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Direito Da Seguridade Social

Direito Da Seguridade Social

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EVOLUÇÃO DO DIREITO PREVIDENCIÁRIO BRASILEIRO
No caminhar entre a assistência prestada por caridade , até hoje, a assistência prestada como direitosubjetivo do cidadão, temos o reflexo da beneficência , da assistência e da previdência, ora uma ououtra se sobressaindo entre as demais.Entre nós, primeiramente prevaleceu a beneficência inspirada pela caridade – Santa Casa deMisericórdia Pe. José de Anchieta – séc.:XVI.Da assistência pública têm-se noticia inaugural em 1828, com a Leio Orgânica dos Municípios , e osurgimento do Montepio Geral da Economia em 1835. NO caso do seguro social pouco se formulou ,nos tempos anteriores ao séc. XX. .
ACIDENTE DO TRABALHO
:Na Europa a legislação sobre acidente do trabalho data de 1884, sendo adotada na Guatemala em1906.No Brasil as tentativas para estabelecer-se tal legislação remonta a 1904, com o projeto do deputadoMedeiros e Albuquerque, que infelizmente não prosperou.. Em 1919, logrou aprovada a proposta daComissão Especial de Legislação Social – Lei nº 3724 de 15/01/19, que tornou compulsório o segurocontra acidente de trabalho. Sendo certo que somente com a emenda nº 1 de 1969,, em seu artigo 165,XVI, inclui-se o acidente de trabalho entre os denominados riscos sociais, no diploma constitucional.
SEGURO SOCIAL
:No fim do Império algumas medidas começaram a ser tomadas , com o fim de proporcionar aosempregados públicos certas formas de proteção. Caixa de socorro das estradas de ferro do Estado(1888),n Fundo de Pensões do Pessoal das Oficinas da Imprensa Nacional (1889).Mas para empregados de empresa privada , até 1923 , nada se tinha feito, em 24 de janeiro de 1923,veio a ser promulgada a lei nº4682 – Lei Eloy Chaves, instituindo a Caixa de Aposentadoria e pensões junto a cada empresa ferroviária e tornando seus empregados segurados obrigatórios. Sendo previstospara eles os seguintes benefícios : assistência médica, aposentadoria por tempo de serviço e por idadeavançada,, invalidez após dez anos de serviço e pensão aos seus dependentes. Em 1926, defere-seigual regime aos empregados de empresa de navegação marítima, fluvial, bem como,aos portuários.Em 1930 cria-se o ministério do trabalho, com atribuições para assuntos de previdência social ,aparecem institutos , amparando não mais os servidores de uma só empresa, porém o pessoalassalariado de uma determinada categoria profissional em todo o território nacional, desse modo foramcriados os institutos: IAPM, IAPAC, IAPETC, etc..De par com essas entidades previdenciárias , vieram as de cunho assistencial e foram tomadasprovidências a fim de proporcionar aos trabalhadores variada forma de serviços dessa natureza. Em1940 foi criado o Serviço de Alimentação da Previdência Social, em 41 foi instituído o abono embenefício das famílias de prole numerosa, em 1942 cria-se a LBA, em 42 , cria-se, também, o SENAI;em 46 o SENAC, o SESI e o SESC.Em 1945 ter-se-ia uma previdência social unificada, mas a lei permaneceu letra morta, em 1947 o Dep.Aluízio Alves apresenta um projeto de lei que previa o amparo social de toda a população, que deuorigem a Lei 3.807 de 26/08/60, denominada de LEI ORGÂNICA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL (LOPS). ,que proporcionou unidade de tratamento para os denominados segurados e dependentes , mas não
 
