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Analisa a funcionalidade e aplicabilidade do Videomonitoramento no campo da Segurança Pública no Estado do Espírito Santo, cujo objetivo da instalação das câmeras de vigilância se verifica nos discursos produzidos em torno dos alarmantes índices de criminalidade verificados no Estado. Porém, para um estudo um pouco mais aprofundado acerca da utilização dessa tecnologia aplicada no combate ao crime, foi necessário dissertar sobre o surgimento das civilizações, o seu modelo de organização ao longo das eras, o modo de convivência entre os povos antigos até os dias atuais, o surgimento dos Estados Soberanos e o aparecimento do Constitucionalismo, entre outros fatores; para se chegar à raiz do problema da insegurança e os meios tecnológicos utilizados para a sua coibição. Nesse ínterim, partiu-se para uma contribuição teórica, fundamental para se entender a dinâmica desses modernos mecanismos de vigilância e sua abrangência na intervenção na paisagem social, utilizando-se de conceitos mais que preciosos do panóptico na vigilância contemporânea. Alguns caminhos tomados, como as entrevistas registradas com autoridades responsáveis pela implantação dessa ferramenta tecnológica e, mais exatamente, as visitas aos locais de monitoramento proporcionaram uma dinâmica altamente favorável ao desenvolvimento dessa produção científica na medida em que se contrastou a análise teórica com a atividade de monitoramento eletrônico in loco. Foram analisados dados estatísticos de Serra e de Vitória, a partir do banco de dados da SESP, comparando-se com períodos anteriores aos da instalação das câmeras, onde se notou uma eficácia desse moderno meio de predição e prevenção nos espaços em que elas se encontram. Essa pequena amostra analisada foi determinante para se averiguar que o Videomonitoramento é uma ferramenta eficiente e encontra eficácia na medida em que está em uníssono com as demais ferramentas empregadas pela Segurança Pública e, principalmente, não substitui o emprego do homem enquanto profissional de segurança pública, ocorrendo uma imbricação entre o homem e a máquina. Comprovadamente atesta-se que o simples emprego desse avançado aparato tecnológico não pode estar sustentado em uma visão anacrônica de aplicação de políticas públicas de segurança, e sim deve ser planejado de forma a agregar outras ações que visem a redução da violência e da criminalidade.
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