Read without ads and support Scribd by becoming a Scribd Premium Reader.
 
Versão traduzida e disponibilizada pelo pessoal do Orkut -Luna In The Sky With Diamonds
Formatada por Kazinha do bloghttp://vidacorridademulher.blogspot.com/ 
 
Capítulo IEu não gosto de jaulas.Eu nem mesmo gosto de ir a zoológicos. A primeira vez em que eu fui a um, euquase tive um ataque claustrofóbico olhando para aqueles pobres animais. Eu nãoconseguia imaginar qualquer criatura vivendo daquele jeito. Algumas vezes eu até mesmome sentia mal pelos criminosos, condenados a viver numa cela. Eu certamente nuncatinha imaginado passar a minha vida em uma.Mas ultimamente, a vida parecia estar me colocando em situações que eu nuncaesperara, porque cá estava eu, trancafiada.
―Hey!‖ eu gritei, agarrando as barras de aço que me isolavam do mundo. ―Por 
quanto tempo eu terei que ficar aqui? Quando é o meu julgamento? Você não pode me
manter nesse calabouço pra sempre!‖
 Tá, isso não era exatamente um calabouço, não no sentido escuro, cheio decorrentes. Eu estava dentro de uma pequena cela com paredes planas, um piso plano, ebem... tudo plano. Imaculado. Estéril. Frio. Na verdade, era mais depressivo do quequalquer calabouço mofado que eu podia imaginar. As barras na entrada eram friascontra minha pele, duras e inflexíveis. Luzes fluorescentes faziam o metal brilhar num jeitoque pareceu desagradável e irritante para os meus olhos. Eu podia ver o ombro de umhomem parado rigidamente no lado da entrada da cela e sabia que provavelmente haviamais quatro guardiões no corredor fora da minha vista. Eu também sabia que nenhumdeles ia me responder, mas aquilo não me impediu de continuar exigindo respostas delesconstantemente pelos últimos dois dias.Quando o silencio usual veio, eu suspirei e afundei novamente na cama estreita nocanto da cela. Como qualquer outra coisa na minha nova casa, a pequena cama era semcor e rígida. É. Eu realmente estava começando a desejar que eu estivesse numcalabouço de verdade. Ratos e teias de aranha teriam, ao menos, me dado algo paraassistir. Eu encarei o teto e imediatamente tive o desorientador sentimento que sempretinha aqui: que o teto e as paredes iam se fechar contra mim. Como se eu não pudesserespirar. Como se as laterais da cela fossem continuar vindo até mim até que nãosobrasse mais espaço, sugando todo o ar...Eu sentei abruptamente, arfando. Não olhe para o teto e as paredes, Rose, brigueicomigo mesma. Ao invés, eu olhei para minhas mãos entrelaçadas e tentei imaginar comofoi que eu me meti nessa bagunça.A resposta inicial era obvia: alguém me enquadrou por um crime que eu não cometi.E não era um crime pequeno. Era assassinato. Eles tiveram a audácia de me acusar domaior crime que um Moroi ou dhampir poderiam cometer. Agora, isso não é dizer que eununca havia matado antes. Eu já matei. Eu também já cumpri minha cota de quebra deregras (e até mesmo da lei). Assassinato a sangue frio, porém, não estava no meurepertorio. Especialmente não o assassinato de uma rainha.Era verdade que a Rainha Tatiana não era uma amiga minha. Ela foi a fria ecalculista governante dos Moroi
 –
uma raça de vampiros vivos e usuários de mágica quenão matavam vitimas por sangue. Tatiana e eu tivemos uma relação dura por um numerode razoes. Uma era eu namorando seu sobrinho-neto, Adrian. O outro era minhadesaprovação de suas políticas para combater os Strigoi
 –
os maus, vampiros mortosvivos que perseguiam a todos nós. Tatiana me enganou muitas vezes, mas eu nunca aquis morta. Porém, aparentemente, alguém quis, e eles deixaram uma trilha de evidenciasligadas diretamente a mim, a pior eram minhas digitais por toda a estaca que matouTatiana. É claro, era minha estaca, então naturalmente teria minhas digitais. Ninguémpareceu achar que isso era relevante.Eu suspirei novamente e tirei do meu bolso um pequeno e amassado pedaço depapel. Meu único material de leitura. Eu o apertei na minha mão, sem a necessidade de
 
