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Caderno 11 (fragmento) - Gramsci

Caderno 11 (fragmento) - Gramsci

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APONTAMENTOS PARA UMA INTRODUÇÃO E UM ENCAMINHAMENTO

AO ESTUDO DA FILOSOFIA E DA HISTÓRIA DA CULTURA APONTAMENTOS PARA UMA INTRODUÇÃO E UM ENCAMINHAMENTO

AO ESTUDO DA FILOSOFIA E DA HISTÓRIA DA CULTURAAPONTAMENTOS PARA UMA INTRODUÇÃO E UM ENCAMINHAMENTO

AO ESTUDO DA FILOSOFIA E DA HISTÓRIA DA CULTURA. I. Alguns pontos preliminares de referência
APONTAMENTOS PARA UMA INTRODUÇÃO E UM ENCAMINHAMENTO

AO ESTUDO DA FILOSOFIA E DA HISTÓRIA DA CULTURA APONTAMENTOS PARA UMA INTRODUÇÃO E UM ENCAMINHAMENTO

AO ESTUDO DA FILOSOFIA E DA HISTÓRIA DA CULTURAAPONTAMENTOS PARA UMA INTRODUÇÃO E UM ENCAMINHAMENTO

AO ESTUDO DA FILOSOFIA E DA HISTÓRIA DA CULTURA. I. Alguns pontos preliminares de referência

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I·
ADERNO
11
artesão
romano
podia
utilizar escravos
como
trabalhadores e eles certamente não pertenciam aos
collegia;
e não se exclui que, na própriaplebe, alguma categ
oria
não servil fosse excluída da organização.
APONTAMENTOS PARA
UMA
INTRODUÇÃO E
UM
ENCAMINHAMENTO
AO
ESTUDO
DA
FILOSOFIA E
DA
HISTÓRIA
DA
CULTURA
I.
Alguns pontos preliminares
de
referência
§
12.
É
preciso destruir o preconceito,
muito difundido,
de que a filosofia é algo
muito
difícil pelo fato de ser a atividade intelectual
própria
de
umadeterminada
categoria de cientistas especializados
ou
defilósofos profissionais e sistemáticos.
É
preciso,
portanto,
demonstrar
preliminarmente
que
todos
os homens são "filósofos", definindo oslimites e as
características desta
"filosofia
espontânea",
peculiar
a
"todo
o
mundo",
isto é, da filosofia que está contida: 1) na
própria
linguagem,
que
é um
conjunto
de noções e de conceitos determinadose
não,
simplesmente, de palavras
gramaticalmente
vazias de conteú
-:lo;
2)
no
senso
comum
e no bom senso; 3) na religião
popular
e, conseqüentemente, em
todo
o sistema de crenças, superstições, opiniões,
modos
de ver e de agir
que
se manifestam naquilo
que
geralmente seconhece
por"
folclore".Após
demon
s
trar
que todos são
filósofos,
ainda
que a seu
modo,
inconscientemente -já que,
até
mesmo na mais simples manifestaçãode
uma
atividade
intelectual qualquer, na
"linguagem",
está
contida
uma
determinad
a
concepção
do
mundo
-,
passa-se
ao
segunc10
momento, ao
momento
da crítica e
da
consciência,
ou
seja,
ao
seguin te problema:
é
preferível
"pensar"
sem disto ter consciência crít
ic
a,de
uma maneira
desagregad<\e
ocasional,
isto é,
"participar"
de
uma
concepção
do
mundo "imposta"
mecanicamente pelo
ambie
nt
eexterior,
ou
seja,
por
um
dos muitos
grupos
sociais nosquais
todo
sestão
93
 
