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Guia Época - Vestibular 2008 - Atualidades (Completo)

Guia Época - Vestibular 2008 - Atualidades (Completo)

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08/08/2012

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    F   o    t   o   :    K    L    E    I    D    E    T    E    I    X    E    I    R    A    /    E    D    I    T    O    R    A    G    L    O    B    O
ESTETEMAENVOLVECONCEITOS DE
 
2I
revista época
I
 11 de junho de 2007
O
 
crescimento do Brasil se dá em espasmos. Após alguns anos deestagnação, segue-se um surto de expansão com intensidade eduração variáveis. Até certo ponto, trata-se de um padrão típico docapitalismo, em que o mercado, e não o planejamento das antigas socieda-des comunistas, é responsável pela dinâmica da economia. No caso brasi-leiro, porém, essa natureza incerta é potencializada pela dependência defatores que escapam ao controle do governo, como a disponibilidadede recursos externos.Hoje, com a abundância de dólares no mundo, sobretudo antes da tur-bulência dos mercados, o país está em meio a um desses soluços. Depoisde um período de alta medíocre do Produto Interno Bruto (PIB), é provávelque até dezembro a média de crescimento dos últimos quatro anos fiqueacima dos 4%. É um resultado que está aquém da necessidade e do poten-cial do Brasil, mas que não é desprezível, chegando até a causar efeitosnegativos, como a formação de gargalos de infra-estrutura.A crise aeroportuária é um trágico lembrete de que as condições parao país continuar crescendo estão muito próximas do limite. Congonhas,o aeroporto da cidade de São Paulo, é apenas a ponta do iceberg.Abaixo do nível da ág
 
ua estão a oferta inadequada de energia, o precário
transporte rodoviário
, a malha ferroviária insuficiente, a já saturadacapacidade dos portos, enfim, para onde quer que se olhe há uma carênciaa ser resolvida.O anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em janeirodeste ano, é um reconhecimento por parte do governoda necessidade de desobstrução desses e de outros gar-galos. O PAC prevê investimentos de mais de meio tri-lhão de reais ao longo do segundo mandato do presiden-te Lula, embora, a julgar pela morosidade dos primeirospassos, dificilmente chegue lá.O programa divide as opiniões. Os críticos falam emvolta da interferência do Estado, os simpatizantes vêemaí um desenvolvimentismo “light”. O fato é que um paísperiférico como o Brasil, que vive a reboque dos grandescentros de poder e riqueza do mundo, dificilmente teriacondição de dispensar a presença do Estado em sua expansão, seja comoinvestidor, seja como regulador da atividade econômica.Essa é, em resumo, a história da industrialização brasileira, uma históriaque começa meio por acaso com a Revolução de 30. Por acaso, sim, poiso movimento que pôs fim à
República Velha
não tinha um plano para
2 | REVISTA ÉPOCA | FASCÍCULO I
 
>
Período que vai da Proclama-ção da República, em 1889, àRevolução de 1930. Foi caracte-rizado pelo domínio da oligar-quia agrícola. Revezavam-se nopoder central representantesdos Estados onde essa burgue-sia tinha mais expressão, SãoPaulo e Minas Gerais.
REPÚBLICA VELHA>
Estima-se que três quartosdas rodovias do país estejamem estado regular, ruim ou pés-simo. As estradas brasileirassão responsáveis por 60% dotransporte de cargas no país.
TRANSPORTE RODOVIÁRIO
    D    I    V    U    L    G    A    Ç     Ã    O
O PAC é umreconhecimentoda necessidadede desobstruirgargalosda infra-estruturaDeodoro, o primeiro presidente
Em cima da base deixada por Getúlio Vargas, a política para o setor começacom Juscelino e tem continuidade sob os militares
POROSCAR PILAGALLO
Guia
 
