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Minha Luta
(Mein Kampf)
 
 Adolf Hitler
 
APRESENTAÇÃO
 Nélson Jahr Garcia
 
Minha Luta (Mein Kampf) foi a melhor obra já escrita contra o nazismo. Já seescreveram livros, artigos, crônicas; fizeram-se filmes, peças de teatro. Por mais quedemonstrassem o totalitarismo, a crueldade e a desfaçatez daquele regime, nada conseguiusuperar o original.A comunidade judaica, pelo menos alguns de seus setores, batalham por proibir adivulgação do livro. Não entendo. Quanto mais se conhecer, maior se tornará o repúdio eaversão.É certo que os filhos de Israel foram perseguidos, mas não só. Também o foram osnegros, os eslavos, membros das "Resistências", maçons, todos originários de qualquer raçaque não fossem considerados "arianos". Em suma, perseguiu-se tantos quanto se opuseramaos planos megalomaníacos do pequeno austríaco que resolveu tornar-se rei do universo.Certa vez perguntei a um ex-capitão do exército mecanizado nazista: "Como foi possívelque um dos povos mais cultos da Europa apoiasse um projeto neurótico e genocida como odos nazis?" Respondeu-me, com certa simplicidade: "Perdêramos a I Grande Guerra,engenheiros, médicos e tantos reviravam latas de lixo para encontrar comida, os judeus,comerciantes em sua maioria, expunham suas mercadorias sugerindo serem beneficiadospela situação, era solo fértil para as pregações anti-semitas".Quanto ao anti-semitismo, além da postura racista inquestionável e confessa, havia umaestratégia de propaganda. Hitler entendia que qualquer movimento precisava de inimigospara fortalecer-se. Subestimando a capacidade intelectual do povo, afirmavaexplicitamente, que as massas tinham dificuldades de entendimento e compreensão. Daí a
 
2necessidade de reduzir os vários adversários a um inimigo único: os judeus. As críticas daimprensa eram escritas por judeus, que também dominavam a literatura, as artes e o teatro.França e Inglaterra estavam controladas pelo capitalismo judaico. Os judeus levavamimigrantes negros para contaminar as raças européias. Os marxistas e revolucionáriosrussos eram judeus. A maçonaria era controlada por judeus. Uma generalização absurdaque, infelizmente, funcionou.Penso que "Minha Luta" deva ser amplamente conhecido, um texto preconceituoso,presunçoso e que traz embutidos neuroses e psicoses indiscutíveis, conhecê-lo talvez seja amelhor forma de impedir que aquelas idéias ressuscitem. Além disso sou contra qualquerforma de censura. Os romanos incendiaram a Biblioteca da Babilônia, Hitler e Stalinqueimaram livros, Getúlio Vargas também, os militares de nossa recente ditadura inclusive,e outros tantos, a humanidade só perdeu.Por isso tudo divulgo o livro, uma peça de propaganda bastante eficiente, mas apenas noseu tempo e contexto. Devemos ler, analisar, discutir e produzir vacinas. Como os vírus, asidéias absurdas tendem a retornar fortalecidas e resistentes; só conhecendo poderemosenfrentá-las.
PREFÁCIO
No dia 1.° de abril de 1924, por força de sentença do Tribunal de Munique, tinha euentrado no presídio militar de Landsberg sobre o Lech.Assim se me oferecia, pela primeira vez, depois de anos de ininterrupto trabalho, apossibilidade de dedicar-me a uma obra, por muitos solicitada e por mim mesmo julgadaconveniente ao movimento nacional socialista.Decidi-me, pois, a esclarecer, em dois volumes, a finalidade do nosso movimento e, aomesmo tempo, esboçar um quadro do seu desenvolvimento.Nesse trabalho aprender-se-á mais do que em uma dissertação puramente doutrinária.Apresentava-se-me também a oportunidade de dar uma descrição de minha vida, no quefosse necessário à compreensão do primeiro e do segundo volumes e no que pudesse servirpara destruir o retrato lendário da minha pessoa feito pela imprensa semítica.Com esse livro eu não me dirijo aos estranhos mas aos adeptos do movimento que aomesmo aderiram de coração e que aspiram esclarecimentos mais substanciais.Sei muito bem que se conquistam adeptos menos pela palavra escrita do que pelapalavra falada e que, neste mundo, as grandes causas devem seu desenvolvimento não aosgrandes escritores mas aos grandes oradores.Isso não obstante, os princípios de uma doutrinação devem ser estabelecidos parasempre por necessidade de sua defesa regular e contínua.Que estes dois volumes valham como blocos com que contribuo à construção da obracoletiva.O AUTORLandsberg sobre o LechPresídio Militar
DEDICATÓRIA
 
