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Monitoramento Público - MOPU - Questões Relevantes - CFTV

Monitoramento Público - MOPU - Questões Relevantes - CFTV

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Conteúdo de Palestra ministrada sobre questões elevantes na aplicação de CFTV no Monitoramento de Cidades e questões relevantes, tais como Privacidade, Intimidade - abordagem simples e objetiva das diferenças entre Video Monitoramento e Big Brother.
Conteúdo de Palestra ministrada sobre questões elevantes na aplicação de CFTV no Monitoramento de Cidades e questões relevantes, tais como Privacidade, Intimidade - abordagem simples e objetiva das diferenças entre Video Monitoramento e Big Brother.

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1
Monitoramento Público -
Questões relevantes.Daniel Coelho
Consultor Jurídico em Sistemas Eletrônicosde Segurança e Monitoramento Público.
daniel_coelho@terra.com.br
Administrar a
coisa pública
, não é uma tarefa fácil. Alegislação atual impõe estreitos limites de contenção de gastos ecrescimento da máquina pública e, sem dúvida, este é um dos fatoresmotivacionais para as cidades, sejam elas de maior ou menor densidadedemográfica a optarem pela aplicação do conceito de
MonitoramentoPúblico -
 
por meio de câmeras.
Atualmente,
 
aquelas com tecnologiaIP
1
nativa são as mais procuradas, face a sua interatividade com aestrutura de rede já existente em várias cidades, se apresentando comoum importante aliado na administração pública.São muitas as questões de
ordem pública
que afligema um município, é notório ter no momento atual o flagelo dainsegurança admoestando nosso país, não ficando restrito às cidadescom grandes regiões urbanas. A utilização dos Circuitos Fechado deTelevisão (CFTV), como ferramenta para maior controle público sobreesta chaga de raízes profundas em nossa sociedade, tem se mostradoaltamente eficaz, em todas as cidades optantes por esta novaferramenta. Não somente na
redução da oportunidade
, mas,fundamentalmente, dando braços longos às ações policiais, permitindoassim, na ponta, maiores índices de efetividade da ação policial, e aofinal, na maior colheita de material probante visando a uma maioraplicação da justiça ao caso concreto.O CFTV não se reduz a simples e mero controle dasegurança, mas a variadas aplicações voltadas a um mesmo objetivo, “servir” ao cidadão. Verifica-se a aplicação em soluções integradas, ondediferentes ocorrências na cidade são tratadas no mesmo “CCO
2
”, sendogeridos pelos órgãos afetos, em “
real time
3
”, permitindo assim, nomínimo, uma economia ao ente público, além da preservação ao bemmaior do “Estado”, o
cidadão
.Sem contar a possibilidade de viabilizar a grandeintegração do Município através de fibra óptica e/ou rádio freqüência -
1
Os protocolos para internet formam o grupo de protocolos de comunicação que implementam a pilha deprotocolos sobre a qual a internet e a maioria das redes comerciais funciona. Eles são algumas vezeschamados de "protocolos TCP/IP", já que os dois protocolos mais importantes desse modelo são: o protocoloTCP -
Transmission Control Protocol
(Protocolo de Controle de Transmissão) - e o IP -
Internet Protocol
 (Protocolo Internet). Esses dois protocolos foram os primeiros a serem definidos
2
CCO – Centro de Controle de Operações.
3
Em tempo real.
 
