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NBR 10004 - Resíduos sólidos

NBR 10004 - Resíduos sólidos

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1 Objetivo
1.1
Esta Norma classifica os resíduos sólidos quanto aosseus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pú-blica, para que estes resíduos possam ter manuseio edestinação adequados.
Nota:Os resíduos radioativos não são objeto desta Norma,pois são de competência exclusiva da Comissão Nacio-nal de Energia Nuclear.
2 Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:NBR 10005 - Lixiviação de resíduos - ProcedimentoNBR 10006 - Solubilização de resíduos - Procedi-mentoNBR 10007 - Amostragem de resíduos - Procedi-mentoASTM D 93 - Flash point by pensky martens closedtesterNACE TM-01-69 - Laboratory corrosion testing ofmetals for the process industries - Test method
Copyright © 1987,ABNT–Associação Brasileira deNormas TécnicasPrinted in Brazil/ Impresso no BrasilTodos os direitos reservadosSede:Rio de JaneiroAv. Treze de Maio, 13 - 28º andarCEP 20003-900 - Caixa Postal 1680Rio de Janeiro - RJTel.: PABX (021) 210-3122Fax: (021) 220-1762/220-6436Endereço Telegráfico:NORMATÉCNICA
ABNT-AssociaçãoBrasileira deNormas Técnicas
NBR 10004
SET 1987
Resíduos sólidos
Palavras-chave:Resíduo. Resíduo sólido48 páginasOrigem: ABNT- 01:063.02-001/1986CEET - Comissão de Estudo Especial Temporária de Meio AmbienteCE-01.603.02 - Comissão de Estudo de Amostragem, Ensaios e Classificaçãode Resíduos IndustriaisClassificação
3 Definições
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definiçõesde 3.1 a 3.5.
3.1 Resíduos sólidos
Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultamde atividades da comunidade de origem: industrial, do-méstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e devarrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos prove-nientes de sistemas de tratamento de água, aqueles ge-rados em equipamentos e instalações de controle de po-luição, bem como determinados líquidos cujas particulari-dades tornem inviável o seu lançamento na rede públicade esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso so-luções técnica e economicamente inviáveis em face àmelhor tecnologia disponível.
3.2 Periculosidade de um resíduo
Característica apresentada por um resíduo, que, em fun-ção de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, pode apresentar:a)risco à saúde pública, provocando ou acentuan-do, de forma significativa, um aumento de mortali-dade ou incidência de doenças; e/oub)riscos ao meio ambiente, quando o resíduo é ma-nuseado ou destinado de forma inadequada.
Cópia não autorizada
 
 
2NBR 10004/1987
3.3 DL
50
(oral, ratos)
Dose letal para 50% da população dos ratos testadosquando administrados por via oral.
3.4 CL
50
(concentração letal 50)
Concentração de uma substância que, quando adminis-trada por via respiratória, acarreta a morte de 50% dapopulação exposta.
3.5 DL
50
(dérmica, coelhos)
Dose letal para 50% da população de coelhos testadosquando administrados em contato com a pele.
4 Classes dos resíduos
Para os efeitos desta Norma, os resíduos são classifica-dos em:a) resíduos classe I - perigosos;b) resíduos classe II - não-inertes;c) resíduos classe III - inertes.
Nota:Quando as características de um resíduo não puderemser determinadas nos termos desta Norma, por motivostécnicos ou econômicos, a classificação deste resíduocaberá aos órgãos estaduais ou federais de controle dapoluição e preservação ambiental.
4.1 Resíduos classe I - Perigosos
São aqueles que apresentam periculosidade, conformedefinido anteriormente, ou uma das características se-guintes.
4.1.1 Inflamabilidade
Um resíduo será caracterizado como inflamável (códigode identificação D001) se uma amostra representativa,dele obtida conforme a NBR 10007, apresentar qualqueruma das seguintes propriedades:a)ser líquida e ter ponto de fulgor inferior a 60°C,determinado conforme ASTM D 93, excetuando-se as soluções aquosas com menos de 24% deálcool em volume;b)não ser líquida e ser capaz de, sob condições detemperatura e pressão de 25°C e 0,1 MPa (1 atm),produzir fogo por fricção, absorção de umidadeou por alterações químicas espontâneas e, quan-do inflamada, queimar vigorosa e persistentemen-te, dificultando a extinção do fogo;c)ser um oxidante definido como substância quepode liberar oxigênio e, como resultado, estimu-lar a combustão e aumentar a intensidade do fogoem outro material.
4.1.2 Corrosividade
Um resíduo é caracterizado como corrosivo (código deidentificação D002) se uma amostra representativa, deleobtida segundo a NBR 10007, apresentar uma das se-guintes propriedades:a)ser aquosa e apresentar pH inferior ou igual a 2,ou superior ou igual a 12,5;b)ser líquida e corroer o aço (SAE 1020) a uma ra-zão maior que 6,35 mm ao ano, a uma temperatu-ra de 55°C, de acordo com o método NACE(National Association Corrosion Engineers)TM-01-69 ou equivalente.
4.1.3 Reatividade
Um resíduo é caracterizado como reativo (código de iden-tificação D003) se uma amostra representativa, deleobtida segundo a NBR 10007, apresentar uma das se-guintes propriedades:a)ser normalmente instável e reagir de formaviolenta e imediata, sem detonar;b)reagir violentamente com a água;c)formar misturas potencialmente explosivas com aágua;d)gerar gases, vapores e fumos tóxicos em quanti-dades suficientes para provocar danos à saúdeou ao meio ambiente, quando misturados com aágua;e)possuir em sua constituição ânions, cianeto ousulfeto, que possa, por reação, liberar gases, va-pores ou fumos tóxicos em quantidades suficien-tes para colocar em risco a saúde humana ou omeio ambiente;f)ser capaz de produzir reação explosiva ou deto-nante sob a ação de forte estímulo, ação catalíticaou da temperatura em ambientes confinados;g)ser capaz de produzir, prontamente, reação oudecomposição detonante ou explosiva a 25°C e0,1 MPa (1 atm);h)ser explosivo, definido como uma substância fabri-cada para produzir um resultado prático, atravésde explosão ou de efeito pirotécnico, esteja ounão esta substância contida em dispositivo pre-parado para este fim.
4.1.4 Toxicidade
Um resíduo é caracterizado como tóxico se uma amostrarepresentativa, dele obtida segundo a NBR 10007, apre-sentar uma das seguintes propriedades:a)possuir quando testada, uma DL
50
oral para ratosmenor que 50 mg/kg ou CL
50
inalação para ratosmenor que 2 mg/L ou uma DL
50
dérmica paracoelhos menor que 200 mg/kg;b)quando o extrato obtido desta amostra, segundoa NBR 10005, contiverqualquer um dos contami-nantes em concentrações superiores aos valores
Cópia não autorizada
 