CADERNOS
DO
CÁRCERE
automaticamente
envolvidosdesde
sua
entrada
no
mundo
consciente
(e
que
pode
ser a
própria
aldeia
ou
aprovíncia,
pode
se
originar
na
paróquia
e na
"atividade
intelectual"
do
vigário
ou
do
velho
patriar
ca,
cuja
"sabedoria"
dita leis, na
mulher queherdou
a
sabedoria
das
bruxasou
no
pequeno
intelectual
avinagrado
pela
própria
estupidezepelaimpotência
para
a ação),
ou
é preferível
elaborar
a
própria
con
cpção
do
mundo
de
umamaneira
comciente
e crítica e,
portanto,
emligação
com
este
trabalho
do
próprio
cérebro, escolher a
própria
esfera de
atividade,
participarativamente
na
produção
da
história domundo,
ser oguiade
si
mesmoe
não
maisaceitar
do
exterior,
passivae servilmente, amarca
da própria
personalidade?
Nota
I.
Pela
própria
concepção do
mundo,
pertencemos
sempre
a
um
determinado
grupo,
precisamenteode
todos
oselementossociaisque
compartilham
um mesmo
modo
de
pensar
edeagir.Somos
con
formistasde
algum
conformismo,somos
se
mprehomens-massa
ouhomens-coletivos. O
problema
é o seguinte:qualé otipo histórico de
conformismo,
de
homem-massadoqual
fazemos
parte?
Quando
a
concepção
do
mundonão
é
crítica e coerente,
mas
ocasional edesa
gregada,
pertencemos
simultanearr,ente
a
uma
multiplicidade
de
homens-massa,
nossa
própria
personalidade
é
compósita,
de
uma
maneira
bizarra: nelase
encontram
elementosdos homens dascavernaseprincípios daciênciamais
moderna
e progressista,preconceitosde
todas
as faseshistóricaspassadas estreÍlamente localistase intui çõesde
uma
futura filosofiaqueserá
própria
do
gênero
humano
mun
dialmente unificado.Criticara
própria
concepção
do
mundo,portan
to, significa torná-Ia
unit
áriaecoerente e elevá-Ia
até
o
ponto
atingi
do
pelo
pensamento
mundialmaisevoluído. Significa
também,
por
tanto,
criticar
toda
a filosofia
até
hoje existente, namedidaem
que
ela
deixou
estratificações consolidadasnafilosofia
popular.
Oinício
da
elaboração
crítica é aconsciência
daquilo
queérealmente, istoé,um "conhece-teati
mesmo"
como
produto
do
processo histórico
até
hojedesenvolvido,
que
deixouemti
uma
infinidadede
traços
acolhidos
sem análise crítica. Deve-se fazer, inicialmente, essa análise.
Nota
11.
Não
se
pode
separar
a filosofia
da
história
da
filosofia,
94
 
CADERNO
11
nem
a
cultura
da
história
dacultura.
No
sentido
mais
imediato
e
determinado,
não se
pode
ser filósofo-istoé,ter
uma
concepção
do
mundo
criticamente coerente-sem aconsciência da
própria
historicidade,
da
fasede desenvolvimento
por
ela representada e
do
fato de
que
ela está em
contradição
.::om
outras
concepções
ou
comelementosde
outras
concepções.
A
própria
conc:epção
do
mundo
responde
a
determinados
problemascolocadospela realidade,
quesão
bem deter
minados
e ·"originais" em
sua
atualidade.
Como
épossível
pensar
O
presente>.e
um
presentebem
determinado,
comum
pensamento
ela
borado
em facedeproblemasdeum
passado
freqüentemente
bastan
te
remoto
e
superado?
Se
istoocorre, significa
quesomos
"anacrôni
cos"em
face
da
épocaem quevivemos, que
somos
fósseis e
não
seres
que
vivemde
modo
moderno.
Ou,
pelomenos,
que
somos
bizarramente
"compósitos".
E ocorre,defato,
que grupos
sociais que, em
determinados
aspectos, exprimem amais desenvolvida Il}odernidade,em
outros
manifestam-se
atrasadoscom
relação à
sua
posiçãosocial,sendo,
portanto,
incapazesde
completa
autonomia
histórica.
Nota
111.
Se
é verdade
que
toda
linguagem
contém
os elementosde
uma
concepção
do
mundo
ede uma
cultur~,
seráigualmenteverdade que,apartir da linguagem de
cada
um,é possíveljulgara
maior
ou
menor
complexidade dasua concepção
do
mundo. Quem
falasomente odialeto
ou compreende
alíngua nacionalem grausdiversos
parti
cipanecessariamentede
uma
intuição
domundo
mais
ou
menos restritaeprovinciana,fossilizada,
anacrônica
emrelação às grandes correntes de pens
amento
quedomin
am
ahistória mundial. Seusinteresses
serão
restritos, ma
is
ou
menos
corporativistas
ou
economicistas,
não
universais.
Se
nem
sempre
é possível
aprender outras
línguas
estrangeiras a fimdecolocar-se em
contato
com
vidasculturais diversas,deve-se pelomenosconhecer bemalínguanacional.Uma
grande
cultura
pode
traduzir-se
na
língua de
outra
grandecultura,isto é,uma
grande
língua nacional historicamente ricae complexa
pode
traduzir
qualquer
outra
grande cultura,ou
seja,serumaexpressãomundial.
Mas,
com
um
dialeto,
não
é possível
fa
zera mesmacoisa.
Nota
IV.
Cr
iarumanova
cultura não
signi
fi
ca
apenas
fazer indi
95

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