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Programa Homospiritualis: Diversidade religiosa, expressão do espírito e (re)envolvimento humano

Programa Homospiritualis: Diversidade religiosa, expressão do espírito e (re)envolvimento humano

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Paper escrito para ser apresentado no V colóquio internacional educação, imaginário, mitanálise e utopia, na Universidade Federal Fluminense - UFF, em Agosto de 2013. O paper aborda a experiência do Programa Homospiritualis, enfatizando suas principais pesquisas.
Paper escrito para ser apresentado no V colóquio internacional educação, imaginário, mitanálise e utopia, na Universidade Federal Fluminense - UFF, em Agosto de 2013. O paper aborda a experiência do Programa Homospiritualis, enfatizando suas principais pesquisas.

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08/02/2013

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V colóquio internacional educação, imaginário,mitanálise e utopia
Universidade Federal Fluminense - UFFAgosto de 2013
Programa Homospiritualis: Diversidade religiosa, expressão do espírito e (re)envolvimentohumano
Adilson Marques
 –
doutor em Educação/USP, idealizador do Programa Homospiritualis
Apresentação
Nesta comunicação vou abordar um pouco da história do Programa Homospiritualis,criado em setembro do ano 2000 para atuar na promoção da cultura de paz e na valorizaçãoda diversidade religiosa, no município de São Carlos, e mantido, atualmente, pela ONG Círculode São Francisco
 –
Instituto de Animagogia.O programa foi inspirado no manifesto da UNESCO que definiu o período de 2001 a2010 como sendo a década da cultura de paz, enfatizando o quarto valor que propõe
ouvirpara compreender
, no sentido de defender a liberdade de expressão e a diversidade culturalprivilegiando sempre o diálogo sem ceder ao fanatismo, à difamação e à rejeição.Anualmente, desde 2001, organiza o Encontro Homospiritualis de Educação e Culturapara a Paz, onde religiosos, espiritualistas e demais interessados apresentam suascontribuições, visando propiciar a compreensão ativa da visão religiosa do outro, estimulandoo respeito e a tolerância. Entre os temas já abordados, podemos citar os estudos sobre oevangelho de Tomé, o Dharmapada, a Oração de São Francisco, a Umbanda, A Bhagavad Gita,além de diferentes cursos, oficinas e atividades culturais como apresentações de cantosdevocionais, mostras de filmes etc., dentro do espírito proposto pelo manifesto da UNESCO.Derivando-se deste encontro, tivemos, a partir de 2010, um novo evento: o FórumPermanente de Educação, Cultura de Paz e Tolerância Religiosa. Este nasceu da necessidade deestabelecer uma reflexão e um campo de atuação política em defesa da diversidade e daliberdade de expressão religiosa, visando, inclusive, garantir a laicidade do Estado. Em 2010, ofórum escreveu o
Manifesto pela Tolerância e pela Paz em São Carlos
, revisto e ampliado em janeiro de 2013. O fórum passou a ser realizado, anualmente, no dia 21 de janeiro,considerado pelo governo federal como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.Porém, um dos trabalhos mais singulares realizados pelo Programa Homospiritualis eque permitiu uma liberdade radical para a expressão de experiências espirituais foram osprojetos
Cultura de Paz e Mediunidade
” e “História Oral e Transcendentalismo: imagens eimaginário do invisível”
, que foram de vital importância na elaboração da proposta deeducação espiritualista denominada Animagogia, colocada em prática pela ONG Círculo de SãoFrancisco e na criação da Terapia Vibracional Integrativa (TVI), que são técnicas de meditação
 