NBR 10004/19873
constantes na listagem nº 7 (ver Anexo G). Nestecaso, o resíduo será caracterizado como tóxicoTL (teste de lixiviação, com código de identificaçãoD005 a D029);
Nota:Outros testes de lixiviação podem ser utilizadospara fins de classificação, desde que previamen-te acordados com o órgão estadual de controleambiental.
c)possuir uma ou mais substâncias constantes nalistagem nº 4 (ver Anexo D) e apresentar pericu-losidade. Para avaliação desta periculosidade, de-vem ser considerados os seguintes fatores:-natureza da toxidez apresentada pelo resíduo;-concentração do constituinte no resíduo;-potencial que o constituinte, ou qualquer produ-to tóxico de sua degradação, tem de migrar doresíduo para o ambiente, sob condições impró-prias de manuseio;-persistência do constituinte ou de qualquer pro-duto tóxico de sua degradação;-potencial que o constituinte, ou qualquer produ-to tóxico de sua degradação, tem de se degra-dar em constituintes não perigosos, consideran-do a velocidade em que ocorre a degradação;-extensão em que o constituinte, ou qualquer pro-duto tóxico de sua degradação, é capaz debioacumulação nos ecossistemas;d)ser constituída por restos de embalagens conta-minadas com substâncias da listagem nº 5 (verAnexo E, com códigos de identificação de 001 aP123);e)resíduos de derramamento ou produtos fora deespecificação de qualquer substâncias constan-tes nas listagens números 5 e 6 (ver Anexos E e F,com códigos de identificação de P001 a P123 ou001 a U246).
4.1.5 Patogenicidade4.1.5.1
Um resíduo é caracterizado como patogênico (có-digo de identificação D004) se uma amostra represen-tativa, dele obtida segundo a NBR 10007, contivermicroorganismos ou se suas toxinas forem capazes deproduzir doenças.
4.1.5.2
Não se incluem neste item os resíduos sólidos do-miciliares e aqueles gerados nas estações de tratamentode esgotos domésticos.
Notas:a)Os resíduos reconhecidamente perigosos constamnas listagens nº
s
1 e 2 (ver Anexos A e B).b) Os constituintes perigosos - base para relação dosresíduos e produtos das listagens nº
s
1 e 2 - estãorelacionados no Anexo C.c)Se o gerador de resíduos listados nos Anexos A e Bdemonstrar que o seu resíduo, em particular, nãoapresenta as características de periculosidade con-forme especificada acima, nesse caso o órgão esta-dual de controle ambiental poderá, a seu critério,alterar sua classificação.d)Na listagem nº 9 (ver Anexo I) são apresentadas asconcentrações máximas de poluentes na massa brutade resíduo, que são utilizadas pelo Ministério do MeioAmbiente - França - para classificação de resíduos,Estes valores podem ser usados como parâmetrosindicativos para classificação de um resíduo comoperigoso.e)Não se aplicam testes de lixiviação e/ou de solubi-lização aos resíduos que contenham componentesvoláteis. Para definição da periculosidade de tais re-síduos (com códigos de identificação de C001 aC009), a listagem nº 10 (ver Anexo J) fornece a con-centração mínima para caracterizá-los como perigo-sos.
4.2 Resíduos classe II - Não-inertes
São aqueles que não se enquadram nas classificaçõesde resíduos classe I - perigosos - ou de resíduos classe III- inertes, nos termos desta Norma. Os resíduos classe II -não-inertes - podem ter propriedades, tais como: combus-tibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água.
4.3 Resíduos classe III - Inertes
Quaisquer resíduos que, quando amostrados de formarepresentativa, segundo a NBR 10007, e submetidos aum contato estático ou dinâmico com água destilada oudeionizada, à temperatura ambiente, conforme teste desolubilização, segundo a NBR 10006, não tiverem ne-nhum de seus constituintes solubilizados a concen-tra-ções superiores aos padrões de potabilidade de água,conforme listagem nº 8 (ver Anexo H), excetuando-se ospadrões de aspecto, cor, turbidez e sabor. Como exemplodestes materiais, podem-se citar rochas, tijolos, vidros ecertos plásticos e borrachas que não são decompostosprontamente.
/ANEXO A
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