2011.07.08
MARIA ELVIRA PIRES-TEIXEIRA
Lima: uma familia especial
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oi através do nosso jornal que soube da reunião de convívioda família Lima na quinta do nosso colaborador Victor Ca-moezas e da sua esposa Adília Lima, em Figueiró dos Vinhos, promovido pelo seu filho, também nosso colaborador, PauloCamoezas. Todos os encontros de famílias me deixam emo-cionada mas este, deixou-me particularmente feliz, por vários motivos.Esta família é um exemplo de empenho na união, na luta pelo melhor para os seus e no afecto que sentem uns pelos outros. Contavammeus pais que os seus sobrinhos (João Lima e Aldara) eram um casalmuito amigo que moravam ao lado de suas famílias. Um dia, engor-daram um pequeno porco para fazerem a matança para o governo dacasa, mantido em salgadeira. Chegado o dia, estavam tão contentesque resolveram convidar a família, que já era muito numerosa. Comoera de prever, o porco foi-se todo e nem sequer chegou a roçar asalgadeira…Vejo esta família com uma aura muito iluminada parecendo ter vindoao mundo com a missão de transmitir o seu talento no universo daarte, atingindo várias gerações. As pessoas mais antigas devemrecordar-se do Fernando Lima que fazia maravilhas com o seu trompetecomo, por exemplo, na canção do cauteleiro. Muitas vezes, estava atocar na filarmónica mas, às tantas, lá ia com o seu trompete, afastando-se. Passado um tempo começava a ouvir-se o som da sua trompetecomo se fosse magia, entoando pelas redondezas e quebrando o mo-mento de silêncio que o espanto impunha. Também o Manuel Limatocava maravilhosamente, muitas vezes eram melodias nostálgicasque ele compunha. A sua humildade não deixava que ele se deixasseconhecer como era merecido. Talvez a D. Nenita ainda tenha trabalhosdele… E há pintores, cantores e artesãos, enfim, uma alegria.Uma das irmãs de meu pai Castela casou com um Lima e, assim,tenho a felicidade e a honra de ter um vínculo familiar.Os meus parabéns ao Paulo Camoezas pela sua iniciativa. Esta vidaé tão curta, por isso, há que tirar proveito do que temos de melhor,começando pela família.
F
Alucinações Fraudulentas
por Bernardo Ramos Gonçalves
o som de Antonio Vivaldi (The Four Seasons) respiro fundo,caminho com máxima destreza, sorrio com verdade para todos osque se vão cruzando no meu caminho, felicito actos nobres repletosde unicidade e troco olhares com quem não é capaz de se sentir indiferente com a minha presença na encenação mais afortunada,a vida. Cheiro os malmequeres dispersos pelos terrenos baldios que divisama cidade do maravilhoso campo, onde o homem ainda consegue respeitar a beleza da Mãe Natureza.Ganho asas ao ver aqueles pequenos seres voadores que complementamo céu com a sua presença. Vagueio sobre a cidade, paro num semáforo paraestudar o comportamento apaziguante do ser humano, o stress com que vivem,a falta de perícia com que caminham sobre as passadeiras, o desprezo com quematam qualquer princípio cívico. Rio-me com perversidade por saber que emtempos ousei em ser Homem.Hoje não sou Homem. Hoje, sou positivista, sou um pássaro que voa porque sabe que as suas asas desenham no céu liberdade.
A
alucinacoesfraudulentas
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Deixei de serhomem
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Hoje, sou positivista.