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Resenha - Que é a Psicologia de G. Canguilhem

Resenha - Que é a Psicologia de G. Canguilhem

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Resenha embasada no texto original "Que é a Psicologia?", originado de uma conferência apresentada em 1956 por Georges Canguilhem. Para o professor da cadeira Fundamentos da Clínica, do curso de psicologia da Universidade Federal Fluminense, Paulo Vidal.
Niterói, 7 de julho de 2011

Resenha embasada no texto original "Que é a Psicologia?", originado de uma conferência apresentada em 1956 por Georges Canguilhem. Para o professor da cadeira Fundamentos da Clínica, do curso de psicologia da Universidade Federal Fluminense, Paulo Vidal.
Niterói, 7 de julho de 2011

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Categories:Types, Research
Published by: Gabriela Cabral Paletta on Jul 07, 2011
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ESENHA Nº 
2
 
 
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NIVERSIDADE 
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LUMINENSE 
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O texto Que é a psicologia de G. Canguilhem é originado de uma conferência realizada no anode 1956 e visa a discussão em torno da unidade, da cientificidade, do seu método e do seu objeto deestudo.Logo no começo uma verdade intrínseca a todos os psicólogos, aspirantes e simpatizantes éapresentada: responder o que exatamente a psicologia é se torna incrivelmente mais difícil do queresponder sobre o que ela faz. A questão sobre a sua existência e conceito envolvem,concomitantemente, a dúvida sobre necessidade do psicólogo, justificando portanto, o incômodo que apergunta precursora dessa conferência causa.E quando isso ocorre, automaticamente a eficácia do psicólogo também é coloca em xeque. Nãoque isso o torne ineficaz nem mesmo que essa eficácia seja ilusória, mas indica apenas que há uma falhana fundamentação. Esse paradigma, como defende Canguilhem, se perpetuará enquanto a psicologianão for vista como resultado de uma aplicação de uma ciência, como se fosse um empirismocompletamente heterogêneo.Georges assume que vários trabalhos dessa área de conhecimento dão a impressão de misturaruma filosofia sem rigor, uma ética sem exigências e uma medicina sem controle. Logo, questionar o queseria a psicologia não é nem impertinente nem fútil.Apesar de toda essa heterogeneidade, Lagache tenta de forma louvável responder a essaquestão ressaltando a unidade de seu domínio (que ele entendia enquanto teoria geral da conduta:
síntese
da psicologia experimental, da clínica, da psicanálise, da psicologia social e da etnologia), apesarda multiplicidade de projetos metodológicos com que podem ser tratados.Porém, uma psicologia só pode ser experimental por causa de seu método e não de seu objeto.Só que é mais através de seu objeto do que pelo seu método que se classifica a psicologia como clinica,psicanalítica, social ou etnológica uma vez que todos esses adjetivos tratam do mesmo objeto deestudo: o homem.Após fazer algumas ressalvas quanto à psicologia animal e principalmente ao fato da recorrênciaà filosofia para questões da PSI (o autor defende que a psicologia, em certo ponto, prejulga o que ela échamada a julgar), Canguilhem convida seus ouvintes e leitores abordar a questão fundamental por umavia oposta, o que em outras palavras se refere a analisar historicamente a unidade do projeto que, decerta forma, pode resultar na casual unidade das disciplinas psicológicas.
 
Essa historicidade que Canguilhem se refere exige um retorno temporal, buscando a gênese decada projeto, analisando seus domínios e seus sentidos. A busca se dá através de uma história acima detudo teleológica, ou seja, pelos fins que aparentemente são destinados.
y
 
A PSICLOGIA COMO CIÊNCIA NATURAL
Etimologicamente falando, a psicologia se traduziria pelo estudo da alma. Alma essa que naantiguidade era considerada como um aspecto fisiológico, ou seja, a psicologia se trataria de umaciência natural.Contudo, os estudos sobre a psique são divididos entre a metafísica, a física e a lógica e a ciênciada alma. No seu sentido original e universal de teoria da natureza e de forma até aristotélica (seassumirmos a fisiologia como parte da física) a ciência da alma é um domínio fisiológico. E é dessaconcepção antiga que se cria, sem ruptura, um aspecto da psicologia moderna: a psicofisiologia e apsicopatologia.A esse ponto, é necessário engrandecer a teoria revolucionária de Galeno: a de que o cérebro éque seria o órgão das sensações de dos movimentos.Concluindo essa parte, a psicologia atual, excluindo a psicofisiologia e psicopatologia, semprerecua até o século II.
y
 
PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA DA SUBJETIVIDADE
 A psicologia como ciência da subjetividade nasce com o declínio da física aristotélica  queocorre durante o século XVII. Esse declínio também demarca o fim da psicologia como parafísica e comouma ciência natural. O crédito dessa mudança pode de certa forma ser dado aos físicos mecanicistas doséculo XVII.Uma vez que a realidade não é mais confundida com o conteúdo da percepção, o restoqualitativo de toda a experiência envolve a responsabilidade do sujeito da experiência. Seu projetoagora é de uma ciência que explique o motivo do engano da razão em relação à realidade. A psicologiafaz-se física do sentido externo para dar conta dos contra-sensos que a física mecanicista imputa aoexercício dos sentidos na função cognitiva.
 A.
 
 A FÍSICA DO SENTIDO EXTERNO
Canguilhem a partir de agora passa a defender que a psicologia, como ciência da subjetividade,começa como psicofísica, primeiramente, porque ela não poderia ser menos que uma física para poderser levada a sério, depois, porque deve-se procurar na natureza, no corpo humano, o porquê deexistirem resíduos irreais na experiência humana.A psicologia tende a imitar a física e passa a procurar modos de determinar as constantesqualitativas das sensações e as relações entre essas constantes.
 
Descartes sugere que uma subtração de informações seja feita de um corpo por outro, assimcomo na geometria. Para ele, os sentidos externos informam um interno e a fantasia, que nada mais éque um corpo real e figurado.Esse pensamento se estende até chegar a Fechner  apesar de Kant  e então a Wundt, queamplia de vez as dimensões de uma psicologia experimental. Ao atingi-lo, a psicologia chega a um novopatamar de determinismo, do mesmo tipo que a mecânica e a física sugeriam como ciência de validadeuniversal: a lei dos fatos da consciência.
B
.
 
 A CIÊNCIA DO SENTIDO INTERNO
Seria de incomensurável injustiça afirmar que a ciência da subjetividade se reduz apenas à físicado sentido externo, pois, afinal, ela se apresenta como a ciência do sentido interno. E mais uma vezchegamos a Descartes para somente então pensarmos o termo psicologia no sentido de
ciê
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cia
do
eu
,como pensou Wolff.No livro As Meditações de Descartes, há a primeira citação sobre o
Ego Coj 
o
, que seria oentendimento direto da alma sobre ela mesma. O próprio Descartes trata suas meditações comometafísica (por buscar sempre uma essência do
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p
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o
na apreensão imediata da sua existência).Em contrapartida, a visão aristotélica sobre o interior nada tem a ver com a cartesiana.Enquanto Descartes diz que é possível conhecer a alma diretamente  ele a considera como um aspectodo corpo , Aristóteles diz que o conhecimento da alma só se dá através da reflexão como em umespelho e pelo reconhecimento de seus efeitos, tendo em vista que a alma é similar a um olho quetudo vê.E é através dessa contradição que inúmeros outros cientistas e filósofos como Maine de Biran,Comte, Pierre-Paul Royer-Collard, Reid e Cournot participam direta ou indiretamente da mesmadiscussão. O ultimo, por exemplo, como cita Canguilhem, não desdenha o argumento cartesiano quandoo retoma para apoiar a idéia de que a observação psicológica se refere mais à conduta do outro do quea do
eu
observador, de que a psicologia aparenta mais à sabedoria do que a uma ciência.Para finalizar essa parte do texto, Canguilhem continua citando mais cientistas e filósofos,encerrando com Kant. Esse defendia a tese de que, de um lado, o sentido interno do fenômeno éapenas uma forma de intuição empírica e que, de outro lado, o
eu
(sujeito da percepção) é uma funçãoorganizacional da experiência, da qual não se consegue fazer ciência haja vista que é a condiçãotranscendental e toda ciência.Em Os Princípios Metafísicos da Ciência da Natureza Kant contesta que a psicologia possa seruma ciência à imagem da matemática e da física. Não há psicologia matemática possível no sentido emque há uma física matemática. [...] Também não há psicologia experimental no sentido em que aquímica se constitui através do uso da análise e da síntese. Não podemos realizar experiências nemsobre nós mesmos nem sobre o outro. Afinal, querer surpreender a si mesmo ao se observarcertamente uma alienação seria conduzida.

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