosmo pela ação tecnocientífica superando a visão teocêntrica. Ocentro do universo passa a ser ocupado pela razão, e a técnica a encarnar ideologias de
“conquistar e dominar a natureza”. É possível enxergar os primórdios da ciência moderna e da
tecnologia como fruto da intimidação das relações entre ciência aplicada e intervenção técnica.A invenção da máquina a vapor e as primeiras aplicações industriais com a produção deferro de boa qualidade marcam a Revolução Industrial da metade do século XVIII. O que maisocorre nesse período são as inovações das técnicas já existentes do que invenções. A influência deuma técnica sobre a outra acelera as inovações, já as invenções como progresso técnico caminhadesproporcionalmente. A ciência na técnica, a técnica na ciência e a interpretação dessefenômeno se inicia, com conhecimentos básicos de princípios físicos, químicos e biológicos, e cominstrumentos dos mais diversos, fazendo da técnica algo mais científico.Com o avanço da industrialização e seu desenvolvimento, pela primeira vez, a técnica épensada, ligada ao trabalho e a economia política, caracterizando, também, a Revolução Industrialpor uma ampliação da aplicação técnica a todos os domínios da vida social. O metal, o carvão e amáquina a vapor são a trilogia do novo sistema técnico.Outra revolução industrial se inicia, caracterizada por outro sistema técnico: eletricidade,petróleo, motor a explosão e indústrias de síntese química. O avanço do capitalismo, crescimentodemográfico, novos meios de transporte e de comunicação, originam, por conseqüência, asociedade moderna, com o desenvolvimento da megamáquina e o modelo do pentágono:
“energia, política (poder), propriedade, lucro, privilégio.” 
O progresso social passa a ser legitimadopela transformação da técnica e ciência em ideologia.As máquinas passam a ser cultuadas, elegidas como um símbolo mágico e místico, anatureza estudada pela ciência e a comunicação torna-se instantânea. A razão substantiva étrocada pela razão instrumental e a ciência e tecnologia se constituem em ideologias damodernidade. É fundado o novo sistema técnico por quatro valores: unidade (forma um conjuntohomogêneo), universalidade (indiferente aos detalhes culturais), acumulação (inclui todos osaspectos da existência) e a autonomia (lógica interna hegemônica sobre outras).Tal desenvolvimento industrial e tecnológico nomeia a modernidade
como “fase doconforto”, localizada em seu princípio, com a razão independente e fortalecida, que dirige o
progresso da existência. A religião é substituída pela ciência no monopólio da verdade e a

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