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Uma História da Razão

Uma História da Razão

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Published by Thomaz Masseran
Fichamento de Metodologia do Trabalho Científico em Direito. Referência bibliográfica consta no trabalho.
Fichamento de Metodologia do Trabalho Científico em Direito. Referência bibliográfica consta no trabalho.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁSETOR DE CIÊNCIAS JURÍDICASMETODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO EM DIREITO
Ficha de leitura e análise da obra
µ¶Uma História da Razão¶¶ 
 Referência: CHÂTELET, François. Uma história da Razão: entrevistas com Émile Noël.Prefácio, Jean-Toussaint Desanti; tradução, Lucy Magalhães; revisão Carlos NelsonCoutinho. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.Aluno: Thomaz Erick Masseran ± 1° DiurnoGRR 20115026
1.
 
Relatório
Pode-se falar em uma invenção da razão. Isso é o que diz François Châtelet. Essa forma de pensamento surgiu na Grécia Clássica, e teve sucesso esplêndido. A razão certamente é muitomais desenvolvida pelos filósofos, mas, segundo Karl Marx, esses agentes nada fazem paratransformar o mundo. Bobagem, na concepção de Châtelet. Para ele, esses estudiosostransformaram o mundo. As idéias acabaram se concretizando e, para visualizar melhor isso, basta lembrarmos a democracia ateniense. µ¶Na democracia, a palavra vai impor-se, e quemdominar a palavra dominará a cidade¶¶ (p. 16), somente isso já mostra o poder dos filósofos.É, portanto, preciso saber argumentar, e aí entram em cena os mestres, que ensinam essadestreza (sofistas que, etimologicamente, quer dizer µ¶intelectual que sabe falar¶¶).O pensamento sofístico poderia ser chamado de progressista, embora na concepção grega nãohaja a idéia de evolução; a sociedade repete sempre o mesmo ciclo. Nisso, enquadra-seSócrates que, a seu modo, é um sofista. Seu trabalho é falar com seus concidadãos, e para issonada cobra. Châtelet levanta uma questão muito interessante acerca dos debates socráticos.Para o antigo filósofo é preciso saber para quê determinado fato serve, o que se quer e o quese pretende, necessita-se saber o µ¶conceito¶¶. Somente depois se pode responder determinada pergunta. Certamente, todo esse tecnicismo de Sócrates o levou à ruína. Passou a ser odiado pelos cidadãos de Atenas, o que acabou o levando à morte. Surge, então, a filosofia platônica.Platão, assim como Sócrates, procurava realizar as perguntas, mas queria também fornecer respostas. E, seguindo os sofistas, valorizava a palavra. A filosofia platônica é, sem dúvida,uma filosofia que tenta explicar as pequenas e grandes coisas, que parte de perguntas simples.
 
