Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
133Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
O Atendimento Na Agencia

O Atendimento Na Agencia

Ratings:

4.5

(2)
|Views: 20,896 |Likes:
Published by Helio Korehisa

More info:

Published by: Helio Korehisa on Sep 14, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/06/2014

pdf

text

original

 
 Atendimento
Casos
Fatos
&
em
Afinal, o que faz esse pessoal do Atendimento, que,quando a gente procura, está no Cliente, e, quandoo Cliente precisa, está passeando pela Agência
*
O Atendimento na AgênciaO Atendimento na Agência
-
Qual é a sua atividade?- Contador?
-
Você redige anúncios?
-
Quem redige os anúncios?- Deve ser um trabalho divertido.- Você faz a pesquisa?- Você vende os anúncios aos clientes?- Você traz novos clientes para a agência?- Desculpe-me, mas qual é o seu trabalho?- Você faz marketing para os clientes?Do livro “Loucuras de um publicitário”, de Lula Vieira.
-
Sou executivo de contas em uma agência de publicidade.- Não.- Não.- Os redatores.- Não é tão fácil assim. Fazemos muita pesquisa.- Não, temos pesquisadores para isso.- Não, os redatores fazem isso.- Isso não faz parte do meu trabalho.- Sou um homem de marketing.- Não, eles fazem o seu próprio marketing.
De um memorando de David Ogilvy ao Conselho de suaDiretoria, reproduzindo conversa entre dois homens,entreouvida num avião:
?
Frase ouvida numa sala de Diretoria de uma grande agência de São Paulo (do livro
“Tudo o que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar” 
, p. 308.)
 
 Atendimento
O que
NÃOé
Mitos e equívocos sobre a funçãode Atendimento publicitário.
O Atendimento na AgênciaO Atendimento na Agência
função de Atendimento de uma agência de propaganda
é a de mais difícildefinição e mensuração de resultados. Sua origem confunde-se com a origem da própriaagência, que surgiu - no início do século passado - a partir da atuação do corretor de espaço.
A
Entretanto, do antigo corretor ao perfil atual do profissional de Atendimento muito coisa mudou:• NÃO é “vender anúncios”.
Sem dúvida, atuar em Atendimento publicitárioenvolve bons conhecimentos em técnicas de vendas,entretanto “ser Atendimento” não é sinônimo de servendedor, pois requer muitas outras competências.
• NÃO é “trazer-e-levar-e-trazer”.
É preciso conhecer propaganda para que possa discuti-la com firmeza e segurança, estabelecendo com ocliente um elevado relacionamento profissional de talforma que sua palavra transmita credibilidade e tenhaexpressivo peso no processo de decisão do cliente.
• NÃO é “ver-o-que-o-cliente-quer-fazer”.
Isso seria simplificar demais seu trabalho. Atuar emAtendimento requer uma atitude proativa, aliada àsólidos conhecimentos técnicos sobre propaganda.
• NÃO é ser um “moço de recados.
Mas sim, um profissional qualificado tecnicamente e,portanto, capaz de discutir e apresentar soluçõesconsistentes para seus clientes.
• NÃO é “apresentar o que o planejamentoplanejou, a criação criou e a mídia ‘midiou’ ”.
Deve conhecer amplamente propaganda para possaparticipar e até julgar uma campanha, participandode sua elaboração em todas as fases para defendê-la junto ao cliente com pleno conhecimento de causa.
• NÃO é ser um “tirador de pedidos”.
Deve ter conhecimento de marketing num grau quelhe permita compreender e interpretar a política devendas do cliente, estando capacitado para, emmuitas vezes, aconselhar e orientar o cliente areformular sua estratégia de ação.
O que NÃO é Atendimento Publicitário 
• NÃO é “esperar que alguém queira algo paraentão agir”.
Antes, é preciso ser proativo, antecipandooportunidades para o cliente.
• NÃO é ser “o cliente na agência e a agência nocliente”.
Esse conceito - hoje rejeitado - gerou más interpreta-ções, fazendo parecer, junto ao cliente, que oAtendimento colocaria os interesses da agência emprimeiro lugar; e, junto à agência, que o Atendimentorepresentaria as inseguranças e vaidades do cliente.
• NÃO é “acatar as decisões alheia”.
Mas sim, é necessária uma postura crítica e questio-nadora das informações, idéias e soluções propos-tas, tanto pelo cliente, quanto da própria agência.
• NÃO é “ter uma postura desprovida de objetivoe personalidade”.
É inegável a importância da competência política doprofissional de Atendimento, para isso, é preciso, so-bretudo, de estilo pessoal. Assim como é claro seuobjetivo maior: rentabilizar a conta publicitária.
• NÃO é um xereta de outros deptos.da agência.
Deve sim, saber trabalhar em equipe, e isso implica,dentre outras, em saber interferir na medida certa.
• NÃO é uma função inferior no mix deatividades de uma agência de propaganda.
O papel do profissional de Atendimento sofreu varia-ções ao longo dos tempos. Hoje é, sobretudo, umhomem de negócios, responsável por trazer resulta-dos, e essa função tem importância incontestável.
 
