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Resenha - As Cinco Lições de Psicanálise de Freud

Resenha - As Cinco Lições de Psicanálise de Freud

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Resenha sobre o texto original de Freud: "As cinco lições de psicanálise", para o Professor Paulo Vidal, docente da matéria Fundamentos da Clínica pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
Resenha sobre o texto original de Freud: "As cinco lições de psicanálise", para o Professor Paulo Vidal, docente da matéria Fundamentos da Clínica pela Universidade Federal Fluminense (UFF)

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Published by: Gabriela Cabral Paletta on Jul 06, 2011
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Freud começa por se apresentar e contar o motivo de suapalestra, além de ressalvar que o é necessária uma “culturamédica” para acompanhar a sua exposição. De forma modesta declaraque qualquer tipo de mérito dado à psicanálise não deve ser dado aele, uma vez que ele não participou das suas origens.
Primeira Lição
 
Histeria e hipnose
A apresentação começa com um caso do Dr. Breuer, antigo professorde Freud. Era uma jovem de 21 anos, com tudo para ser uma menina supersaudável. Porém ela manifestou uma doença que durou mais de 2 anos comuma série de perturbações físicas e psíquicas um tanto quanto graves:paralisias nas extremidades do lado direito do corpo, perturbações oculares,repugnância pelos alimentos, impossibilidade de beber água, além deestados de
absence
.Quando uma pessoa apresenta um quadro desse tipo e o anomalias nos órgãos vitais mas é sabido que ela tem certa “fraquezaemocional, chega-se ao diagnóstico de
histeria,
o que não facilita muito ascoisas quando comparado a um problema cerebral orgânico, uma vez quepodem ser entendidos como transgressores da ciência médica.Foi aí que o Dr. Breuer fez diferença: não negou simpatia nem atençãoà moça, apesar de também não garantir uma cura. Em um dos seus estadosde
absence
, a paciente murmurava palavras e foi através delas que umtrabalho mais conciso pôde começar: o médico as anotara e repetira para amoça, que se encontrava em um estado hipnótico, com o intuito de fazercom que ela associasse idéias. A partir daí tudo o que ela falava eraassociado com seu quadro de sintomas. Depois se percebeu que quando osintoma era exteriorizado energeticamente, ele era curado! Em outras
 
palavras, a partir do momento em que se trazem à consciência os traumaspatológicos, eles podem ser automaticamente superados.Estudos foram desenvolvidos posteriormente com animais,comprovando a teoria de que cada sintoma se relacionava diretamente como trauma sofrido. “Onde existe um sintoma, existe também uma amnésia,uma lacuna de memória, cujo preenchimento suprime as condições queconduzem à produção de sintomas.” (Freud, 1909, p.10)Vale ressaltar também que as memórias devem ser buscadas de formainversa ao cronológico, ou seja, da mais recente a mais antiga, para que otratamento tenha o resultado esperado. Outro ponto que deve serconsiderado é que a pessoa que está para entrar em hipnose deve querer eacreditar no tratamento. Nada ocorrerá a ela caso ela esteja descrente dahipnose, nem mesmo o estado hipnótico a pessoa experimentará.
Segunda Lição
Repressão e resistência
Freud se refere ao que acontecia na França com o desenvolvimentodos estudos de Janet e Charcot. Janet tinha uma visão diferente da histeria,até por ter como mentor um cientista que não se “comovia” com os fatorespsicológicos, e procura um ponto de vista que atendesse tanto à biologiaquanto à psicologia. Para ele, a histeria seria uma forma de alteração dosistema nervoso, que se manifesta pela fraqueza do poder de ntesepsíquica. Então os pacientes histéricos seriam incapazes, como um todo, demanter a multiplicidade dos processos mentais.Agora então a histeria se apresentou de forma diferente para Freud,quase como um desafio: ele a trataria com a sua base terapêutica, diferentedo trabalho laboratorial de Janet. Porém ele não dominara a cnica dahipnose, fazendo com que ele buscasse através do sonambulismo a suasolução. Afirmar que o paciente sabe o que ele não sabe, lembra do queacha que não lembra, funcionava! Mas não seria nem de longe a melhortécnica definitiva.Umas dos fatores que impediam o sucesso dessa técnica é que aspessoas vêem seus primeiros pensamentos (aqueles que são buscados porFreud) como sendo completamente aleatórios e não o exteriorizam, além deafirmar que não conseguem pensar em nada. Porém, em uma observação
 
mais atenta é possível comprovar que a pessoa pensou em algo. Apesar deser cansativo e tedioso esse processo de associações livres, Freud garanteque é a única praticável.Apesar disso, uma coisa era certa: a meria esquecida o eraperdida! Essa afirmação fez com que Freud pudesse criar sua teoria de queexistiria uma força resistência que tentava proteger o estado mórbido. Aidéia agora era suprimir essa resistência para que os sintomas pudessem sersuperados. O processo de retirar da consciência os acidentes patogênicoscorrespondentes é que se chamaria
repressão
.Para ilustrar, mesmo que de forma grosseira, a idéia de
repressão
,Freud a compara com a sala em que expunha seus estudos. Ele nos coloca aimaginar a sala tendo seu silêncio perturbado por uma pessoa inconvenientee barulhenta. Depois de certa luta, coloca-se o individuo para fora da sala(está reprimido). Ele agora se põe a fazer barulho e dessa vez cadeiras sãopostas em frente à porta, e consequentemente está consumada a repressão,que agora se porta como
resistência
. Nesse exemplo, a sala seria oconsciente enquanto o lado de fora seria o inconsciente. Entendida essaanalogia, o processo de repressão também estaria compreendido.Só para não esquecer completamente da hipnose no tratamento dahisteria, é lido contrastar as duas “solões”. A hipnose encobre aresistência, liberando o acesso para um determinado setor psíquico, criando,contudo, novas resistências/barreiras intransponíveis para o resto.
Terceira Lição
Interpretação de sonhos e atos falhos
Depois de discordar do senso comum, que trata as cnicas deinterpretação de sonhos como sendo uma arte velha e ridicularizada, Freuddiz que “A interpretação de sonhos é na realidade a estrada real para oconhecimento do inconsciente.” (S. Freud, 1909,
Interpretation of Dreams,
p.608)Um dos problemas encontrados nessa técnica repete um pouco dosencontrados pela associação livre: tudo o que advém de forma aleatória eque não pode ser compreendida de imediato, mesmo aqueles sonhos queapresentam nexo e linearidade, é visto com desdém e menosprezo. Essarealidade já foi e é diferente na antiguidade e nas camadas sócias mais

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