2
RF, (limitado a visada para envio e recebimento de sinal), ou quiçá atecnologia
Wimax
4
(que ainda aguarda a devida aprovação da ANATEL
5
)sendo este de enorme valia, pois independe de visada para a suapropagação em banda larga (alta velocidade). Com isso, viabiliza-se a
convergência
, também chamada de “infovia”, onde trafegam dados, voze imagem, proporcionando ao município uma economia pungente eviabilizando o
e-gov 
6
, o
e-learnig 
7
, além da
inclusão digital 
8
dapopulação mais carente.Por mais que constatemos que o
CFTV
faça parte denosso dia-a-dia, ainda sim, emerge um sem números de questiúnculas,não só entre o Cidadão/consumidor final, mas também de
entes públicos
 além de especialistas do segmento, muitas das vezes fundamentadas.É fato que quando se fala emccââmmeerraassddeeCCFFTTVV, écomum pensar em “
BIG BROTHER BRASIL
” (programa licenciado à RedeGlobo), muito embora este seja um conceito na realidade errôneo.O programa que, ainda faz demasiado sucesso namídia televisiva nacional, tem como escopo justamente aeexxppoossiiççããooddaa iinnttiimmiiddaaddee além de um incremento ao lado “voyeur” de alguns.deve ser acima de tudo um equipamentoutilizado a favor do homem e não ao contrário, respeitando-se porconseqüência, a
intimidade
e a
vida privada
de cada um.Quando se fala de
intimidade
, e
vida privada
, é comuminterpretá-las como sinônimo, até porque, semanticamente o valor deuma lembra a outra, no entanto, a norma constitucional traz as duasformas e doutrinariamente entende-se que os conceitos são distintos,muito embora um esteja ligado ao outro
9
.A
intimidade
não é de domínio comum, é recôndito,secreto, intimo.
4
O WiMAX é um padrão aberto de conexão sem fio, certificado pelo IEEE - Institute of Electrical andElectronics Engineers. Logo, não é uma tecnologia proprietária, não há donos. As diretrizes e discussõesficam à cargo do WiMAX Forum, uma organização sem fins lucrativos formada por dezenas de empresas queenxergam na tecnologia um futuro promissor.
5
Agência Nacional de Telecomunicações, criada pela Lei 9.472, de 16/07/1997 - Lei Geral deTelecomunicações. Dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações, al criação e ofuncionamento de um órgão regulador e sobre outros aspectos institucionais, nos termos da EmendaConstitucional 8/1995.
6
 
O desenvolvimento de programas de governo eletrônico tem como princípio a utilização das modernastecnologias de informação e comunicação (TICs) para democratizar o acesso à informação, ampliardiscussões e dinamizar a prestação de serviços públicos com foco na eficiência e efetividade das funçõesgovernamentais.
7
Ensino à distância, através da produção de materiais didáticos em texto, áudio e vídeo oferecidosdiretamente pela internet, ou intranet.
8
Vários programas governamentais cuja atribuição principal é a de introduzir o uso das tecnologias deinformação e comunicação (TIC’s), nas escolas da rede pública e à população de baixo índice dedesenvolvimento humano - IDH.
9
Acompanhamos o entendimento dos Professores David Araújo e Vidal Serrano Nunes Júnior (
Curso dedireito, constitucional. São Paulo: Saraiva 1998
.)
 
3
Privacidade
guarda o sentindo de “
privus
”,
sseerrpprriivvaaddooddooppúúbblliiccoo
, é o que é particular, tomado isoladamente,
fechado
, adstrito
a poucos.
oPPúúbblliiccoo, apresenta-se como antônimode privado, pois este é
aberto
 
a todos
, ou com a participação de todos,é o que pertence ao povo.O Legislador Constitucional, levando em consideraçãoque cada cidadão brasileiro tem sua esfera privada, reservou de formaquase “sagrada” a
Intimidade
e a
Privacidade
: “SÃO INVIOLÁVEIS A INTIMIDADE, A VIDA PRIVADA,A HONRA E A IMAGEM DAS PESSOAS, ASSEGURADOO DIREITO A INDENIZAÇÃO PELO DANO MATERIAL OUMORAL DECORRENTE DE SUA VIOLAÇÃO” 
10
. (grifonosso)Dez anos após a promulgação da Constituição, surge aLei dos Direitos Autorais delimitando a sua abrangência:
 “Art. 5º. Para os efeitos desta Lei, considera-se:II – Transmissão ou emissão – a difusão de sonsou de sons e imagens, por meio de ondasradioelétricas; sinais de satélite; fio cabo ououtro condutor; meios elétricos ou qualqueroutro processo eletromagnético;” 
11
 
(grifo nosso)
 
Após um longo período junto aos Legisladores, veio atona o Novo Código Civil, que ousou permitir ao cidadão comum, semmuito esforço de interpretação, dado a sua forma didática e pungente,os reais limites da divulgação da imagem no direito Brasileiro:
 “
Salvo se
autorizadas
, ou se
necessárias àadministração da justiça
ou à
manutenção daordem pública,
a divulgação de escritos, atransmissão da palavra, ou a utilização da imagem deuma pessoa poderão ser proibidas, a seurequerimento e sem prejuízo da indenização quecouber,
se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a
10
Inciso X do Artigo 5o. Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais – Capítulo I - Dos Direitos eDeveres Individuais e Coletivos - Constituição da República Federativa do Brasil.
11
Inciso II do Artigo 5º. Lei Federal 9.610/98 – Direitos Autorais.

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