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Revista de divulgaçãotécnico-científica do ICPGVol. 1 n. 4 - jan.-mar./2004ISSN 1415-6396
RELACIONAMENTO INTERPESSOALNAS ORGANIZAÇÕES
Andreza Aparecida de SouzaPaulo Ramos
Curso de Especialização em Gestão de Empresas de Comércio e Serviços
Resumo
 Este artigo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa bibliográfica com o intuito de identificar os fatores favoráveis àmanutenção de um bom nível de relação interpessoal, perpassando as organizações, clima organizacional e motivação.Observando que as organizações são compostas por pessoas, consideramos que, para um bom andamento do trabalho e umaboa produção, é necessário que as pessoas estejam bem colocadas na organização, com oportunidades de crescimento e, principalmente, com felicidade, sendo esta empírica e inerente a cada pessoa
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1. INTRODUÇÃO
A empresa constitui o ambiente dentro do qual as pes-soas trabalham e vivem as maiores partes de suas vidas. Nes-se contexto, as pessoas dão algo de si e esperam algo emtroca, seja a curto ou longo prazo. A maneira como esse ambi-ente é moldado e estruturado influencia a qualidade de vidadas pessoas. Mais do que isso: influencia o próprio compor-tamento e os objetivos pessoais de cada ser humano. E isso,conseqüentemente, afeta o próprio funcionamento da empre-sa.As empresas são unidades que visam atingir determi-nados objetivos específicos. A sua razão de ser e de existir éservir a esses objetivos. Um objetivo pode ser definido comouma situação desejada que a empresa almeja alcançar. É umameta, um alvo, uma pretensão. Quando o objetivo é atingido,deixa de ser uma situação almejada para tornar-se uma situa-ção real. Para isso, é preciso um clima organizacional favorá-vel.Clima organizacional constitui o meio interno da orga-nização, a atmosfera psicológica em cada organização. O cli-ma organizacional é o ambiente humano dentro do qual aspessoas de uma organização fazem o trabalho. O clima podese referir ao ambiente dentro de um departamento, de umafábrica ou de uma empresa inteira. O clima não pode ser toca-do ou visualizado, mas pode ser percebido psicologicamenteou por meio das relações interpessoais e da motivação para otrabalho.O termo clima organizacional refere-se especificamenteàs propriedades motivacionais do ambiente interno de umaorganização, ou seja, àqueles aspectos internos da organiza-ção que levam à provocação de diferentes espécies de moti-vação nos seus participantes.Constitui a qualidade ou propriedade do ambienteorganizacional aquilo que é apercebido ou experimentado pe-los participantes da empresa e que influencia o seu comporta-mento. Assim, o clima organizacional é favorável quando pro-porciona satisfação das necessidades pessoais dos partici-pantes, produzindo elevação do moral interno. É desfavorávelquando proporciona frustração daquelas necessidades.
2. O HOMEM: SER SOCIAL
O homem é um ser naturalmente social que vive emgrupos, os quais, por sua vez, constituem as organizações.Segundo Chiavenato (1989, p. 18), “[...] é difícil separar aspessoas das organizações, e vice-versa [...]”.As organizaçõesfazem-se presentes na sociedade e na singularidade de cadapessoa: estão na escola, no trabalho, na igreja e na vida soci-al, tendo em vista que o homem depende direta ou indireta-mente delas.A primeira justificativa para a existência das organiza-ções é: para se alcançar metas na sociedade a organizaçãonecessariamente carece de um grupo de pessoas que a coor-dene.O ser humano é eminentemente social: ele não vive iso-lado, mas em contínua interação com seus semelhantes. Nasinterações humanas, ambas as partes envolvem-se mutuamen-te, uma influenciando a atitude que a outra irá tomar, e vice-versa. Devido às suas limitações individuais, os seres huma-nos são obrigados a cooperarem uns com os outros, forman-do organizações para alcançar seus objetivos. A organizaçãoé um sistema de atividades conscientemente coordenadas deduas ou mais pessoas. A cooperação entre elas é essencialpara a existência da organização (CHIAVENATO, 1993, p. 20).De qualquer forma, não podemos perder de vista queuma organização sem pessoas não teria sentido. Uma fábricasem pessoas pára; um computador sem uma pessoa é inútil.“Em sua essência, as organizações têm sua origem nas pesso-as, o trabalho é processado por pessoas e o produto de seutrabalho destina-se às pessoas” (LUCENA, 1990, p. 52).Neste sentido, Chiavenato (1989) fala que a integraçãoentre indivíduos na organização é importante porque viabilizaum clima de cooperação, fazendo com que atinjam determina-dos objetivos juntos.
