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O que é cláusula pétrea

O que é cláusula pétrea

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07/26/2011

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O que é cláusula pétrea?"
As chamadas "cusulas treas" representam umaimportante conquista para o direito e para a democracia noBrasil. Para o direito, porque simbolizam segurança ecerteza jurídicas; para a democracia, porque consagramvaliosas normas sobre a participação e a organização políticas. Mas pouco se conhece, entre o povo, o que sejamas cláusulas pétreas e seu significado para a ordem jurídica brasileira. Sobre isso vamos conversar.Para se ter uma idéia, a Constituição foi promulgada em 5de outubro de 1988, portanto há quase 19 anos, e hoje jáconta com 53 "emendas constitucionais" (que é o nome que se dá às modificações ao seutexto), ou seja, uma média aproximada de três emendas/ano.Por outro lado, a técnica constitucional é favorável em alguns aspectos. Quer dizer, o textoda nossa Constituição Federal é tido por bastante moderno e louvável, tendo trazidoimportantes instrumentos que, aos poucos vão promovendo o amadurecimento do Estadonesta seara.Um destes valiosos instrumentos é a
CLÁUSULA PÉTREA
que, como o nome sugere,
representa a petrificação de determinados assuntos na constituição federal
. Estesassuntos, uma vez petrificados, tornam-se insuscetíveis de serem excluídos da órbitaconstitucional.
A cláusula pétrea atua, portanto, como verdadeira barreira para a tentativa dereforma da Constituição Federal
. Com ela, o núcleo central do ordenamento jurídico nãosofre ataques com ingerências do Poder Legislativo. Sem ela, a Constituição se tornavulnerável e pode perder completamente o sentido político.
E quais são as cláusulas pétreas?
A Constituição Federal elegeu as cláusulas pétreas no seu Artigo 60, §4º, que diz: Nãohaverá proposta de emenda constitucional tendente a abolir:
1.a forma federativa de estado;2.o voto direto, secreto, universal e periódico;3.a separação dos poderes; e4.os direitos e garantias individuais.
Estes quatro núcleos, ao receberem a chancela "cláusula pétrea", têm o condão de preservar todas as demais normas constitucionais que cuidam, direta ou indiretamente, destesassuntos.Como exemplo, podemos citar o
direito à vida
. Trata-se de direito individual, conformeestabelece o Art. 5º da CF. Está, pois, na condição de
cláusula pétrea
, figurando na quarta proteção acima citada (art. 60, §4º, IV, CF). Assim sendo, não será permitida qualquer 
 
tentativa de abolição do direito à vida, seja através da instituição de pena de morte paracriminosos civis, ou da eutanásia, do aborto etc.
 Aqui, é importante destacar, nós sabemos que estes exemplos, apesar de válidos, são polêmicos, porém bastantes explicativos para o que estamos apresentando. Sobre estestemas específicos podemos conversar numa outra oportunidade.
Observem que o próprio Artigo 60, §4º é considerado, indiretamente, também uma cláusula pétrea e não pode ser suprimido. Ou seja, ele não pode ser objeto de uma proposta deemenda constitucional, o que seria considerado uma burla ao sistema constitucional, atravésdo que os especialistas chamam de "dupla revisão", que funciona da seguinte forma:
 Num primeiro momento, propõe-se uma emenda para suprimir o artigo que traz asmatérias arroladas como cláusulas pétreas (no Brasil, art. 60, §4º, CF).
Em seguida, propõe-se uma segunda emenda com o objetivo de, como no exemplocitado, abolir o direito à vida, que agora não mais estaria rotulado como "cláusula pétrea".Seria possível eliminar as cláusulas pétreas através da substituição de toda a Constituição,mas tal possibilidade só ocorre em circunstância de verdadeira revolução, em situações deextrema gravidade nacional, como se deu com a promulgação da Constituição vigente, a partir da dissolução do regime militar.Desta forma, sendo as cláusulas pétreas permanentes, a Constituição Federal preserva um pequeno grande núcleo, promovendo certa estabilidade para garantir o desenvolvimento jurídico, inclusive através de outras vias - sociais, políticas, econômicas etc.Trata-se de
garantia
, não só para o indivíduo, mas para afirmação do próprio Estado deDireito, sendo a pedra angular de uma grande construção democrática.
 
