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motivação pessoal

motivação pessoal

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1
MOTIVAÇÃO1 Motivação: por que agimos?
O ser humano é essencialmente incompleto. É um projeto, cuja existência é umpermanente processo de complementação. A história humana é a história dastentativas de realização dos homens através do complemento de suas necessidades. Ovalor maior de cada Homem é a humanização da própria existência, a suplementaçãoda própria indigência. O desafio de cada homem é realizar-se, o que faz descobrindosua realidade biográfica e escolhendo ações que humanizem sua existência. O homem éincompleto e só age para suprir o que lhe falta.A incompletude humana pode ser sentida e percebida. Não se encontrampessoas completamente satisfeitas com seu estado atual ou situação de vida. Asatisfação de uma aspiração é o trampolim para o desejo de uma nova situação. É assimcom o salário que se recebe, com o círculo de relações que se cultiva, com a casa em quese vive, com os conhecimentos que se tem. Até mesmo a extensão da vida humanabiológica é insatisfatória, pois se aspira à eternidade.A complementação de si mesmo é parte congênita da natureza humana, pois aindigência do ser está lá, ainda que dela não se tenha consciência. Também omovimento para complementar-se é inato. MOHANA o descreve como
energia que empurra todas as potências vitais de dentro de nós, exprimindo-asem formas de vida. Essa energia que faz com que eu hoje manifeste, semprecisar saber como, todos os sinais de vida que a pedra não manifesta.
1
 
A incompletude humana apresenta-se como um conjunto de
necessidades
,existentes e sentidas, manifestas de maneira inconsciente ou consciente. Em qualquerinstância, é a manifestação do princípio vital do Homem, aquilo que psicólogos dapersonalidade chamam de “impulso ao desdobramento de si mesmo”, “impulso dedesenvolvimento vital”, “impulso à atualização de si próprio”, “impulso dedesenvolvimento global”, que, salvo melhor juízo, resulta da mesma constatação deOrtega y Gasset: o homem é condenado a fazer-se, a fabricar-se.Podem-se dividir as necessidades humanas em três grandes grupos básicos:biológicas, sociais e transcendentais.
2
Necessidades biológicas são aquelas oriundas do
1
MOHANA, João.
Padres e bispos auto-analisados
. Rio de Janeiro: Agir, 1967. p.16.
2
Mais conhecido no mundo empresarial, Abraham MASLOW desenvolve sua teoria da motivaçãoutilizando-se de uma hierarquia de necessidades. Ele as classifica como necessidades fisiológicas,necessidades de segurança, necessidades sociais, necessidades de estima, necessidades de autorrealização.
 
2
fato de que “o Homem é um
ser vivo
”. A
manutenção
e a
reprodução
da vidabiológica tornam-se impositivas. Necessidades sociais são aquelas oriundas do fato deque “o Homem é
mais de um’
”. São impositivas a
convivência
e ao mesmo tempo amanutenção da
individualidade
. Necessidades transcendentais são aquelas oriundasda percepção de que “o Homem é
incompleto
”. Torna-se impositiva a
complementação
, o extrapolar a limitação característica do
hic et nunc
(aqui e agora)humanos; o que, inevitavelmente, remete o homem ao contato e
convivência com omisterioso
, o desconhecido, presentes no futuro provável do projeto de cadaindivíduo. Este é o âmbito do exercício da esperança e da crença, itens presentes só emprojetos humanos.
Ser projeto significa viver por antecipação, estar vivendo o que eu ainda nãovivo. Paradoxalmente, vivemos do futuro para o presente, porque estamosprojetados no futuro antes de ele se fazer presente, quando, então, já épassado”.
3
 
O que falta ao Homem e lhe aparece como necessidade, pode ser encontrado nacircunstância, naquilo que o cerca.
Potencialidade
é o que está ao redor de cadaindivíduo
e que pode ser por ele utilizado
. A circunstância concretiza-se como oconjunto das potencialidades, a realidade existente e percebida para além do “eu”natural e indigente, e capaz de complementá-lo. As potencialidades que compõem acircunstância do Homem são o
“mundo material”,
o
“si mesmo”,
os
“outros”
e os
“transcendentais”.
Na relação com o Homem, cada potencialidade torna-se um
polo de atividade,
uma vez que passam a atrair sua atenção. De fato, para suprir necessidades biológicas,cada indivíduo
precisa contar com o mundo material.
As atividades de manutenção ede reprodução da vida obrigam cada indivíduo a aproximar-se da realidade material aseu redor. O mundo material atrai a atenção do homem, “polariza” sua atividade. Omundo material torna-se, então, um dos
polos
de atividade
 
do homem.As necessidades sociais de individualidade e convivência levam o homem acontar com o
“si mesmo”
e a contar com os
“outros”
homens. Para ser um “eu”
Preferimos adotar e adaptar a terminologia utilizada pela Escola de Louvain, de modo especial por JosephNuttin (cf. especialmente
Psicanálise e Personalidade
e
La structure de la personalité 
); e também por JoãoMohana (cf. especialmente
Padres e bispos autoanalisados
e
O mundo e eu
). Estes autores falam em nívelpsicobiológico, psicossocial e psicoespiritual de manifestação do impulso vital do Homem e suasrespectivas necessidades primárias: manutenção da vida, reprodução da vida, individualidade,sociabilidade, realização de si e transcendência.
3
KUJAWSKI, Gilberto Mello.
Ortega y Gasset: a aventura da razão
. São Paulo: Moderna, 1994. (ColeçãoLogos). p. 56.
 
3
individual, o homem tem que lidar consigo mesmo, fazer algo com os elementos que ocompõem individualmente. O próprio indivíduo torna-se, assim, um polo de suaatividade, polariza a própria atenção. Só então tem condição de relacionar-se comoutros indivíduos para conviver. Os “outros” tornam-se um polo de atividade.As necessidades transcendentais de complementação e de convivência com“mistérios” levam o homem a
contar com elementos que estão fora de seu aqui eagora imediatos
(outras possibilidades e condições materiais, espaciais e temporais).Com efeito, a realização humana envolve a projeção para o futuro, com todas aspossibilidades disponíveis. Ali está incluído o conjunto de todos os mistérios (aquiloque é ainda desconhecido pelas ciências) que cercam a vida humana, tanto aquelespresentes, quanto aqueles ainda por vir. Os transcendentais tornam-se, desta forma,outro dos polos da atividade individual, onde se exercita a esperança e a crença.Assim, o projeto chamado
“EU”
reúne um “eu natural” (biológico, social etranscendental) e uma
CIRCUNSTÂNCIA
(o conjunto das potencialidades) material,social e transcendental. Um HOMEM (o “eu natural”, com necessidades biológicas,sociais e transcendentais) apresenta-se, pois, como um conjunto de
RELAÇÕESOBRIGATÓRIAS
com o
“ 
mundo material”, com o “si mesmo”, com “os outros” ecom “os transcendentais”.
 
MUNDOMATERIAL OUTROS
SER HUMANO
SI MESMOTRANSCENDENTAIS
 O conceito de HOMEM é, portanto, bem mais abrangente. Não pode serconcebido apenas como um núcleo de necessidades congênitas. É um conjunto derelações obrigatórias, comuns a todos os homens.E embora seja possível imaginar como ideal a atenção e atividade equilibradasdo EU para com seus quatro polos circunstanciais, a realidade de vida indica ocontrário. Etapas de um dia, de um mês ou de uma vida, indicam necessidades maisurgentes, cuja satisfação levam o sujeito a privilegiar, com sua atenção e consequente

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