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Che Guevara - O Socialismo e o Homem Em Cuba

Che Guevara - O Socialismo e o Homem Em Cuba

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06/17/2010

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O Socialismo e o Homem em CubaChe GuevaraEstimado Companheiro,(Guevara refere-se a Carlos Quijano, do seman
á
rio Marcha, deMontevid
é
u.).Estou terminando estas notas durante minha viagem pela
Á
frica,animado pelo desejo de cumprir, ainda que tardiamente, minhapromessa. Gostaria de faz
ê
-lo desenvolvendo o tema do t
í
tulo. Pensoque pode ser interessante para os leitores do Uruguai.
É
comum ouvir da boca dos porta-vozes do capitalismo, como umargumento na luta ideol
ó
gica contra o socialismo, a afirma
çã
o de queeste sistema social, ou o per
í
odo de constru
çã
o do socialismo queestamos atualmente vivendo, se caracteriza pela aboli
çã
o do indiv
í
duono altar do Estado. N
ã
o tentarei refutar esta afirma
çã
o a partir de umabase meramente te
ó
rica, mas sim estabelecer os fatos tal comoacontecem em Cuba e acrescentar coment
á
rios de car
á
ter geral.Primeiro esbo
ç
arei em pinceladas
á
hist
ó
ria de nossa lutarevolucion
á
ria antes e depois da tomada do poder.Como se sabe, a data exata em que se iniciaram as a
çõ
esrevolucion
á
rias que culminaram com o 1
°
de janeiro de 1959, foi 26 de julho de 1953. Um grupo de homens dirigidos por Fidel Castro atacou
 
na madrugada desse dia o quartel Moncada na Prov
í
ncia de Oriente.O ataque foi um fracasso, o fracasso se transformou em desastre e ossobreviventes foram parar na pris
ã
o, para reiniciar, logo depois deterem sido anistiados, a luta revolucion
á
ria.Durante este processo existiam apenas germes de socialismo e ohomem era um fator fundamental. Nele se confiava, eraindividualizado, espec
í
fico, com nome e sobrenome, e o triunfo ou ofracasso da a
çã
o empreendida dependia da sua pr
ó
pria capacidade.Chegou a etapa da luta guerrilheira. Esta se desenvolveu em doisambientes diferentes: o povo, massa ainda adormecida que precisavaser mobilizada, e sua vanguarda, a guerrilha, motor impulsor domovimento, gerador de consci
ê
ncia revolucion
á
ria e de entusiasmocombativo. Esta vanguarda foi o agente catalisador, aquele que criouas condi
çõ
es subjetivas necess
á
rias
à
vit
ó
ria. Na vanguarda tamb
é
m,no interior do processo de proletariza
çã
o do nosso pensamento, darevolu
çã
o que se processava em nossos h
á
bitos e nossas mentes, oindiv
í
duo foi o fator fundamental. Cada um dos combatentes da SierraMaestra que alcan
ç
ou algum grau superior nas for
ç
as revolucion
á
riastem em seu haver uma hist
ó
ria de fatos not
á
veis. Era em fun
çã
odestes fatos que ele conseguia seus gal
õ
es.Esta foi a primeira
é
poca her
ó
ica, na qual se disputava para conseguirum cargo de maior responsabilidade, onde o perigo era maior semoutra satisfa
çã
o que a do dever cumprido. No nosso trabalho de
 
educa
çã
o revolucion
á
ria voltamos bastante sobre este tema educativo.Na atitude dos nossos combatentes visualizava-se o homem do futuro.Este fato da entrega total
à
causa revolucion
á
ria se repetiu em outrasoportunidades na nossa hist
ó
ria. Durante a crise de Outubro oudurante os dias do furac
ã
o Flora, pudemos constatar atos de valor ede sacrif
í
cios extraordin
á
rios realizados por um povo inteiro. Uma dasnossas tarefas fundamentais do ponto de vista ideol
ó
gico e a deencontrar a f
ó
rmula para perpetuar esta atitude her
ó
ica na vidaquotidiana.Em janeiro de 1959, o governo revolucion
á
rio se estabeleceu com aparticipa
çã
o de v
á
rios membros da burguesia entreguista. A presen
ç
ado ex
é
rcito rebelde constitu
í
a a garantia do poder, um fatorfundamental de for
ç
a.Em seguida ocorreram contradi
çõ
es s
é
rias, resolvidas em primeirainst
â
ncia em fevereiro de 1959, quando Fidel Castro assumiu a chefiado governo no cargo de Primeiro Ministro. O processo culminava coma ren
ú
ncia do presidente Urrutia diante da press
ã
o das massas em julho do mesmo ano.Neste momento aparecia na hist
ó
ria da revolu
çã
o cubana, comcaracter
í
sticas bem n
í
tidas, um personagem que de agora em dianteestar
á
sistematicamente presente: a massa.

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