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Perséfone Entre os Espaços

Perséfone Entre os Espaços

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Published by Noeliza Lima
Este artigo fala da mulher atual, suas buscas e caminhos. Pretende-se apresentar o mito de Perséfone como a deusa criativa, sensível, intuitiva, cuidadora , características associadas a busca da mulher pós feminista, em seus espaços. Na introdução conta-se o mito de Perséfone, para logo mais revê-la na leitura de psicologia do gênero.
Este artigo fala da mulher atual, suas buscas e caminhos. Pretende-se apresentar o mito de Perséfone como a deusa criativa, sensível, intuitiva, cuidadora , características associadas a busca da mulher pós feminista, em seus espaços. Na introdução conta-se o mito de Perséfone, para logo mais revê-la na leitura de psicologia do gênero.

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Published by: Noeliza Lima on Sep 18, 2008
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03/05/2014

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Revista TESSERACT - http://tesseract.sites.uol.com.brEdição 2006ISSN 1519-2415PERSÉFONE (A MULHER ENTRE OS ESPAÇOS)NOELIZA LIMA (ngroupsy@yahoo.com)...[...]...É chegado o momento da visita ao oráculo,o momento em que Deméter confronta Zeus.É a hora de passar as demandas do privado para o público:O tempo em que Perséfone vai visitar Demétere, juntas, preparam a colheita...[...]...(Noeliza Lima, versos do poema Tempo Sem Tempo)Este artigo fala da mulher atual, suas buscas e caminhos. Pretende-se apresentar omito de Perséfone como a deusa criativa, sensível, intuitiva, cuidadora ,características associadas a busca da mulher pós feminista, em seus espaços. Naintrodução conta-se o mito de Perséfone, para logo mais revê-la na leitura depsicologia do gênero.'Ligada diretamente à fertilidade da terra cultivada, Deméter é uma antiquíssimadeusa-mãe cuja origem deve remontar, no mínimo, ao Neolítico. [...]. Em Homero,ela já aparece diretamente associada ao trigo (Il. 13.322).Para os gregos, ela erafilha dos titãs Crono e Réia, nascida logo depois de Héstia, e portanto irmã deZeus, Hera, Posídon e Hades. Deméter está associada principalmente à história dorapto de Perséfone. Certo dia, Hades se apaixonou pela jovem Perséfone e, com aconivência de Zeus raptou-a enquanto brincava com as ninfas e levou-a para seureino subterrâneo. Alertada por um grito da filha, Deméter começou a procurá-lapor todo o mundo, com um archote aceso em cada mão. Após vários dias de buscaencontrou Hécate, que ouvira Perséfone gritar mas não vira quem a levara; Hélio,porém, que tudo vê, revelou a identidade do raptor... Enfurecida Deméter recusou-se a voltar ao Olimpo sem a filha querida e a exercer suas funções divinas.Assumiu o aspecto de uma velha e pôs-se a serviço de Céleo, rei de Elêusis, queencarregou-a de cuidar do jovem Triptólemo, seu filho. Deméter afeiçoou-se aomenino e tentou torná-lo imortal, colocando-o periodicamente no fogo. Surpreendidaporém numa das "sessões de imortalização" pela assustada Metanira, mãe do menino,não pôde completar o processo. Revelou-se então aos assustados reis e confiou aTriptólemo a tarefa de espalhar pelo mundo a cultura do trigo. Enquanto isso aterra permanecia estéril, pois sem Deméter nada do que era plantado crescia.Perturbada a ordem natural, Zeus teve de intervir junto a Hades para libertarPerséfone e aplacar a mãe enfurecida. Perséfone, entretanto, já desfrutara dahospitalidade de Hades e comera uma romã — o que a associava permanentemente aoreino subterrâneo — e os deuses envolvidos tiveram de negociar. Perséfone tornou-se esposa de Hades, e rainha dos mortos; Deméter reassumiu suas tarefas divinas;e, a cada primavera, Perséfone deixava Hades e se reunia com a mãe, no Olimpo,para que nessa época a terra cultivada desse seus frutos. Desde a Antigüidade essemito era visto como uma alegoria: Perséfone era o grão semeado, colocado embaixoda terra para se desenvolver e despontar durante a primavera sob a forma de novosfrutos...Perséfone, em seu reino, exerce o papel de Senhora dos Mistérios da Vida e daMorte. É ela quem recebe os mortos no mundo espiritual, formando com Hades umaunião de trabalho, além de afetiva. É uma ligação que alimenta a ambos. Perséfonefoi uma boa filha. Talvez este relacionamento com a mãe Deméter a tenha preparado
 
