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ACTO ADMINISTRATIVO

ACTO ADMINISTRATIVO

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Os apontamentos apresentados foram recolhidos em aulas práticas de Direito Administrativo II, ministradas pela Exma. Professora Doutora Juliana Coutinho, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP), no ano lectivo 2010/2011.
Os apontamentos apresentados foram recolhidos em aulas práticas de Direito Administrativo II, ministradas pela Exma. Professora Doutora Juliana Coutinho, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (FDUP), no ano lectivo 2010/2011.

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07/18/2013

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ACTO ADMINISTRATIVO
1
 
 
Qual a importância da qualificação formal de uma decisãoadministrativa como acto administrativo? 
 
o
 
Em primeiro lugar, esta qualificação formal como actoadministrativo tem os seguintes efeitos do ponto de vista
substantivo
/ procedimental, constituindo um
factor
 
suplementar
d
e
 
po
d
er
:
 
A
rtigo 149.º CP
A
: os actos administrativos exequíveis eeficazes são susceptíveis de serem executados semnecessidade de uma decisão judicial prévia (sistema deadministração do tipo francês ou executivo);
 
O
acto administrativo faz
caso
d
eci
d
i
d
o
, mesmoquando ilegal (desde que não seja nulo), ou seja, osactos administrativos anuláveis, passado o seu prazo derevogação com fundamento na ilegalidade, bem comoo seu prazo de impugnação contenciosa (cfr. artigo141.º, n.º1 CP
A
e artigo 58.º, n.º2 CPT
A
), consolidam-se(e não se convalidam) no ordenamento jurídico,tornando-se assim intocáveis;
 
A
possibilidade de revogação com fundamento nailegalidade do acto por iniciativa da
A
dministraçãoPública (artigos 138.º e 141.º CPT
A
).
o
 
Por outro lado, esta qualificação revela-se importante doponto de vista
contencioso
, considerando os pedidos deimpugnação previstos nos artigos 50.º e seguintes CPT
A
, adeduzir sob a forma de acção administrativa especial, bemcomo o regime específico das providências cautelares,relativo a actos administrativos, em especial no que se refereao disposto no artigo 120.º, n.º1, alíneas a) e b) e n.º2 CPT
A
,
1
 
O
s apontamentos apresentados foram recolhidos em aulas práticas de Direito
A
dministrativo II,ministradas pela Exma. Professora Doutora Juliana Coutinho, na Faculdade de Direito da Universidadedo Porto (FDUP), no ano lectivo 2010/2011.
 
 
artigo 128.º CPT
A
, artigo 129.º CPT
A
e artigo 132.º CPT
A
.
A
cresce o regime processual urgente do contencioso pré-contratual, previstos nos artigos 100.º e seguintes CPT
A
.
 
 
Considerando os aspectos referidos, importa assim distinguir entreo conceito de
acto
 
a
d
ministrativo
 
para
 
efeitos
 
substantivos
e oconceito de
acto
 
a
d
ministrativo
 
para
 
efeitos
 
contenciosos
.
A
estepropósito, podemos identificar duas tradições históricas diferentes:
 
o
 
Em primeiro lugar, uma concepção ampla de actoadministrativo, inspirada na figura do negócio jurídico e deorientação francesa, por Maurice Hauriou, que entende oacto administrativo para efeitos substantivos como uma
«
declaração de vontade unilateral, dotada de efeitos jurídicosinternos ou externos, emitida por uma autoridadeadministrativa, no exercício dos seus poderes de autoridade.»
 
A
esta concepção ampla de acto administrativo para efeitossubstantivos, a doutrina francesa contrapõe um conceitorestrito de acto administrativo para efeitos contenciosos, quedesigna por
«
decisão executória»
e que se caracteriza poruma
«
declaração de vontade produtora de efeitos jurídicos,de carácter não necessariamente regulador, datada deexecutoriedade.»;
 
o
 
Em segundo lugar, a esta orientação francesa opõe-se adoutrina alemã e austríaca (por
O
tto Mayer) inspirada nafigura de sentença judicial. Para esta doutrina, o actoadministrativo para efeitos substantivos identifica-se com oacto administrativo para efeitos contenciosos, definindo-seem sentido estrito, como
«
a definição do Direito aplicável auma situação individual e concreta, constituindo, modificandoou extinguindo relações jurídico-administrativas oudeterminar a situação jurídico-administrativa de uma coisa»
 (
carácter
 
regula
d
or
). Para além destes aspectos, este actoadministrativo em sentido estrito é necessariamente dotadode eficácia jurídica externa e, por isso, contém a sentença
 
recorrível, além de que poderá apenas ser praticado porentes públicos no exercício dos seus poderes de autoridade;
 
o
 
N
a doutrina italiana, coexistem uma concepção ampla,tributária da orientação francesa, com uma concepçãoestrita, inspirada na orientação alemã e austríaca de actoadministrativo, com predomínio para as concepções deorientação francesa.
A
este propósito, Giannini e Sandullidistinguem entre
«
atto amministrativo»
, que é um actoadministrativo instrumental e acessório, e
«
 provvedimento»
,que é o verdadeiro acto administrativo e que configura comoum acto administrativo unilateral, inovador e produtor deefeitos jurídicos externos numa situação individual econcreta, constituindo, modificando ou extinguindo relações jurídico-administrativas ou modificando a situação jurídica deum bem (carácter regulador).
 
D
outrina
 
portuguesa
 
 
Entre nós, a orientação francesa é seguida pela Escolade Lisboa (Marcello Caetano, Diogo Freitas do
A
maral,Marcelo Rebelo de Sousa, Vasco Pereira da Silva),distinguindo, assim, um conceito amplo de actoadministrativo para efeitos substantivos de umconceito estrito de actos administrativos para efeitoscontenciosos, que esta Escola começou por definir comreferência à
d
efinitivi
d
a
d
e
 
material
, à
d
efinitivi
d
a
d
e
 
vertical
e à
d
efinitivi
d
a
d
e
h
orizontal
(
tripla
 d
efinitivi
d
a
d
e)
, às quais acresce a
executorie
d
a
d
e
d
o
 
acto
.
O
ra, se a definitividade vertical se traduz naexigência de interposição (apresentação) de recursohierárquico necessário no caso de o acto praticado oter sido pelo subalterno no exercício de umacompetência concorrencial como superior hierárquico; já a definitividade horizontal traduz-se na consideraçãodo acto final do procedimento administrativo como oúnico acto administrativo para efeitos contenciosos, o

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