Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
187Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Apostila História Do Brasil

Apostila História Do Brasil

Ratings:

5.0

(1)
|Views: 104,956|Likes:
Published by Caroline Varela

More info:

Published by: Caroline Varela on Sep 21, 2008
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

09/11/2013

pdf

text

original

 
HISTORIA DO BRASIL
Transcorreram quase quinhentos anos, desde aquele momento em que Cabral resolveudesviar sua esquadra - que seguia ao largo da costa africana em direção à Índia – eencontrou terras virgens e desconhecidas, até os dias de hoje, quando um congressoconstituinte apresentou ao povo e a nação a nova Constituição.É uma longa história, embora seja curta se a compararmos com a história de outras nações,que registram acontecimentos em datas anteriores a Cristo. Nesta preparação para ovestibular, vamos apresentar a história do Brasil em quatro livros. No primeiro, começamoscom alguns fatos da história de Portugal, a nossa antiga metrópole, para compreendermosmelhor os trezentos anos de vida colonial. Naqueles primeiros tempos, Portugal, Espanha,França, Inglaterra e Holanda nomeavam sua política em função de lemas muito simples:mais ouro, mais comércio, mais colônias para explorar. É nesse contexto que o Brasil irá, apartir de 1530, ocupar lugar de destaque na política mercantilista portuguesa, inicialmentecom a cana-de-açúcar e depois com a mineração. Embora a economia da colônia fossetotalmente noneada pelos interesses da metrópole, a vida no Brasil adquire feições próprias:com os criadores de gado do Norte e do Sul, com os bandeirantes que marcam fronteirasalém do Tratado de Tordesilhas, com os negros, transformados em mercadoria-escrava eque criam o primeiro modelo de estado democrático – o Quilombo dos Palmares, e osíndios que recuam cada vez mais para o interior diante do poderio do branco colonizador.Em 1822 inicia-se oficialmente o Brasil império, ainda que a data mais precisa devesse ser1808, com a chegada de D. João VI fugitivo de Napoleão. São mais 80 anos de história.Enquanto as outras nações americanas se libertam do domínio espanhol, nós coroamos umimperador, mas também veneramos aqueles que lutaram nesse período pela república comoos mártires de Vila Rica, da Conjuração Baiana e da Revolta Pernambucana de 1817. Todaessa história você verá no segundo livro além das grandes revoltas que abalaram o períodoregencial e o mais longo período da história brasileira sob o governo de um só homem: aera de D. Pedro II. O ano de nossa república, 1889, é o marco inicial do terceiro livro destasérie.Nele estudaremos a República Velha, a república das oligarquias, dos senhores do café, docoronelismo, do voto de cabresto, da política dos governadores. Mas também é a repúblicadas greves operárias de 1917 e 1919, da revolta da Chibata, do levante do Forte deCopacabana, do movimento tenentista, da coluna Prestes e da Revolução de 1930.E assim chegamos ao quarto livro e ao período mais conturbado de nossa história, de 1930até os dias atuais. São mais 50 anos que, grosso modo, podem ser divididos em quatroperíodos: a era Vargas, os governos populistas, a ditadura militar e a chamada NovaRepública.Como a proposta básica deste curso é compreender as peculiaridades do capitalismo numpaís de industrialização tardia, todos os grandes períodos serão analisados tendo em vista osaspectos econômicos, sociais e culturais, além dos políticos.
 
