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A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI

A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI

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Análise sobre a Lei 12.411/11, que cria o novo tipo societário denominado Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI, com críticas a questões relevantes.
Análise sobre a Lei 12.411/11, que cria o novo tipo societário denominado Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI, com críticas a questões relevantes.

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Categories:Types, Business/Law
Published by: Elcio Augusto Antoniazi on Jul 27, 2011
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Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1597, cj. 701 - Jardim Paulistano, CEP 01452-917 - São Paulo/SPTel. (55) (11): 2361-9022 / Fax. 2361-9122 www.ctalaw.com.br
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A EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADAEIRELI.
Por
Elcio Augusto Antoniazi 
Com certo atraso em relação a outros países importantes no cenário econômicomundial, a partir da entrada em vigor da Lei n.º 12.441 de 11 de julho de 2011, o Brasilpassa a contar com um novo tipo empresarial em seu ordenamento jurídicopossibilitando o desenvolvimento da atividade empresária por uma única pessoa, comseparação patrimonial: a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada –
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.Até o surgimento da
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, os únicos meios possíveis de desenvolvimento deatividade empresária por uma só pessoa eram: i) a figura do Empresário Individual,prevista no art. 966 e seguintes do Código Civil, modalidade na qual não há separaçãopatrimonial, respondendo o sócio com seu patrimônio pessoal pelos riscos do negócio; ii)a subsidiária integral, prevista no art. 251 da lei 6.404/76 (Lei das S.A.), que éobrigatoriamente uma sociedade por ações, e pode ter como acionista apenas umasociedade brasileira, não admitindo assim que pessoa física seja titular de suas ações;ou iii) no caso da sociedade limitada, esta pode ter apenas um sócio em caráterprovisório por um período de até 180 dias, conforme o que determina o art. 1.033,inciso IV do Código Civil.Analisando as possibilidades acima mencionadas, verificamos que a únicapossibilidade que a pessoa física tinha para o desenvolvimento de atividade empresáriasem um sócio seria por meio do registro de Empresário, o que não permite a separaçãode patrimônio específico, respondendo seu titular com todo o seu patrimônio pelo riscodo negócio, o que acaba sendo um desestímulo. Para driblar as limitações legais, o quese vê hoje é a constituição de muitas sociedades empresárias limitadas nas quais apenasum dos sócios possui praticamente a totalidade das quotas, sendo este o únicoefetivamente interessado no desenvolvimento do negócio e um outro sócio apenasfigurativo, muitas vezes com apenas uma quota e que sequer tem conhecimento do quese passa na empresa.A possibilidade de constituição da
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, portanto, tende a reduzir o número deempresas com composição societária simulada e ainda incentivar o empreendedorismopela possibilidade do empresário poder limitar seu risco, comprometendo apenas ocapital destacado para a atividade. Porém, esse novo tipo empresarial trazcaracterísticas peculiares próprias não presentes em qualquer outro tipo, em especialcom relação à exigência de capital mínimo e totalmente integralizado para a suaconstituição.O caput do novo art. 980-A do Código Civil, prevê a obrigação de que o capitalsocial mínimo da
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seja não inferior a 100 vezes o menor salário mínimo vigenteno país, devendo ainda estar totalmente integralizado no momento de sua constituição.Aqui cabe a primeira grande crítica à nova legislação, pois, em uma primeira análise,esta vinculação do capital social ao valor do salário mínimo vigente no país afronta
 
 
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1597, cj. 701 - Jardim Paulistano, CEP 01452-917 - São Paulo/SPTel. (55) (11): 2361-9022 / Fax. 2361-9122 www.ctalaw.com.br
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diretamente o trecho final do inciso IV do art. 7º da Constituição Federal. Isto por que,referido texto veda a vinculação do salário mínimo para qualquer fim, ou seja, suautilização para indexação ou referência. Nas palavras do ministro Marco Aurélio, doSupremo Tribunal Federal, “
A razão de ser da parte final do inciso IV do artigo 7º daCarta Federal - "...vedada a vinculação para qualquer fim;" - é evitar que interessesestranhos aos versados na norma constitucional venham a ter influência na fixação dovalor mínimo a ser observado
” (RE n° 236958 AgR / ES - AG. REG. NO RECURSOEXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, publ. 08/10/1999 e RE 197072 /SC - SANTA CATARINA. Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, publ. 08/06/2001).À medida que o entendimento da suprema corte de nosso país sobre o dispositivoconstitucional é o de que não pode haver vinculação ao salário mínimo, para garantirque não haja qualquer influência na fixação de seu valor, a previsão do capital mínimode 100 vezes o salário pode ser vista como inconstitucional.Superada a questão da constitucionalidade da norma, ainda em relação a essafixação do capital mínimo para a constituição da
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, apesar de não expressoclaramente na lei, entendo que tal correspondência deva existir apenas no momento daconstituição da sociedade, não sendo o empresário obrigado a atualizá-lo ao longo dotempo, em decorrência da alteração do valor do salário mínimo. Pois bem, aqui cabeentão a reflexão sobre qual o objetivo dessa necessidade. Isso por que, no cenárioeconômico atual, com baixos índices de inflação, não haverá variação significativa noperíodo de um ano, mas se por exemplo transportarmos a situação a um cenáriodiferente, como o que ocorreu no fim da década de 80 e início da década de 90, uma
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constituída em janeiro de 1989 teria o capital mínimo obrigatório de NCZ$6.390,00, enquanto uma constituída em janeiro de 1990 teria o capital mínimo de NCZ$128.395,00, ou seja, vinte vezes maior. Desta forma, ainda que não desejemos, nem aomenos imaginemos a volta da inflação aos patamares vistos duas décadas atrás, nãopode a lei ignorar essa hipótese que não deixa de ser real.Uma última observação a ser feita em relação ao capital social na
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, é quea lei prevê, diferente do disposto em relação aos demais tipos societários,expressamente, a previsão de que essa será constituída com o capital social mínimodevidamente integralizado, não podendo portanto ser feita apenas a subscrição eprevendo um prazo para a integralização, o que poderá muitas vezes inviabilizar suaconstituição por pequenos empreendedores que muitas vezes não terão os atuais R$54.500,00 necessários.Tratando agora da limitação da responsabilidade, podemos indicar este como oprincipal ponto de incentivo ao empreendedorismo, uma vez que diferente do que seaplica hoje ao Empresário Individual, o patrimônio da
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não se confunde com o doempresário. O texto original do projeto de lei trazia uma proteção ainda maior aopatrimônio do empresário, no § 4º do art. 980-A, cuja redação era:
Somente opatrimônio social da empresa responderá pelas dívidas da empresa individual deresponsabilidade limitada, não se confundindo em qualquer situação com o patrimônioda pessoa natural que a constitui, conforme descrito em sua declaração anual de bensentregue ao órgão competente
. Este parágrafo foi vetado, sob o argumento de que aexpressão “
em qualquer situação
” poderia gerar divergências com relação à aplicação

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