 
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Vol. 1 n. 4 - jan.-mar./2004ISSN 1415-6396Revista de divulgaçãotécnico-científica do ICPG
2.1. AS ORGANIZAÇÕES SÃO EMPRESASA história das organizações é tão antiga quanto a his-tória do homem. Gibson (1981) nos fala que, com o passar dotempo, as pessoas foram se reunindo para alcançar determina-das metas: primeiro, em tribos; depois, em famílias, passandoa unidades políticas mais sofisticadas. Desde os mais remo-tos tempos, a civilização se organizou, embora esses esforçosnão tivessem nomes formais.Segundo Gibson (1981), qualquer que seja a meta (ob-tenção de lucro, educação, religião, saúde), as organizaçõescaracterizam-se por um comportamento voltado para determi-nado objetivo ou meta. Neste sentido, a ação conjunta deindivíduos verifica-se para atingir estes objetivos de modomais eficaz e eficiente.As pessoas trazem para dentro das organizações algu-mas características singulares, como tipo de personalidade enecessidades; enfim, um conjunto de expectativas, e cadauma delas é afetada distintamente pelos diferentes proble-mas.As organizações influenciam a sociedade e vice-versa,funcionando como um sistema de retroalimentação.Por envolver um conjunto de pessoal, basicamente, aorganização utiliza como princípios o planejar, organizar, diri-gir e controlar. Estes princípios tendem a facilitar o desenvol-vimento organizacional segundo a racionalidade administrati-va.Conforme Hall (1984), as organizações com centraliza-ção de poder carecem de maior autonomia nas tomadas dedecisões. Com esta centralização de poder pode haver umadiscrepância de critérios e valores pelo restrito grau de auto-nomia por parte de seus administradores locais. No entanto,há algumas vantagens para a organização com este tipo deadministração no que concerne à uniformidade de diretrizes enormas e a um maior aproveitamento dos profissionais de altoescalão.Fatores ambientais colaboram para a qualidade de tra-balho, pois quanto maior for a preocupação com o fator huma-no nas organizações, mais elevado será o resultado.Enfim,se houver investimento no desenvolvimento humano de to-das as pessoas da empresa, as relações interpessoais saudá-veis resultarão em um ambiente favorável onde todos possamdeixar fluir suas potencialidades.Para Lucena (1990), a complexidade e as condições va-riáveis dos ambientes, além da tecnologia, estão balançandoas bases tradicionais da organização do trabalho, pois é ne-cessária nova visão ampliada e integrada da realidade desta e,inevitavelmente, uma reflexão das relações entre trabalho eprodutividade.O mundo do trabalho se estrutura com horário, salário,décimo terceiro, férias remuneradas, descanso semanal, etc.,que foram conquistas trabalhistas usufruídas de um empregoformal. De um lado, o patrão, empregador que paga e manda; ede outro, o empregado que faz e obedece. Tudo isso entrouem crise quando ficou caro demais manter um funcionário den-tro dos padrões preestabelecidos e pouco producentes, já queo salário é garantido e a produção nem sempre. Depende davontade, do caráter, da motivação de uma pessoa que se sen-tia segura, amparada pelas leis.Surgiram diversas idéias de reestruturação das relaçõestrabalhistas, como por exemplo, o franqueamento, as coopera-tivas, as terceirizações, havendo comprometimento, mas semvínculo empregatício direto, sem encargos sociais que one-ram tanto o produto. As relações de trabalho estão diferentesporque o mercado exige mais esperteza, mais velocidade, maiscriatividade e, para atender à demanda, é preciso que as duaspartes se unam e se empenhem. Não há mais espaço para queapenas uma pense e a outra execute. Os valores, aos poucos,mudam, e o empregado está sentindo o gosto de participar, dearriscar, de ganhar mais e de sobreviver a tantas mudanças.Para Chiavenato (1993), todo e qualquer indivíduo temseu próprio referencial que age como filtro codificador,reciclando as informações. Assim, cada indivíduo utiliza umconjunto próprio de definições que permite interpretar seusambientes