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Portuguese Translation of "Emerging Powers in Africa

Portuguese Translation of "Emerging Powers in Africa

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Published by David Shinn
Portuguese translation of remarks by David H. Shinn, adjunct professor at George Washington University and former U.S. ambassador to Ethiopia and Burkina Faso, at "Introduction to African Security Issues," hosted by the Africa Center for Strategic Studies, National Defense University, Emerging Powers in Africa: April 22, 2011. Updated June 15, 2011. The English version can be viewed here: http://www.scribd.com/doc/53637585/Emerging-Powers-in-Africa
Portuguese translation of remarks by David H. Shinn, adjunct professor at George Washington University and former U.S. ambassador to Ethiopia and Burkina Faso, at "Introduction to African Security Issues," hosted by the Africa Center for Strategic Studies, National Defense University, Emerging Powers in Africa: April 22, 2011. Updated June 15, 2011. The English version can be viewed here: http://www.scribd.com/doc/53637585/Emerging-Powers-in-Africa

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Poderes Emergentes em África
Centro de Estudos Estratégicos de ÁfricaSeminário de Líderes de Alto Nível National Defense UniversityFort McNair Washington, D.C.15 de Junho de 2011Observações por David H. ShinnProfessor Adjunto na Faculdade Elliott de Assuntos InternacionaisUniversidade George Washington
Introdução
O fim da Guerra Fria resultou no afastamento estratégico dos países ocidentais,incluindo os Estados Unidos, em relação a África. Prosseguiram com as suas relaçõescomerciais, de ajuda e assistência a África, mas assim que desapareceu a ameaça daexpansão comunista o Ocidente começou a olhar para o continente de uma formadiferente. Este facto permitiu uma abertura para que vários países emergentes ampliassemos seus laços com África. À medida que alguns desses países se tornaram fortes do pontode vista económico, substituíram cada vez mais a influência e o envolvimento ocidentais, particularmente em certos países. Esse novo desenvolvimento alterou fundamentalmentea relação entre os 53 países africanos e o resto do mundo.Actualmente, a China é o mais importante interveniente emergente em África.Aliás, a China tornou-se na principal presença não-africana — ocidental ou não — emvários países africanos. Outros países emergentes também estão a expandir rapidamenteas suas actividades no continente. O caso mais notório é a Índia, que tem laços muitoantigos com a África Oriental e a África do Sul. O Brasil, um poder económico emascensão na América Latina, está a investir fortemente em África. A Rússia está deregresso a África a seguir à redução acentuada do seu papel após o colapso da UniãoSoviética e o fim da Guerra Fria. O Irão aumentou o seu envolvimento em quase todo ocontinente. A Turquia e vários estados do Golfo estão a revelar um significativo interesseem África, especialmente no quadrante nordeste do Norte de África. Cuba, após um profundo envolvimento militar durante a Guerra Fria em Angola e na Etiópia, praticamente que se ausentou do continente mas está a regressar lentamente. Mesmo países como o Vietname, que nunca estiveram muito envolvidos em África, estão acomeçar a marcar presença. Limitarei as minhas observações à China, à Índia, ao Brasil,à Rússia, ao Irão, à Turquia e ao Vietname.
China
A China tem uma longa história em África; o país moderno deixou de seconcentrar no apoio aos movimentos africanos de libertação e governos com ideologiassemelhantes na década de 1950 e 1960 para se centrar, em meados da década de 1990,
 
nas alianças comerciais e na colaboração política prática. A China tem quatro interesses principais em África:
Aumentar o acesso à energia, minerais, madeira e produtos agrícolas.
Desenvolver boas relações com todos os países africanos de forma a que possacontar com o seu apoio nos fóruns regionais e internacionais.
Terminar com a presença diplomática oficial da Ilha Formosa (Taiwan) esubstituí-la pelo reconhecimento de Pequim.
Aumentar significativamente as suas exportações à medida que as economiasafricanas se fortalecem e os africanos adquirem maior poder de compra.Ao analisarmos esses quatro interesses em sequência, cerca de um terço dasimportações totais de petróleo da China provêm de África e é importante manter essedado em perspectiva. As importações da China constituem apenas 13 porcento dasexportações totais de petróleo africano, enquanto que os Estados Unidos e a Europaimportam, cada um, cerca de um terço das exportações totais de petróleo de Áfricadevido ao facto da sua procura total ser mais alta. No entanto, a China não estáinteressada apenas no petróleo africano. Importa de África cerca de 90 porcento do seucobalto, 35 porcento do seu magnésio, 30 porcento do seu tântalo e 5 porcento da suamadeira. As importações dessas e de outras matérias-primas de outras partes do mundosustêm a economia chinesa em rápido crescimento. Sem um forte crescimentoeconómico, a actual liderança do Partido Comunista chinês teria dificuldades emcontinuar no poder. A China tem um interesse estratégico a longo prazo nos recursosnaturais de África.Os 53 países de África constituem mais de um quarto dos 192 membros das Nações Unidas. Enquanto que a China detém poder de veto no Conselho de Segurança,África tem três assentos não permanentes no Conselho. África também está bemrepresentada nas organizações que interessam à China, como o Conselho dos DireitosHumanos das Nações Unidas e a Organização Mundial do Comércio. É claro que osafricanos não votam em bloco, mas a China faz todos os esforços para obter o apoio domaior número possível de países africanos a todos os assuntos de interesse para Pequimque surjam nos fóruns internacionais. Em alguns casos, os governos africanos que têm amesma opinião usam os chineses da mesma forma que os chineses os usam, quando, por exemplo, surgem no Conselho dos Direitos Humanos assuntos contenciosos que afectama China ou uma nação africana em particular. Quando a questão do Tibete se tornoucomplicada em 2008, a China pressionou os africanos a ficarem em silêncio ou atémesmo fazerem declarações de apoio. E fizeram-no. Os países africanos podem contar com a China para evitar que sejam levados ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU problemas controversos sobre os direitos humanos em África, e talvez até para apoiá-losquando são criticados pelos países ocidentais.A posição da Formosa em África é mais importante para a China do que a maioriados observadores admite. Pequim nunca recuou da sua insistência na política de “UmaChina”. Igualmente importante, a China nunca se esqueceu do facto de que os estadosafricanos foram fundamentais em 1971 na substituição da Formosa pela RepúblicaPopular da China no Conselho de Segurança da ONU. Apenas quatro países africanos – Suazilândia, Burkina Faso, Gâmbia e São Tomé e Príncipe – ainda mantêm relaçõesdiplomáticas com a Formosa. Em finais de 2008, após a eleição de um novo presidente naFormosa, Taipei e Pequim estabeleceram uma trégua não oficial tendo concordado em2
 
