A SPEF E A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Na sequência da implementação do processo de Avaliação de Desempenho dos Professores e tomandoconhecimento das grandes dificuldades que este está a suscitar nas escolas, a direcção da SPEForganizou nos dias 17 e 24 de Junho e 2 de Julho, uma série de três encontros com colegas de váriasescolas do 2º e 3º Ciclo e Ensino Secundário
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, directamente envolvidos neste processo, procurando fazerum ponto de situação sobre como está realmente a decorrer este processo, caracterizando-o nosproblemas comuns que têm emergido e aos quais é preciso dar uma resposta imediata, e qual anatureza da resposta que se considera urgente levar a efeito (onde a intervenção da SPEF pudesse serútil).Na sequência destas reuniões foram tomadas várias decisões. Em primeiro lugar, foi realizada umasíntese escrita, que aqui se transcreve, com a indicação das várias categorias de problemascomummente detectados e do conjunto de soluções que deverão ser implementadas no sentido degarantir a qualidade do processo. Foi ainda decidido que, no âmbito do Colégio de Educação, seriacriado um Grupo de Trabalho para preparar a operacionalização das soluções inventariadas. A urgênciade chegada de informação às escolas, implicou que entretanto se decidisse sobre as vantagens dedivulgação do conteúdo do presente documento. Oportunamente chegarão às escolas sugestões maisconcretas sobre o assunto.
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O que se tem passado nas escolas e que problemas são identificados?
Nos dois primeiros encontros, os testemunhos dos colegas permitiram assinalar problemas queenquadrámos em cinco grandes categorias de assuntos.Foi referenciado pela generalidade dos colegas, a existência de um
ambiente geral nas escolas que secaracteriza por uma receptividade difícil
ao processo
que tem sido desenvolvido para a Avaliação doDesempenho. Este ambiente foi caracterizado como de descrédito na Avaliação dos Professores e noseu contributo para o Desenvolvimento Profissional, traduzindo-se por uma visão fatalista “de que éimpossível fazer bem”. Foi igualmente reportado um clima de receio sobre a Avaliação e os seusbenefícios, e uma tensão e descontentamento decorrentes em concreto da ideia de que as progressõesna carreira têm estado congeladas e de que a Avaliação não permitirá concretizar essa finalidade. Estaideia foi associada à presença a uma imagem da avaliação como um mecanismo de progressão decarreira, mais do que como processo de desenvolvimento profissional.Foi também assinalado que este ambiente é agravado por uma dificuldade de relação que se observaentre os diferentes intervenientes e que foi caracterizada por uma dinâmica relacional fraca. Entreoutros aspectos, foi assinalada a falta de crença e confiança mútua entre os professores, a que seacrescenta um aumento progressivo de conflitualidade entre professores, nomeadamente face aos
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Ana Raquel Moreira, Eduardo Monteiro, Filomena Araújo, Isabel Bayo, Isabel Martins, Joana Jacinto, João Lourenço, JorgeMira, José Brás, José Cordovil, Lídia Carvalho, Luís Fernandes, Manuela Jardim, Marcos Onofre, Maria João Martins, PauloFernandes, Paulo Pintassilgo, Rui Petrucci, Zélia Nunes, António Pedro Duarte, Luísa Salsa, Luís Cravo da Silva.
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