externo e interno, servindo-se deles para organizarsuas experiências de vida cotidiana.2.2. RELAÇÕES NA EMPRESA: FRUTOS DA COMUNICA-ÇÃOA comunicação não é feita só por meio de palavras,mas também de gestos, expressões e tonalidade de voz que,nem sempre, coincidem com o que a mensagem pretende trans-mitir.Segundo Katz e Kahn (apud HALL, 1984, p. 137), a co-municação descendente conta com cinco elementos prioritáriosque compõem o processo, ora facilitando, ora dificultando: ainstrução da tarefa, a fundamentação lógica de acordo com afilosofia de cada uma, a informação propriamente dita, ofeedback em relação ao desempenho dos indivíduos e as ten-tativas de doutrinar os subordinados a se envolverem emoci-onalmente em seu trabalho.Pessoas do mesmo nível hierárquico tendem a compar-tilhar de características comuns, tornando a comunicação maisviável. Desenvolvem uma resposta coletiva para o mundo queas cerca. Quando a comunicação atravessa os níveis, é preci-so que sejam traduzidas as mensagens. Por mais que as pes-soas conheçam outros níveis, as tarefas, os conteúdos e asintenções variam de nível para nível. As relações são facil-mente afetadas quando, por exemplo, um emissor é intimado,sendo que, imediatamente, a comunicação deixa de fluir.E per-dendo-se o conteúdo, a intenção se compromete também.“A diferença de status, os diferentes modelosperceptivos, a atração sexual [...] podem ingressar no quadroe levar distorções daquilo que está sendo enviado e recebi-do” (HALL, 1984, p. 133). Até mesmo as experiências de vidafazem com que as pessoas vejam as mesmas situações porângulos totalmente distintos, colaborando para minar a comu-nicação.As estruturas organizacionais, conforme Chiavenato(1989), tendem a evoluir para processos de utilização de infor-mações devido à variedade da extensão e sofisticaçãotecnológica. De acordo com Katz (apud HALL, 1984, p. 132),“as comunicações, troca de informações e transmissão de sig-nificados – são a própria essência de um sistema social ou deuma organização”.Davis (apud CHIAVENATO, 1993, p. 80)define a comunicação como “o processo da passar informa-ção e compreensão de uma pessoa para outra”.
 
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2.3. TRABALHO EM EQUIPEEm decorrência de vários fatores, o mais forte deles, aglobalização, que gera concorrência nos mercados interno eexterno, as empresas sentem cada vez mais necessidade deunir as forças. Assim como os países se fortalecem em blocos,as pessoas têm de aprender a trabalhar em equipe.Ressaltamos a importância da matéria-prima humana,dos recursos humanos que as empresas detêm. Umas aprovei-tam o potencial de cada funcionário, e outras preferem gastarcom equipamentos, pois o retorno realmente é mais imediato,podendo, contudo, imediatamente também ser ultrapassado,enquanto que as pessoas são tesouros perenes.Quando se fala em motivação, não dá para deixar depensar em participação, pois este é um fator importante paraque as pessoas “vistam a camisa da empresa”. Assim como ospaíses isolados têm suas limitações, as pessoas isoladas tam-bém. Portanto, participar já sugere incluir-se onde há outraspessoas.Trabalhar em equipe está sendo a preocupação de vári-as empresas que perceberam que há mais rapidez, qualidade elucratividade quando há um time batalhando junto. Trabalharem equipe pode ser comparado com um time de futebol, ondetodos sabem as suas parte, mas participam do todo; não háperdedor ou ganhador; todos ganham ou todos perdem. Quan-do alguém acerta, todos vibram. Todos têm o mesmo objetivoe sabem exatamente para onde vão. Todos conhecem os valo-res e as limitações de cada um e tentam supri-las. Todos reco-nhecem nas diferenças individuais uma colaboração, um acrés-cimo, e percebem que não há razão para criticar ou sentir-sehumilhado.Naturalmente que, em uma sociedade como a nossa,em que fomos educados para competir uns com os outros,para trabalharmos, estudarmos sem pedir ajuda ou sem auxili-ar, fica difícil vencer a individualidade. Faz-se necessário umtrabalho intenso de