E ao final de cada capítulo incluímos alguns exemplos típicos de exercícios que costumamaparecer em vestibulares, com respectivas respostas e comentários.Cada livro é acompanhado de um caderno com resumos, quadros de referência, cronologiae exercícios de vestibular. Entre os exercícios você encontrará tanto questões de múltiplaescolha como outras analítico-expositivas.
Feudalismo - apogeu e queda Divisão do período feudal e suas características
Era crença comum na Idade Média que o mundo acabaria no ano 1000. Sabemos que issonão ocorreu. Na verdade, essa época assinalou o ressurgimento do comércio e o início dastransformações gerais pelas quais a Europa passou ao longo do período que se iniciou noséculo XII e se estendeu até o século XVI (época do descobrimento do Brasil).Para compreendermos mais adequadamente a Idade Média, lembremos que ela é divididaem Alta Idade Média e Baixa Idade Média. A Alta Idade Média - séculos V ao X -caracterizou-se pela formação da sociedade medieval, que marcou a transição doescravismo ao feudalismo. A Baixa Idade Média – séculos X ao XV - caracterizou-se pelaconsolidação do feudalismo. O sistema feudal conheceu seu apogeu entre os séculos XII eXIII, quando teve início uma crise geral e profundamente transformadora que conduziria aoseu declínio, nos séculos XIV e XVFeudo era o local de produção dos bens necessários à sobrevivência da população.Era constituído por castelos e vilas - as unidades de produção essencialmente agrícolas. Aeconomia feudal baseava-se na agricultura de subsistência, isto é, todos os bens produzidosdestinavam-se à manutenção dos habitantes dos feudos (senhores dos castelos e servosprodutores agrários). Naturalmente, numa economia desse tipo, voltada para a terra, o podereconômico estava nas mãos dos grandes senhores feudais.A propriedade da terra constituía a base do poder dos senhores feudais, que além dissodetinham o poder militar, judicial e político, e se reservavam o direito exclusivo de cunharmoedas.O grande proprietário de terras, chamado suserano, doava feudos a outro senhor de terras,que se tornava vassalo.A vassalagem consistia num contrato de deveres e obrigações mútuas entre o suserano e ovassalo. Por esse contrato, o vassalo ligava-se ao suserano mediante os seguintescompromissos:a) auxílio militar obrigatório por um período aproximado de quarenta dias e durante asguerras;b) auxílio financeiro ao suserano, quando este participasse de cruzadas, e ao seuprimogênito, a fim de armá-lo para as guerras.Em troca, o suserano se comprometia a proteger os vassalos e seus dependentes e a nãotirá-los das terras. Se o vassalo deixasse de cumprir as obrigações de vassalagem, poderia
 
ser expulso da terra. Além disso, quando o vassalo morria, seu primogênito tornava-setambém um vassalo, pagando ao suserano uma taxa de transmissão do poder sobre a terra.Outra característica do feudalismo era o militarismo. O vassalo, depois de sagradocavaleiro, defendia os domínios do seu senhor. A educação de um jovem vassalo consistiano fortalecimento físico, na habilidade do manejo das armas, na prática de cavalgar e caçare no treinamento para os torneios. Essa preparação militar era a condição fundamental parase tornar um cavaleiro. As guerras constantes constituíam os meios concretos de seaumentar as riquezas, pela conquista de novos territórios. A sociedade feudal dividia-se emsenhores e servos. Os primeiros administravam seus bens - castelos, armas, terras, cavalos -, adquiridos pelas guerras, pelos saques, pelas revoltas. Os segundos cuidavam daprodução, lutavam nas guerras e protegiam os castelos senhoriais.
Mentalidade feudal: senhor de terras, Senhor Deus
Na Idade Média, o pensamento cristão, baseado na crença em um só Deus, senhor de todoo universo, orientava a vida humana. No entanto, para melhor conhecer os desejos de Deus,era necessário a mediação da Igreja Católica como intérprete "única e verdadeira" dasvontades divinas, pois "só a Igreja salvaria".A Igreja, considerada como a representante dos ensinamentos de Cristo – com poderes deexpulsar demônios, curar doenças, e encarregada de espalhar a doutrina da salvação -,dirigia o comportamento humano. Na visão da Igreja medieval, o excedente daquilo que seproduzia para a própria subsistência deveria ser "distribuído". E, embora condenasse ausura e a especulação, durante o período feudal foi dona de cerca de dois terços das terraseuropéias.A religiosidade norteava todas as atitudes dos homens daquela época. Assim, porexemplo, quando o servo entregava sua produção a seu senhor, estava doando seu esforçoao Senhor Deus; quando o senhor feudal doava terras ao Papa e à Igreja, também o fazia aoSenhor Deus. E ambos seriam recompensados por isso. Essa ligação dos homens com opoder divino, por intermédio da Igreja, caracterizou o teocentrismo. traço marcante dofeudalismo.As lutas entre povos cristãos e povos bárbaros (predominantemente germânicos)começaram no início da era cristã e só diminuíram por volta dos séculos IX e X (801 a900). Durante esse período, iniciou-se uma interação econômica, política, social e culturalentre os dois povos, com o predomínio do cristianismo sobre os cultos bárbaros. Oresultado dessa aproximação foi um aumento populacional que acabou por gerar a escassezde alimentos. A produção agrícola insuficiente levou ao desenvolvimento de um pequenocomércio de trocas entre os feudos. Mas isso não foi o bastante para suprir a populaçãoeuropéia. As lutas entre servos e senhores tornaram-se, assim, constantes. Os servosreivindicavam aumento das terras para suas necessidades. Os senhores exigiam maisprodução.Como resolver os problemas que causaram a falta de alimentos? Como evitar a crisesocial, isto é, as revoltas servis provocadas pela precariedade da economia? Como impedir

Activity (187)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred thousand reads
1 thousand reads
1 hundred thousand reads
1 hundred reads
miltonbrittojr liked this
Paulo Sérgio liked this
AllyneSpynelly liked this
Bento Mariano liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->