olhar para as palavras. Faz tempo que eu as memorizei. O conteúdo da nota me fezquestionar o que eu sabia sobre a Tatiana. Fez-me questionar muitas coisas.Frustrada com meus arredores, eu escorreguei deles para os de outra pessoa:minha melhor amiga Lissa. Lissa era uma Moroi, e nós dividimos um laço psíquico, umque me permite ir até sua mente e ver o mundo através de seus olhos. Todos os Moroidominavam um tipo de elemento mágico. O da Lissa era o Espírito, um elemento ligado àpsique e poderes de cura. Era raro entre os Moroi, que normalmente usavam elementosfísicos, e nós mal entendemos suas habilidades
 –
que eram incríveis. Ela usou o espíritopara me trazer de volta dos mortos alguns anos atrás, e foi isso que formou nosso laço.Estar em sua mente me libertava da minha jaula, mas oferecia pouca ajuda parameu problema. Lissa tem trabalhado duro para provar minha inocência, desde que ouviuque todas as evidencias estavam contra mim. Minha estaca ter sido usada noassassinado foi apenas o começo. Meus oponentes foram rápidos em lembrar a todossobre meu antagonismo para com a rainha e até mesmo encontraram uma testemunhapara testemunhar sobre meu paradeiro durante o assassinato. O testemunho me deixousem um álibi. O Conselho decidiu que havia evidencias o bastante para me mandar paraum julgamento completo
 –
onde eu receberia meu veredicto.Lissa tem tentado desesperadamente conseguir a atenção das pessoas e asconvencer de que foi um engano. Ela estava tendo problemas em encontrar alguém queouvisse porque toda a Corte Real Moroi estava consumida com os preparativos para oelaborado funeral de Tatiana. A morte de um monarca era uma coisa grande. Moroi edhampirs
 –
meio vampiros como eu
 –
viriam de todo o mundo para ver o espetáculo.Comida, flores, decorações, até mesmo músicos... tudo o que for possível. Se a Tatianativesse se casado, eu duvidava que o evento tivesse sido tão elaborado. Com tamanhaatividade e barulho, ninguém se importava sobre mim agora. Até onde as pessoas sabiam,eu estava seguramente encarcerada e incapacitada de matar novamente. O assassino daTatiana foi encontrado. A justiça foi feita. Caso encerrado.Antes que eu pudesse ter uma visão clara dos arredores da Lissa, um barulho nacadeia me puxou de volta para minha própria cabeça. Alguém havia entrado na área eestava falando com os guardas, pedindo para me ver. Era meu primeiro visitante em dias.Meu coração disparou, e eu voltei para as grades, esperando que fosse alguém que mediria que isso tinha sido um terrível engano.Meu visitante não era exatamente quem eu esperava.
―Pai,‖ eu disse cansada. ―O que você está fazendo aqui?‖
 Abe Mazur estava em pé diante de mim. Como sempre, ele era um espetáculo paraos olhos. Estávamos no meio do verão
 –
quente e úmido, vendo que estávamos no meioda Pensilvânia rural
 –
mas isso não o impediu de usar um terno completo. Era um ternochamativo, perfeitamente costurado e adornado com uma gravata de seda roxa brilhante,combinando com um cachecol que apenas parecia ser exagero. Jóias douradas brilhavamcontra o arroxeado de sua pele, e ele parecia ter aparado recente sua barba preta curta.Abe era um Moroi, e mesmo que ele não fosse da realeza, ele tinha influencia o bastantepara ser.Ele também era meu pai.
―Eu sou o seu advogado,‖ ele disse alegremente. ―Estou aqui pra te dar assessoria jurídica, é claro.‖
 
―Você não é um advogado,‖ eu o lembrei. ―E o seu ultimo conselho não funcionoutão bem.‖ Isso era maldade da m
inha parte. Abe
 –
mesmo não tendo treinamento legal
 –
 me defendeu na minha audição. Obviamente, desde que eu estou trancafiada e seguindopara um julgamento, o êxito disso não tem sido muito bom. Mas, em toda a minha solidão,eu acabei percebendo que ele estava certo sobre uma coisa. Nenhum advogado, nãoimporta quão bom, poderia ter me salvado na audição. Eu tinha que lhe dar crédito por terinvestido numa causa perdida, considerando nossa relação rudimentar, eu ainda não
Search History:
Searching...
Result 00 of 00
00 results for result for
  • p.
  • Notes
    Load more