para respeitar outras mulheres. Filha da natureza, caminha tranqüilamente noprivado e público. Faz alianças com outras mulheres. Como exemplo cita-se suadisposição amigável em ajudar Psyché dando-lhe a caixa da Beleza Eterna conformeAfrodite havia pedido. Também com os homens se comporta assertivamente. Hérculesem uma de suas tarefas lhe pede ajuda e ela presta seu concurso cedendo-lheCérbero, o cão de guarda dos Infernos.Traçando um paralelo com as mulheres de hoje, qual seria o segredo da majestade dePerséfone? Como consegue ela se impor e exercer seus direitos de rainha peranteHades? A impressão que o mito traz é que seu companheiro não sente receio de cederseu espaço de trabalho. Pode-se aventar a possibilidade de que Hades, conhecedorda necessidade que tem da contribuição de Perséfone e de seu valor enquantopessoa, a deixa em liberdade para exercer sua identidade. Outro fato é quePerséfone não conheceu homens. Chegou virgem ao casamento, no sentido deexperiências psíquicas anteriores com o sexo masculino. Sendo filha da natureza,tendo o sentido de semente, ao lhe for dado o cuidado necessário, floresce.Sobressai nesta reflexão o fato de que se a mulher recebe o cuidado e o tratonecessário, pode reconhecer-se como ser inteiro, e produzir. Assim, torna-seimportante a figura do companheiro como: ou propiciador da regressão, ou comopropiciador da maturidade (Diel,1999)Perséfone e Deméter são uma representação só. São a imersão no psíquico e no real.Representam a vida criativa, a expressão do ser perante si mesmo e o mundo, aabertura e o fechamento, a permissão e a interdição. No momento em que Perséfoneestá com a mãe, a natureza se renova. Quando ela está com Hades, a naturezaadormece.Estes movimentos tais como ir e vir, afastar-se e aproximar-se, entre outrasaparentes oposições, representam aqui a caminhada humana: o retirar-se paraplanejar e se refazer, e o ato de se atirar no mundo, realizando os projetoselaborados no adormecer das estações.Levando-se esta análise para o mundo, percebem-se os grupos de trabalho demulheres, como espaços de Deméter, de reflexão e elaboração de estratégias. Aomesmo tempo de intensa participação no público, que constituem os encontros ereuniões extras, onde semeiam a idéia da livre expressão feminina, trabalham emsuas especialidades, auxiliam outros grupos de cidadania.Estas mulheres simbolizam Perséfone, e se exteriorizam tanto no espaço privadocomo no espaço público.Entretanto a coisa não é tão bonita quanto parece. A mulher ao sair do privadopara o público contesta toda uma cultura preconceituosa. Segundo Skinner (1970)qualquer comportamento para se manter necessita ser reforçado. Uma vez que amulher é punida ao se expor, em violência aberta ou sutil, poderá aumentar seusdanos psicológicos e/ou físicos. Toda mulher sente isto, e pode se recusar a ir emfrente. Ela estagna. Deméter também parou em um primeiro momento, ao verificar quenão achava a filha. Deprimiu-se, ficou velha e feia.A mulher quando desiste, mesmo por pouco tempo, sente esta morte de alma. Adepressão na meia idade assemelha-se bastante a este estado de inanição afetiva.Um paralelo pode ser traçado em relação a mulheres em casamentos infelizes, quenão satisfazem a sua fome de espírito. Também se sentem feias, sem saída. A mulherem sendo programada para o casamento de fantasia, romântico, muitas vezes prende-se nesta armadilha. Casos clínicos também fornecem tais dados, independente degênero e sexualidade.

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