Avalia
çã
o de Desempenho 360 graus
A avalia
çã
o 360º graus, segundo artigo publicado no jornal El Global, deMadrid, Espanha, em 22.10.2001,
é
um sistema de avalia
çã
o em que se valorizam aconduta, habilidade e compet
ê
ncias dos indiv
í
duos e se est
á
orientado aodesenvolvimento de compet
ê
ncias, permitindo encontrar os elementos que o ajudem aincrementar e melhorar o desempenho de suas tarefas.No artigo “Cres
ç
a com o FeedBack 360º”, de Eliane Pelegrino Veloso,esta ferramenta tem por objetivo dar a conhecer a uma determinada pessoa o que seuchefe, subordinados, colegas, clientes internos e mesmo os externos pensam a seurespeito.A avalia
çã
o 360º
é
baseada na suposi
çã
o que as observa
çõ
es das fontesm
ú
ltiplas produzem nos resultados para avaliar o comportamento dos empregados,servindo para acompanhar o gerenciamento do desempenho, o planejamento desucess
ã
o, o desenvolvimento da lideran
ç
a e de ger
ê
ncia, a medida dos comportamentos edas percep
çõ
es, esfor
ç
os organizacionais na mudan
ç
a e avalia
çã
o cultural geral.Para Reis (2000), um dos poucos livros no idioma portugu
ê
s sobre oassunto, avalia
çã
o 360º graus trata-se de uma t
é
cnica na qual os participantes doprograma recebem simultaneamente feedbacks estruturados de seus superiores, pares,subordinados e outras pessoas da comunidade com a qual interagem, que tem por objetivocontribuir para o desenvolvimento de comportamentos e habilidades de lideran
ç
ademandados pela organiza
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o que a utiliza.Percebe-se nas reda
çõ
es acima que um programa de avalia
çã
o 360ºapresenta diversas opini
õ
es, mas que todas remetem a um caminho onde a melhoria dodesempenho ser
á
o objetivo final, melhoria esta que trar
á
resultados para a organiza
çã
o epara o indiv
í
duo, criando-se com isto uma parceria entre empresa e empregado, mediantea co-responsabilidade pela busca do aprimoramento tanto em aspectos como lideran
ç
a,comunica
çã
o, relacionamento intra e extra organizacional.
Principais for
ç
as propulsoras:
A avalia
çã
o 360º nos remete ao movimento das rela
çõ
es humanas dosanos 50 e 60 e
à
pr
á
tica do desenvolvimento organizacional, onde um dos instrumentosera o feedback, que utiliza question
á
rios para avaliar e identificar discrep
â
ncias entrepercep
çõ
es de determinados grupos, buscando solu
çõ
es de melhoria.Lepsinger e Lucia (1997), apud. Reis (2000), ressaltam que, a partir dad
é
cada de 50, duas id
é
ias centrais passaram a orientar o conte
ú
do e a forma do feedbackrecebido pelas pessoas nas organiza
çõ
es. Por um lado, a administra
çã
o por objetivosajudou a formalizar e focar o processo de feedback; por outro, pesquisas na
á
rea demotiva
çã
o e satisfa
çã
o no trabalho estabeleceram rela
çã
o entre feedback recebido eprodutividade/satisfa
çã
o com o trabalho. Essas tend
ê
ncias impulsionaram pr
á
ticas dereuni
õ
es de feedback de desempenho, envolvendo superior e empregado.Hackman e Oldham (1975), apud Reis (2000), propuseram um modeloque pode interferir na motiva
çã
o e no desempenho de quem o executa. O modelopressup
õ
e um diagn
ó
stico que utiliza cinco dimens
õ
es: diversidade de habilidade,identidade da tarefa, significado da tarefa, autonomia e feedback.Entre os anos 60 e 70, experi
ê
ncias com feedback em empresas tiveramcomo principal preocupa
çã
o melhorar a precis
ã
o do feedback e a amplitude das1