conscientização que demora um tempopara ser assimilado, pois passa pelo autoconhecimento, pelaauto-aceitação da limitação do outro, pela humildade de admi-tir que um precisa do outro e, também, pelo desenvolvimentoda competência de cada um. As diferenças, as várias habilida-des é que enriquecem a equipe; as forças estão na soma daspartes, que é o todo.Se as pessoas são bem “trabalhadas” para tal, logoconstatarão por si mesmas que dividem as vitórias, mas tam-bém dividem as derrotas; que é mais divertido, mais criativo,pois cada um, dando tudo de si, chega mais próximo da perfei-ção. O homem vai ter que assumir o compromisso de aperfei-çoar as relações sociais. É uma questão de sobrevivência.Respeitar as diferenças, as multiculturas, cada vez mais próxi-mas, e saber falar com clareza as línguas do mundo.2.4. UM BOM AMBIENTE DE TRABALHOA qualidade de vida do indivíduo fora da empresa é umfator essencial para beneficiar o ambiente profissional, tendoem vista o reflexo desse componente e a expansão desse sen-timento de bem-estar para o todo. Partindo-se desse pressu-posto, podemos agregar inúmeros fatores externos e própriosdo ambiente profissional que prejudicam o bom convívio. En-tre eles, podemos destacar:falta de comando gerando inseguranças e incertezascom relação ao papel e meta de cada um;•falta de organização gerando retrabalho eimprodutividade;ineficiência de uma boa comunicação ocasionandoimensos ruídos;ausência do espírito de equipe que deve haver entreas pessoas para fazer com que a sinergia entre elas e astarefas sejam realizadas com eficiência e eficácia;aspectos físicos ambientais, como:-má iluminação,-ruídos e-falta de espaço.Em toda organização é essencial o comando, tanto emrelação ao gerente geral quanto ao líder de equipe. Em relaçãoao gerente geral, este deve subdividir as tarefas para cadaárea, impedindo que os funcionários atuem em completa liber-dade, mas incentivando o desenvolver de idéias práticas, paraque as tarefas não se realizem ao acaso e originem produçãopequena e de má qualidade. No que se refere ao líder, sendoeste uma pessoa que tem o poder de união e de disseminar oclima de confiança entre a equipe, conseguirá melhores resul-tados com a execução das tarefas.O relacionamento profissional deve ser o mais traba-lhado pela empresa, em especial a relação chefe-subordinado.Um regime ditatorial acaba com todas as iniciativas para se terum bom ambiente de trabalho. A atuação em grupo com a ge-rência participativa deve existir em todas as empresas, umavez que oferecem uma melhor resolução de problemas queaparecem no dia-a-dia.É relevante citar que, para um bom resultado do traba-lho em equipe, deve haver um sentimento de confiança para,assim, criar um clima amistoso e um melhor diálogo. No traba-lho em equipe, é muito difícil lidar com várias personalidadesao mesmo tempo, quando algumas insistem em complicar ascoisas por falta de equilíbrio emocional, pela competição, pelainsegurança ou pelo desânimo. Infelizmente, existem pessoasque fazem do trabalho um sofrimento e acham que isso deveser para todos, fazendo com que o grupo perca harmonia econsidere tudo realmente muito difícil.Outro fato importante a ressaltar é a globalização e asnovas tecnologias que trouxeram uma nova forma de relacio-namento entre as empresas e as pessoas. O profissional tevede se adaptar a essas mudanças, vivendo um dia-a-dia de muitadisputa, mercado de trabalho competitivo e pressõescorporativas cada vez maiores. Esse ambiente competitivo gerao canibalismo dentro das equipes; cada indivíduo foca seusesforços numa tentativa de ascensão e promoção pessoal.Fofocas, individualismo e falhas na comunicação interna difi-cultam os relacionamentos, tornando a função do gerente fun-damental, pois, cada vez mais, ele tem de exercer uma lideran-ça e conduzir as pessoas para o objetivo comum: o sucesso daorganização.Além de todos estes pontos, a empresa deve darenfoque aos aspectos físicos ambientais. A empresa não deve

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