Esse diálogo, de que se ocupa essa ciência, é a dialética. É certo que isso produzirá os tãovalorizados conceitos (tal como o da universalidade). Os discursos são construídos dentro dascomunidades e, segundo François Châtelet, é tão meticuloso que acaba convencendo a todos.E isso é um problema, uma vez que µ¶perguntas que são feitas nunca são inocentes¶¶. Percebe-se, então, que as palavras são de grande importância para os filósofos e aí entra a grandequestão da filosofia: o que fazer quando o discurso não interessa a alguém? Châtelet explicaque nesse momento o agente enunciador deve retrucar e argumentar com o ouvinte, levando-oa acreditar na veracidade do fato.Émile Noël agora toma um rumo diferente em suas perguntas. Levanta a questão dascivilizações que precederam a Grécia antiga, tais como o Egito que influenciou em demasiaaquela civilização. Châtelet explica, então, que se deve evitar um ocidentalismo excessivo. Écerto que a sabedoria desses povos é de grande importância, mas foram os gregos que deramorigem ao
ogos
(a razão), e essa nova forma que foi determinante no desenvolvimento dasciências, bem como a concepção do
 ser.
Os filósofos estão sempre em busca da verdade, e isso só cabe a eles, uma vez que a opiniãoda maioria e o discurso de autoridade não são fontes dela. É por isso que tentam desenvolver um discurso universal, capaz de julgar todos os outros discursos, por mais responsabilidadeessa tarefa exija. Châtelet diz que por mais totalitário que pareça, não o é. Razão e liberdadedevem estar sempre juntas, embora em alguns casos a filosofia possa servir de uminstrumento totalitário nas mãos de alguns políticos.É válido lembrar que µ¶os grandes pensadores apenas formalizam o que os povos inventam¶¶(p. 33). A idéia de que o discurso traz à tona a verdade e a transparência, fundamentada no
ogos
é, portanto, formalizada por Platão.Após a formalização de grande parte da teoria filosófica por esse grande filósofo, Aristótelestoma as rédeas para com o desenvolvimento dessas idéias. Por vários séculos seguintes, é elequem ira guiar o conhecimento. Mas antes de Aristóteles, Platão desenvolveu uma teoriamuito importante para desmistificar a universalidade: a teoria das idéias. Tal teoria serviu paradesenvolver um conhecimento mais exato e sucinto sobre determinado objeto.A hipótese das idéias consiste no extrato da realidade. µ¶Platão acreditava numa realidadeautônoma por trás do mundo dos sentidos. A esta realidade ele deu o nome de mundo dasidéias. Nele estão as imagens padrões, as imagens primordiais, eternas e imutáveis, que
 
encontramos na natureza¶¶ (GAARDER; O Mundo de Sofia). Para compreender esse mundo,necessita-se realizar exercícios mentais. Châtelet explica que as opiniões múltiplas sempre sereferem a supostos fatos que, na maioria das vezes, são produtos das paixões, dos desejos edas circunstâncias. Todos enxergam a realidade como lhes convêm, ao contrário do mundodas idéias, que a apresenta sempre imutável. Isso Platão chamou de
doxa.
Châtelet diz quenão se pode afirmar ser toda filosofia platônica, mas certamente sua teoria é o ponto de partida para o pensamento de muitas outras.Para atingir o a essência o homem utiliza a µ¶psykh궶 (alma). Assim como é capaz de perceber o mundo das aparências, também o é de compreender as Ideias através do discurso.Por isso a filosofia também é pedagógica, uma vez que conduz-nos da ignorância aoconhecimento. Pensando nisso, Platão cria um protótipo da cidade ideal e a educação que seuscidadãos deveriam receber. Trata-se de muitos anos de estudo, em que terminariam após cercade 30 anos. Esses intelectuais conseguirão enxergar as essências imutáveis e suas articulações.Esses pensamentos serão mais tarde contestados por Aristóteles.Aristóteles exerceu grande influência após Platão, mesmo havendo rompido com este. Fundouo Liceu, escola para filósofos e desenvolveu outros métodos. Fazia uma crítica ao pensamento platônico uma vez que esse limitava o entender da filosofia. Aristóteles buscava um saber que pudesse ser compreendido por mais pessoas, é preciso adaptá-lo às exigências deste mundo. Ofilósofo procurou fazer para entender, bem como eliminar o discurso dúbio herdado de seusancestrais. Mais do que isso, µ¶introduz uma constante circulação entre a essência e aaparência¶¶ (p. 45). No entanto, salienta que se deve tomar cuidado para não confundir essência e aparência. Deve-se sempre verificar a validade dos discursos filosóficos e éexatamente isso que diferencia o pensamento aristotélico do platônico. O trabalho deAristóteles será construir um texto inteligível que torna o ser transparente e que permiteconstruir saberes e realizar ações as mais sensatas possíveis. Noël questiona Châtelet acerca das origens do pensamento esotérico em Platão, uma vez queesse afirma ser uma confusão o mundo inteligível com o mundo real. Como já se sabe, boa parte do conhecimento grego pode ter sido herdada dos egípcios, e é nesse ponto que umdesses mitos de origem pode ter ganhado relevância. Platão deseja, então, fazer uma viagemno tempo e retomar as origens. Mas não é isso o que Aristóteles propõe, e sim manter asestruturas principais da cidade, mantê-la tal como é. Para ele, a essência está em todas as

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