3 No dia 9 de novembro de 1923, na firme crença da ressurreição do seu povo, às 12 horase 30 minutos da tarde, tombaram diante do quartel general assim como no pátio do antigoMinistério da Guerra de Munique os seguintes cidadãos:Alfarth (Felix). Negociante, nascido a 5 de julho de 1901.Bauriedl (Andreas). Chapeleiro, nascido a 4 de maio de 1879.Casella (Theodor). Bancário, nascido a 8 de agosto de 1900.Ehrlich (Wilhelm). Bancário, nascido a 19 de agosto de 1894.Faust (Martin). Bancário, nascido a 27 de janeiro de 1901.Hechenberger (Ant.). Serralheiro, nascido a 28 de setembro de 1902.Kõrner (Oskar). Negociante, nascido a 4 de janeiro de 1875.Kuhn (Karl). Garção.Cehfe, nascido a 26 de julho de 1897.Laforce (Karl). Estudante de engenharia, nascido a 28 de outubro de 1904.Neubauer (Kurt). Doméstico, nascido a 27 de março de 1899.Pope (Claus von). Negociante, nascido a 16 de agôsto de 1904.Pforden (Theodor von der). Membro do Supremo Tribunal, nascido a 14 de maio de1873.Rickmers (Joh.). Capitão de Cavalaria, nascido a 7 de maio de 1881.Scheubner-Richter (Max Erwin von). Engenheiro, nascido a 9 de janeiro de 1884.Stransky (Lorenz Ritter von). Engenheiro, nascido a 14 de março de 1899.Wolf (Wilhelm). Negociante, nascido a 19 de outubro de 1898.As chamadas autoridades nacionais recusaram aos heróis mortos um túmulo comum.Por isso eu lhes dedico, para a lembrança de todos, o primeiro volume desta obra, a fimde que esses mártires iluminem para sempre os adeptos do nosso movimento.Landsberg sobre o Lech, Presídio Militar, 16 de outubro de 1924.Adolf Hitler
PRIMEIRA PARTE
CAPÍTULO I - NA CASA PATERNA
Considero hoje como uma feliz determinação da sorte que Braunau no Inn tenha sidodestinada para lugar do meu nascimento. Essa cidadezinha está situada nos limites dos doispaíses alemães cuja volta à unidade antiga é vista, pelo menos por nós jovens, como umaquestão de vida e de morte.A Áustria alemã deve voltar a fazer parte da grande Pátria germânica, aliás sem seatender a motivos de ordem econômica. Mesmo que essa união fosse, sob o ponto de vistaeconômico, inócua ou até prejudicial, ela deveria realizar-se. Povos em cujas veias corre omesmo sangue devem pertencer ao mesmo Estado. Ao povo alemão não assistem razõesmorais para uma política ativa de colonização, enquanto não conseguir reunir os seuspróprios filhos em uma pátria única. Somente quando as fronteiras do Estado tiveremabarcado todos os alemães sem que se lhes possa oferecer a segurança da alimentação, sóentão surgirá, da necessidade do próprio povo, o direito, justificado pela moral, daconquista de terra estrangeira. O arado, nesse momento será a espada, e, regado com aslágrimas da guerra, o pão de cada dia será assegurado à posteridade.
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