ÉPOCA
 
industrializar oBrasil. Apenas rea-giu à Depressão de1929, que atingiuem cheio o consu-mo de café, motorda economia bra-sileira. O primeiroapoio consistenteà indústria viriasó com o EstadoNovo, entre 1937 e1945, período mar-cado pela aliançaentre a burocracia civil e militar e a nascente burguesia industrial.Até o início da Segunda Guerra Mundial, a indústrianacional só engatinhava. O conflito militar proporcionoua primeira oportunidade para o setor ficar em pé. Elafoi decorrente da atitude do ditador Getúlio Vargas, quecondicionou o apoio do Brasil aos Aliados ao financia-mento pelos Estados Unidos da Companhia SiderúrgicaNacional, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. A cria-ção do BNDES, banco de fomento à indústria, e a daPetrobras, no segundo governo Vargas, seriam passos namesma direção.Embora Vargas tenha lançado as bases, o grande saltoda indústria só seria dado por seu herdeiro político, Juscelino Kubitschek.Ao tomar posse, JK anunciou o Plano de Metas, cujo objetivo era crescer“50 anos em 5”. Por trás do slogan havia uma iniciativa consistente deplanejamento – a primeira do gênero no Brasil. O plano consistia em apro-fundar o processo de substituição de importações. Os setores de energia etransporte, que consumiram quase três quartos dos investimentos previs-tos, foram privilegiados.A meta mais visível foi a criação da indústria automobilística. Até então,circulavam no país apenas carros importados, o que acentuava o desequi-líbrio das contas externas. JK trouxe empresas estrangeiras, inaugurandoo modelo nacional-desenvolvimentista (em oposição ao nacio-nalista, avesso ao capital de fora). Ao fim de seu mandato, opresidente chegou próximo da marca dos 100 mil veículosfabricados que anunciara no início.O Plano de Metas exigiu um grande esforço de coordena-ção entre áreas distintas. Para evitar gargalos, era precisoque não faltassem aço e borracha nas montadoras, nemmaterial de construção civil para as estradas – epara Brasília, a cereja do bolo de JK, que custouo equivalente a pouco mais de 2% do PIB. Umaexpansão de tal magnitude teve um preço ele-vado: a conta foi apresentada na forma deApós os ciclos de expansãoda indústria por indução estatal, oBrasil, em sintonia com a ondaliberal liderada pela Grã-Bretanha deMargaret Thatcher (1979-1990) e osEstados Unidos de Ronald Reagan(1981-1989), deu início em 1990 a umprograma de desestatização. Entreas primeiras privatizações, ainda nogoverno de Fernando Collor (1990-1992), estavam siderúrgicas, o que, aténo nível simbólico, fechou um ciclo.O programa ganharia impulsonos dois mandatos de FernandoHenrique Cardoso (1995-2002),quando as vendas geraramUS$ 93 bilhões, dos quais 5% em“moedas podres” (títulos de dívidado governo aceitos como parte dopagamento). No período anterior(Collor e Itamar Franco), a receitafora de quase US$ 12 bilhões(80% em “moeda podre”).Em
A Arte da Política 
, seu livro dememórias, FHC defende o progra-ma como uma “inovação na buscado interesse público”. O ex-presi-dente cita a criação das agênciasreguladoras, que têm o objetivode imunizar áreas importantes deingerências políticas, como umcomplemento das privatizações.Para tanto, seus integrantes nãopodem ser demitidos, como natradição anglo-saxã que serviu demolde para as agências.O papel lamentável que a AgênciaNacional de Aviação Civil (Anac)desempenhou no caos aeroportuário,porém, mostra que esses órgãosainda precisam ser aperfeiçoados.
    A    G     Ê    N    C    I    A    O    G    L    O    B    O
Geisel, que investiuna indústria de base
O PAPEL DASPRIVATIZAÇÕES
Getúlio
(ao centro) 
,responsávelpela primeirasiderúrgicaAté o inícioda SegundaGuerra Mundial,a indústrianacionalapenasengatinhava

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