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unificou os organismos gestores , nem assegurou proteção a toda população já que dela excluíam-se osdomésticos e os trabalhadores do campo.Em 1963 – O ESTATUTO DO TRABALHADOR RURAL, pretendeu levar a proteção trabalhista eprevidenciária ao campo, não logrando êxito, o que só veio a ocorrer completamente em 1971, com a leicomplementar de número 11.Em 1966, pelo Decreto-lei nº 72, unificou as instituições de previdência, criando assim o INSTITUTONACIONAL DE PREVIDÊNCIA – INSS , quando, também, deu-se nova feição ao sistema jurisdicionalda previdência social, constituindo-o de juntas de recurso da previdência social e Conselho deRecursos da Previdência Social.Quanto ao trabalhador do campo, só logrou-se êxito em 1971, com a instituição do amparo doPRORURAL, em molde autárquico.Era necessário a criação de um Ministério, específico para assuntos previdenciários, exigindo-se, assim,a separação do Ministério do Trabalho e Previdência Social em duas pastas. Em 1º de maio de 1974,criou-se o Ministério da Previdência e Assistência Social – MPAS, subordinando a ele as autarquias eórgãos atuantes nesses dois ramos de atuação estatal.Em 1976 o Decreto-lei 77.077, cria-se a CLPS.Dado ao crescimento de setores da atividade econômica e a necessidade da penetração dos serviçosno interior do país, em 1977, pela Lei 6.439, reformula-se o sistema previdenciário, onde :INPS: cabia as prestações em moeda e os serviços de assistência complementar;INAMPS: competiria a prestação de assistência médica;LBA: a prestação de assistência social;DATAPREV: o processamento de dados e tudo relativo a informatização;IAPAS: cuidaria das atividades administrativas e financeiras da previd6encia e assist6encia social.Essas instituições teriam como campo de atuação as atividades de amparo social antes existentes(INPS, FUNRURAL, IPASE) abrangendo as atividades urbanas e rurais , bem como, os servidores daUnião. Essa reestruturação previdenciária, não alterou os direitos subjetivos previstos na legislaçãoanterior , somente sendo uma reformulação administrativa e orgânica.
FONTES DO DIREITO PREVIDENCIÁRIO
:A lei é a expressão máxima da normatividade jurídica , mas ao lado dela podemos citar como fontes oscostumes , a jurisprudência, a doutrina os princípios gerais de direito , além da equidade.Direito previdenciário, trata-se de um ramo autônomo do direito, com regras próprias, inclusive,constitucionais.A primeira aparição do Direito Previdenciário em nossa legislação, remonta a Constituição de 1824, emseu artigo 179, XXXI, de nítida inspiração revolucionária Francesa, em que “A constituição tambémgarante os socorros públicos”.Na constituição de 1934 , espelhava-se a solidariedade social – garantindo assistência médica aotrabalhador e a gestante, descanso para esta antes e após o parto, etc...A Carta Magna de 1937, não deu solução de continuidade nas conquistas anteriores, sendo diferenteas Constituições subseqüentes.
 
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A Constituição de 1988, em seu artigo 8º, XVII, c, reserva competência dada à União Federal, paraassuntos de previdência social, não excluída a dos Estados, desde que respeitada a legislação federal ,significa que os Estados NÃO podem legislar sobre o assunto já tratado em lei federal , restando aolegislador estadual o branco da lei.No artigo 21 § 2º , I, e artigo 43 , temos que somente a União poderá criar contribuições de cunhosocial , no interesse da previdência social e de seu custeio .O artigo 165, garante ao trabalhador a prestação do salário família , das prestações do auxílio doença ,aposentadoria por velhice e invalidez, pensão por morte, proteção em caso de infortúnio do trabalho ematernidade.Temos ainda, as leis:8.212 de 24/07/91 – lei de Custeio;8.213 de 24/07/91 – lei de benefícios;EC. 20
SEGURIDADE SOCIAL NO BRASIL
Segurança é um dos termos do binômio que com a liberdade, forma o sustentáculo da felicidadehumana.A seguridade social é o conjunto de regras que tendem a atuar como instrumento protetor , que garantao bem estar material, moral e espiritual de todos os indivíduos da população , abolindo todo o estadode necessidade social em que estes podem se encontrar.Seguridade Social: tranqüilidade no caso de algum evento, atender a família, tem 3 aspectos:Previdência Social, Assistência Social e Saúde.
·
Previdência Social:
mediante contribuições cobrir riscos, doença, morte. Artigo 201 da CF.
·
Assistência Social
: prestada sem contribuição- atender aos hiposuficientes – renda mensal queatenda pessoas em estado de miserabilidade; Artigo 203 da CF.
·
Saúde
: prevenir riscos , habilitar e reabilitar os indivíduos.A seguridade social é gênero , da qual, Previdência Social , assistência social e saúde são espécies.
PRINCÍPIOS DA SEGURIDADE SOCIAL – ARTIGO 194, PARÁGRAFO ÚNICO DA CF.
1-
UNIVERSALIDADE ou COMPREENSIVIDADE
:deve atingir a todos os cidadãos . Todo omembro da sociedade , acometido pela necessidade , ameaçado pela miséria, à assistência social temdireito.2-
UNIFORMIDADE e EQUIVALÊNCIA
: tanto em benefícios como em serviços o rural e o domésticotêm os memos direitos dos trabalhadores urbanos.3-
SELETIVIDADE e DISTRIBUTIVIDADE
: ou seja, a seguridade social vai pagar conforme o seu“caixa” e os mais necessitados serão “ajudados”, com prejuízo dos demais..

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