 Atendimento
Retrospectiva
em
Evolução histórica do setor deAtendimento publicitário.
O Atendimento na AgênciaO Atendimento na Agência
Início do século XX até a década de 50 - Propaganda pouco técnica 
Um tirador de pedidos sim, porém, o profissional de maior importância para apropaganda, nesta época, ainda insipiente e carente de ferramentas técnicas quelhe desse embasamento. Assim, a ação publicitária apoiava-se quase queexclusivamente nos feitos comerciais do profissional de Atendimento. Sua habilida-de em vendas era o fator-chave, muito embora sua argumentação fosse feita semnenhum embasamento técnico (já que estes, como já dito, não existiam na época).Responsável pela compra e venda de espaço, negociava diretamente com o dono daempresa (já que na época não existiam departamentos específicos para tratar domarketing).Essa atuação conferiu-lhe status e poder. Eram os “donos das contas” e quandomudavam de agência levavam o cliente consigo.Disso tudo, é importante notar a questão da competência do profissional deAtendimento nessa época, ou seja, o que lhe era exigido pelo mercado em termosde capacitação e conhecimento: seu papel era essencialmente o de um vendedortípico.
Década de 50 - 70 - O setor evoluiu, o Atendimento, nem tanto...
Uma verdadeira revolução em comunicação empresarial: as mídias semultiplicaram, as pesquisas se sofisticaram, gerando um significativo aumento deinformações e, consequentemente, as decisões tornaram-se muito maiselaboradas e complexas. Os clientes criaram funções e departamentos para cuidarespecificamente de seu marketing/propaganda. Fazer Atendimento não era maisuma relação com um cliente-pessoa, mas sim com um cliente-empresa.Habilidade em vendas já não era o principal fator na ação publicitária, era precisomais, era preciso conhecimento técnico. Não conseguindo acompanhar asmudanças, o profissional de Atendimento, confuso quanto ao seu papel eimportância, tentou compensar seu baixo conhecimento técnico através de umaatuação essencialmente política junto ao cliente. A tentativa de vender o conceitode que o Atendimento era “a agência no cliente e o cliente na agência” só fez piorara situação pois gerou a interpretação equivocada de que esse profissional, junto aocliente, defenderia os interesses da agência; e, para a agência, seria umrepresentante das vaidades e inseguranças do cliente, coisa que nenhuma agênciaqueria ter. Nesse contexto, a Criação tomou-lhe a preponderância e o profissionalde Atendimento ficou no meio do caminho.

Activity (133)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
Robson Santos added this note
Muito Bom...
Silvia Carvalho liked this
Andre Brasil liked this
Line Ramos liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->