não solicitar activamente aos países que reconheciam um deles para passarem areconhecer o outro.Em 2009, a China ultrapassou os Estados Unidos e tornou-se o mais importante parceiro comercial de África. Manteve esse título em 2010 com um valor comercial totalsituado em US$127.000 milhões; no entanto, apenas cerca de 4 porcento do comérciototal da China é realizado com África, enquanto 10 porcento do comércio africano é coma China. Até 2009, África manteve, em geral, um ligeiro excedente comercial com aChina; em 2009, teve um enorme défice comercial. O mais importante é o facto de severificarem grandes disparidades de país para país. Cerca de 15 exportadores africanos de petróleo e minerais têm enormes excedentes com a China, enquanto que trinta e dois países africanos têm défices significativos. Os países mais pobres de África tendem aregistar os maiores défices comerciais. Cinco países africanos exportadores de petróleo eminérios são responsáveis por 85 porcento das exportações africanas para a China.Apesar destes serem os principais interesses da China em África, não são osúnicos. O investimento estrangeiro está a tornar-se mais importante. O Ocidente ainda éresponsável por cerca de 90 porcento de todo o investimento directo estrangeiro (IDE)em África, mas nos últimos anos a China tem-se revelado mais agressiva do que os paísesocidentais. Actualmente detém pelo menos US$20.000 milhões em investimentos nocontinente, principalmente no sector petrolífero, bancário e de indústrias extractivas; noentanto, este número constitui apenas 4 porcento do IDE da China. Os principaisrecipientes do investimento chinês são a África do Sul, a Nigéria, a Zâmbia, a Argélia e oSudão. As companhias chinesas também se têm revelado mais dispostas a correr riscosem África do que as ocidentais, o que pode ser explicado pelo facto de que a maioria dascompanhias chinesas são controladas pelo estado.Uma das tácticas para o aumento da sua influência em África é um crescente programa de assistência. A China não usa de transparência nas suas estatísticas relativas aassistência e é difícil equiparar a assistência chinesa à definição da OCDE. O programachinês de assistência equivalente à OCDE situou-se nos últimos anos em cerca de US$1,5mil milhões. Um programa particularmente bem-sucedido datado de 1963 é o envio deequipas médicas para países africanos. Até 2009, a China tinha enviado 18.000 profissionais da saúde para 46 países e tratou, segundo diz, 200 milhões de pacientes. AChina também encetou um programa idêntico ao Corpo da Paz (
 Peace Corps
) dosEstados Unidos; está a enviar cerca de 300 voluntários para meia dúzia de paísesafricanos.Enquanto que a prestação de assistência a África por parte da China está aaumentar lentamente, o que chama a atenção são os empréstimos com juros baixosligados a projectos de infra-estruturas implementados por grandes companhias chinesas.Os recipientes devem aceitar a política de “Uma Única China” e são as empresas chinesasque executam os projectos; no entanto, exceptuando a natureza concessionária dosempréstimos, trata-se de transacções comerciais e não de projectos de assistência. Nosúltimos anos, a China disponibilizou, em empréstimos a juros baixos, US$13.000 milhões para Angola, US$9.000 milhões para a República Democrática do Congo (RDC),US$5.000 milhões para o Níger e US$2,5 mil milhões para a Etiópia. O governoangolano paga os empréstimos com o petróleo que envia para a China. O empréstimo daRDC funcionará da mesma forma, mas com minérios. Não se sabe bem como é que aEtiópia pagará o empréstimo uma vez que apenas exporta para a China sementes de3

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