CLÁUSULAS PÉTREAS
Introdução
:A Constituição é o conjunto de regras gerais de um Estado que o estruturam, que especificam o seu funcionamento e organização. Contudo,quando estas regras não o respeitadas podem acarretar danos ao Estado e chegar a extremos, como guerras civis.Os Doutrinadores mais antigos classificam uma constituição em rígida, semi- flexível e flexível. A Constituição Federal Brasileira atual é rígida.As Constituições rígidas, são aquelas nas quais para que ocorra determinada alteração é necessário que se faça a observação de um criteriosoprocedimento previsto na própria Constituição. Ex: a Constituição Brasileira Atual.Uma Constituição rígida caracteriza-se sobretudo pela forma como esta deve ser revista, com maior ou menor grau de requisitos e pressupostospara que possa haver uma revisão constitucional.As alterações nas Constituições são necessárias porque o direito está em constante evolução devendo o direito positivado acompanhar estamudança, porém estas mudanças devem respeitar a ordem jurídica existente, do contrário colocaria em risco a segurança do OrdenamentoJurídico.Tem-se também as Constituições semi-flexíveis, que se dividem em duas partes. Na primeira parte segue-se um procedimento rígido, mas nasegunda parte segue-se um procedimento flexível onde a alteração do Texto Constitucional segue a sistemática das Leis Ordinárias. Ex:Constituição Brasileira de 1824.E ainda, as constituições flexíveis, que o aquelas Constituões que o alteradas pelo rito das Leis Ordinárias.As Constituições escritas são criadas ou alteradas através do Poder Constituinte. Sendo assim, o Poder Constituinte é o poder de criar uma novaConstituição e com isso um novo Estado, ou então, alterar um texto existente conforme as necessidades.A este respeito há duas correntes, a dos Positivistas, que entendem que o Poder Constituinte é um poder de fato, ou seja, o Direito só existequando está no Ordenamento Jurídico, senão não tem eficácia.E a dos Jusnaturalistas, para qual o Poder Constituinte é um poder de direito, ou seja, há algo supra legal, leis naturais, divinas que não precisamestar no Ordenamento Jurídico, estão acima do texto legal, por ex, os Direitos Humanos.O Poder Constituinte surgiu na Inglaterra para criar uma Constituição nova, restringindo o poder de Reis e Barões em benefício da maioria pobre.Este poder pertence a cada cidadão, que por sua vez delega este poder a outrem através do voto. Deste modo, o exercício desse poder é feitopelos Parlamentares em nome do povo.Pode-se dividir o Poder Constituinte em duas espécies, que são, o Originário e o Derivado.O Originário tem por finalidade criar um novo dispositivo constitucional, ou seja, uma nova Constituição, um novo Estado. Este Poder Originário éilimitado, não sofre limites, pois quando se cria uma nova Constituição não se impõem limites para que esta possa criar o que desejar, um novoEstado, novas regras, não se impõem condições ao novo texto. E a partir do momento em que o novo texto surgir, ele vinculará todas as normas,tudo ficará vinculado a ele, será a última palavra.Ao ser instalada uma nova Assembléia Nacional Constituinte, com o escopo de criar uma nova Carta, esta possui poderes ilimitados, podendoversar sobre quaisquer assuntos.Para os Jusnaturalistas e os Internacionalistas, a nova Constituição sofre sim limites e restrições, pois deve respeito aos Direitos Humanos por ser uma regra supra legal. Mesmo que não estejam escritos, devem ser reconhecidos.Para os Internacionalistas, mesmo havendo uma nova Constituição, se o país houver firmado Tratado com outro país, o Tratado deve ser respeitado, por ex: o Tratado de Viena, o país acaba ficando condicionado a estes Tratados.Em relação ao Poder Constituinte Derivado, pode-se dizer que é aquele que altera a Constituição já criada, seja acrescentando, seja suprimindodispositivos. Este poder é limitado pelo próprio Poder Constituinte Originário, basicamente de duas formas: o processo legislativo necessário paraa Emenda Constitucional e as Cláusulas Pétreas, que são alguns dispositivos que não podem ser suprimidos. É o caso da pena de morte, umalimitação imposta ao Poder Constituinte Derivado pelo Poder Constituinte Originário.Conforme já ressaltado, o Poder Constituinte Derivado expressa-se por meio de Emendas Constitucionais, que seguem o procedimento previstopelo Poder Constituinte Originário, o de 4 votações, duas em cada Casa Legislativa, quorúm de 3/5 para aprovação em cada votação.O Poder Constituinte Derivado pode ser classificado em Reformador, quando se refere à alteração do Texto Constitucional, e em Decorrente, queé o conferido a cada Estado-Membro de uma federão, para que se auto-organize, criando sua Constituão Estadual.O Poder Decorrente, foi o Poder Constituinte destinado pelo Poder Constituinte Originário aos Estados-Membros para que estes criassem as suasConstituições Estaduais, conforme estebelece o art. 11, da Constituição Federal. Este poder Decorrente é limitado, condicionado e subordinado.O Poder Constituinte Decorrente é apenas o poder que os Estados-Membros através das Assembléias Legislativas têm de elaborar as suasConstituições Estaduais, que deverão obedecer aos limites da Constituição Federal.Importante salientar que, não se aplica aos Municípios o Poder Decorrente, pois a Constituição, não quis incluí-los. E ainda, a Lei Orgânica domunicípio antes de respeitar a Constituição Federal deverá respeitar a Constituição do Estado.O Poder Constituinte Derivado encontra limitações materiais, denominadas cláusulas pétreas e limitações formais, ou ainda processuais. O meroProjeto de Lei de Emenda a Constituição Federal que ofenda as cláusulas pétreas já seria inconstitucional e, por isso, sequer poderia ser admitidaa discussão no Congresso.Portanto, cláusulas pétreas são normas que o Poder Constituinte Originário entendeu que deveriam ter um tratamento especial, devido suaimportância para a manutenção do Estado, definindo que estas cláusulas não podem ser sequer passivas de proposta de alteração tendentes aaboli-las pelo Poder Constituinte Derivado, trata-se de uma limitação material ao novo Constituinte.

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