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CONTRAPONTO - Pré-Tese ao 52 Congresso da UNE

CONTRAPONTO - Pré-Tese ao 52 Congresso da UNE

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06/29/2012

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Pré-Tese do CONTRAPONTO ao 52 Congresso da UNE1.
 
Introdução2.
 
Mundo3.
 
Brasil
 – 
país sem miséria precisa mudar a política4.
 
Luta contra as opressões5.
 
Educação e o novo PNE6.
 
Movimento estudantil, UNE e Nova Cultura Política7.
 
Assinam essa tese.1. IntroduçãoA juventude sonha. Deseja. Anseia por melhores condições pra viver. E não faz isso de qualquermaneira, mas sim dentro de uma realidade dura pra quem sonha, deseja e batalha pela vida.Essa realidade dura é aquela que impede uns de estudar, outros de estudar com qualidade. Que fazcom que o Brasil seja a sétima maior economia do mundo, mas o terceiro colocado em desigualdadesocial. De um país que gasta mais de 45% do seu orçamento nacional com juros de uma dívidailegal e imoral. No paraíso do imperialismo, do latifúndio, do agronegócio. Da depredação do meioambiente em nome do lucro. Da concentração do poder político, dos meios de comunicação eprodução cultural. É a realidade do machismo, do racismo, da homofobia, do preconceito contraindígenas, nortistas e nordestinos, e da intolerância às religiões de matriz africana.Nós, estudantes universitários, somos uma parcela dessa juventude que sonha. A nós está sendogarantido o direito de estudar, embora não em quaisquer condições: universidades públicassucateadas, em que a pressão pela privatização é constante; universidades privadas precárias, emque a lógica do lucro impede a educação de qualidade, a participação estudantil, e a democracia.E, frente a todas estas contradições, não nos contentamos em contemplar ou nos adaptarmos àsdurezas da vida: queremos transformá-la.Acreditamos que, lutando, podemos mudar. No passado e no presente, grandes lutas por direitos epor mudanças profundas na sociedade foram protagonizadas pela juventude e pelo povo. É hora defazer da universidade e do movimento estudantil um espaço de crítica e mobilização que tornepossíveis essas lutas. É possível e necessário fazê-las no Brasil, conquistar uma sociedadedefinitivamente justa, livre e democrática.Por isso, nesse primeiro semestre de 2011, faremos o
CONTRAPONTO
. Disputando corações ementes pra um projeto democrático e popular de Brasil, por uma educação crítica, popular etransformadora, e por uma nova cultura política no movimento estudantil!
 
 Este
52o. Congresso da UNE
é convocado num momento em que a entidade precisa se posicionarsobre dois grandes temas da conjuntura:
a disputa do Plano Nacional de Educação
da próximadécada, em que educadores e população devem pressionar duramente pelos seus direitos e
lutarcontra o corte de 50 bi no orçamento público federal
, particularmente contra os
3 bi cortados doMEC
, que comprometem seriamente o financiamento da educação brasileira.Lutamos por uma UNE atenta a essas questões, com independência e radicalidade, ao contrário doque se tem visto. A direção majoritária da entidade a coloca numa relação de subordinação à agendagovernamental e isso precisa mudar.
Por uma UNE que esteja à altura dos sonhos, desejos eanseios por condições melhores de vida para estudantes e o povo brasileiro!
2 Mundo
A suposta “nova ordem mundial”, criada a partir dos anos 90, ainda sofre com as consequências da
crise de 2008/2009. Essa ordem, cuja hegemonia depende fundamentalmente do capital financeiro edos monopólios, é frágil e reproduz crises de variadas matizes: econômica, ambiental, energética,etc.Os países do centro do capitalismo, como os Estados Unidos e os países mais ricos da Europa, nãoacertaram suas contas públicas. Muitos deles, como Espanha, Grécia e Portugal, recorrem ou estãoprestes a recorrer ao Fundo Monetário Internacional para evitar a bancarrota. Os pacotes vêmacompanhados de ajustes sociais em nome das medidas ortodoxas de contenção de despesas:desemprego, arrocho salarial, corte de verbas para saúde, educação e assistência social. Mais uma
vez, o sistema cobra a conta dos “de baixo”, privatizando os lucros e socializando as perdas.
 A reação da juventude nas praças da Espanha ou nas ruas da Grécia, é só o início de uma onda deconflitos que pode se arrastar por muitos meses. A saída à crise do sistema não é econômica: a saídaé política, a saída é o socialismo!A solidariedade internacional se faz mais pertinente do que nunca. A UNE e todo movimentoestudantil precisam se articular nos espaços internacionais dos povos, desconstruindo a culturaimperialista, promovendo a solidariedade aos povos explorados e àqueles em luta por melhorescondições de vida e por democracia.2.1 as revoltas árabes e o avanço do imperialismoTodos assistimos bastante entusiasmados à luta dos povos de países do norte da África e OrienteMédio pela derrubada dos regimes autoritários, que ali estavam presentes há décadas. Ainda é cedopara compreender integralmente o ocorrido em cada um deles, porém a inspiração democrática, oprotagonismo popular e a mobilização massiva nos dão a certeza de que a região passará pormudanças históricas. Estão abertas as oportunidades de não só instaurar a democracia, mas tambémconquistar justiça social, econômica e cultural para o povo árabe. Além disso, mostra que mudançasgeopolíticas internacionais pela esquerda estão mais vivas do que nunca! Basta ver a reação doimperialismo na ocasião, que aproveitou uma brecha na Líbia para intervir militarmente.Nós, estudantes, devemos estar atentos ao fenômeno, promovendo ações que busquem compreenderas potencialidades e limites de cada revolta árabe, tais quais debates, intercâmbios e solidariedadeàs/aos estudantes desses países. A UNE deve apoiar as entidades estudantis que participaram doslevantes populares e defender um posicionamento do Brasil no sentido de saudar e reconhecer osnovos regimes democráticos surgidos da luta, não reforçar os ataques imperialistas que a região
 
possa sofrer.Repudiamos, por sua vez, a intervenção da OTAN na Líbia. É uma verdadeira subserviência doBrasil, com o peso político que temos, não se opor frontalmente à proposta de intervençãointernacional na ONU, além de ter a guerra declarada pelo presidente dos EUA em pleno territóriobrasileiro! Nosso país deveria se colocar junto ao que declara a Venezuela e os países da ALBA,pela missão humanitária e eleições livres na Líbia, ante a ação do imperialismo estadunidense eeuropeu, que seguirá de uma prolongada intervenção na região.2.2 intensificar as lutas na América LatinaNa América Latina, um importante movimento foi constituído na última década e, não isento decontradições e limites, construiu um novo pólo político pela esquerda em países como Venezuela,Bolívia, Equador e, recentemente, Peru, com reflexos na luta política em todo continente. Porémesses processos estão diante de um momento decisivo: ou fortalecem o poder popular, radicalizandona medida de suas possibilidades o enfrentamento aos interesses da burguesia na perspectiva deuma ruptura política e econômica com a ordem burguesa, ou poderão regredir à simples condição de
“governo progressistas”. Algumas decisões mostram a pressão que as “razões de Estado” têm
exercido, como no episódio em que líderes da insurgência colombiana foram presos e entregues aogoverno daquele país pela Venezuela. Por isso, se por um lado devemos cerrar fileiras em defesados processos de enfrentamento aos interesses do imperialismo na América do Sul, por outro, nãopodemos perder o olhar crítico capaz de perceber os limites destas experiências. Isso não significaque estes processos estão esgotados. A luta pela construção de uma nova hegemonia detrabalhadoras e trabalhadores é lenta. A Revolução Cubana, que depois de 52 anos segue forte econtando com apoio da maioria do povo, é uma expressão deste processo histórico. Ela também estáajustando-se à realidade de um mundo sob forte controle do capital financeiro e das multinacionais,buscando preservar as conquistas advindas com o socialismo.Por isso, a UNE e todo movimento estudantil devem apoiar a construção do movimento que disputehegemonia nas regiões, lutando contra a direita reacionária e racista que sempre dominou essespaíses e apoiar as medidas democráticas e populares, acumulando força para a luta pelo socialismo.2.3 solidariedade à revolução cubanaCuba segue resistindo e avançando! Década após década, o primeiro país a construir uma sociedadesocialista nas américas, apesar do duro embargo econômico que sofre pela mão do governo estado-unidense e de todo tipo de ataque midiático (seja pela omissão da verdade, seja pela simplesproliferação da mentira), garante a milhões de cubanos condições dignas de trabalho, estudo, saúde,alimentação e moradia, ao contrário das repúblicas insulares da América Latina, que até hoje sãovítimas da exploração direta do imperialismo e do capitalismo doméstico.Infelizmente, parte da esquerda se resume a atacar as contradições e insuficiências da revolução, seorientando somente do ponto de vista da crítica e não se dando ao trabalho de conhecer e defenderos avanços de nossa
isla grande
. Acreditamos que o povo cubano que luta e sonha em manter suasociedade humana e igualitária deve ter toda nossa solidariedade, e as críticas que devem serrealizadas constantemente, precisam ser desenvolvidas no campo da esquerda, de forma a contribuirpara o avanço da revolução, que é construída cotidianamente por todas e todos os cubanos emilitantes da esquerda mundial. Afinal, é só durante o desenvolvimento real do processo políticoque os problemas se apresentam e as soluções podem ser encontradas.A saída do líder Fidel Castro do primeiro escalão do Partido Comunista, apontou uma intenção na

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