curativas para serem realizadas com grupos (idosos, portadores de necessidades especiais,gestantes etc.).O primeiro projeto foi realizado com supostos espíritos, através de vários médiunsresidentes ou não na cidade de São Carlos/SP, sendo a maioria deles considerada inconsciente,ou seja, são pessoas sensitivas que entram em transe para que um suposto espírito semanifeste, mas não se lembram de absolutamente nada do que foi dito ou realizado durante aexperiência. O principal recurso metodológico utilizado para as pesquisas foi o quedenominamos como espiritologia e que consiste no uso dos recursos da História Oral para seentrevistar os supostos espíritos. Entre eles, podemos citar um que se identifica como
preto-velho
”, cujo nome seria
Pai Joaquim de Aruanda. Ele foi entrevistado em 9 encontros, entre osanos de 2005 e 2008, totalizando cerca de 32 horas. As entrevistas foram registradas em vídeoe trechos podem ser acessados no youtube, seja o momento do transe mediúnico ou partes deseu depoimento.O segundo projeto foi realizado com os médiuns em seu estado de vigília,entrevistando-os. A ideia era compreender a história de vida das pessoas que dizem ter asensibilidade para ver, ouvir ou dar
passagem
para supostos espíritos,
cedendo
seuscorpos para que os mesmos pudessem se comunicar. Durante a coleta dos depoimentos, umtema chamou a nossa atenção: o número de médiuns que dizem ter tido experiênciasreencarnatórias como homem e como mulher. A partir destes depoimentos foi publicado olivro
Gênero e Espiritualidade: uma introdução ao estudo das imagens e do imaginário doinvisível 
.O estudo dessa possível realidade espiritual, compreendendo as mais diferentesformas de organização do contato com esse mundo invisível foi denominado por nós comoCiências do Espírito e as diferentes formas de organização deste intercâmbio mediúnico foidenominado Psiconomia.As Ciências do Espírito não se confundem com o espiritismo. Este é uma doutrina quenasceu do intercâmbio mediúnico, em meados do século XIX, e que define uma forma de fazertal intercâmbio. Porém, existem outras que, frequentemente, são classificadas pelos adeptosdo Espiritismo co
mo “erradas”. É o caso da Umbanda, da Apometria e de outras práticas
anímico-mediúnicas. Assim, podemos dizer que as Ciências do Espírito estudam o Espiritismo,mas não é o Espiritismo seu único objeto de estudo. Todas as possíveis psiconomias podem serobjeto de estudo das Ciências do Espírito.Entre as sete pesquisas realizadas pelo Programa Homospiritualis entre os anos de2001 e 2008, destacou-se a
História Oral, Imaginário e Transcendentalismo: mitocrítica dosensinamentos do espírito Pai Joaquim de Aruanda
, divulgada na forma de e-book em 2009 eimpressa em 2011. Sua versão e-book já atingiu mais de sete mil acessos.Neste estudo, optamos em fazer o estudo mitocrítico do discurso do suposto espírito,a partir do estudo de três falas do mesmo: uma sobre a umbanda, outra sobre a oração de São
Francisco e a última sobre a “função espelho”, onde o suposto espírito comenta um assunto
presente no livro
O evangelho segundo o espiritismo
.Atualmente, o Programa Homospiritualis realiza uma pesquisa mitocrítica, visandoidentificar o mito diretor presente no Espiritismo, na Umbanda e na Apometria, ecompreender como se processam as relações ora complementares, ora concorrenciais eantagônicas entre as três psiconomias. Esta pesquisa foi apresentada, recentemente, na
 
cidade de Natal/RN, em um evento organizado pelo grupo de estudo Mythos-Logos
 –
religião,mito e espiritualidade, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.A seguir pretendo enfatizar o estudo que fizemos em relação à Apometria eapresentar, sucintamente, o que compreendemos com a expressão
Homo spiritualis
. Mas,antes, para facilitar a compreensão de como este mythema se inseriu dentro de mim, énecessário apresentar, sucintamente, um pouco da minha bio-história.
Um pouco de minha bio-história
Meu interesse por reflexões espiritualistas começou por volta de 1999, quando passeia vivenciar algumas experiências que poderíamos chamar de não-cartesianas. Notei que aopassar por determinados locais as luzes se acendiam, as portas de abriam, entre outrosfenômenos não explicáveis pela física clássica.Passei a considerar que, de alguma forma, eu tinha uma participação ativa narealização daqueles fenômenos não-cartesianos, seja através de alguma força mentalinconsciente ou energia presente em meu ser. E, ao conversar com um professor de Física,budista e praticante de Tai-Chi-Chuan, fui orientado a praticar esta atividade milenar com o
objetivo de “reequilibrar o meu Ki”. Segundo ele, ao fazer isso, os fenômenos cessariam.
 Minha mentalidade marxista achava esta explicação bizarra, mas resolvi tentar. Malnão faria, pensava na época. Porém, os fenômenos pareciam se intensificar, se tornando cadavez mais constantes. Foi quando uma bióloga, praticante de reiki, me disse:
você tem energiapara doar, faça algum curso como reiki, johrey, cura prânica etc. e o problema terminará
.Eu já sabia da existência do reiki, desde 1996, quando um evento sobre o tema foirealizado no SESC Carmo, na cidade de São Paulo. Mas a visão extremamente mercadológicacomo o assunto foi tratado me desestimulou de prosseguir estudando o reiki.Mas, em função do problema que estava enfrentando, resolvi fazer o curso em umaescola de reiki, na cidade de São Carlos. Fiz os três níveis do chamado reiki tradicional e dois deum sistema denominado karuna-reiki. A experiência foi muito agradável e, além de diminuir deforma considerável os fenômenos materiais citados acima, passei a sentir o campo energéticodas pessoas apenas impondo as mãos sobre elas.Motivado com a novidade, no início do ano 2000 criamos a Encantos da Lua
 –
centrode estudos e práticas cooperativas e para a paz, que funcionou até fevereiro de 2003, comouma espécie de embrião da ONG Círculo de São Francisco. Neste local eu aplicava reiki, oprofessor de física citado acima coordenava um grupo de Tai Chi Chuan e outro de estudosobre budismo e a bióloga também citada coordenava um grupo de danças circulares e demeditação. Com o tempo, outros voluntários se engajaram e o centro passou a oferecer aulasde Hatha-Yoga, massagem e muitas outras atividades.Porém, em 2001, vivenciei uma experiência insólita que me fez rever meus conceitosmarxistas e materialistas. Eu pretendia fazer um curso para me tornar mestre de reiki, poishavia intuído uma técnica de Chi Kung, ou de meditação em movimento para energizar váriaspessoas ao mesmo tempo, que, na época, chamei de mandala-reiki.Ao procurar a pessoa que me iniciou no reiki, ouvi que para ensinar novas técnicas euprecisaria ser mestre e o curso custava cinco mil reais. Depois de muito pensar, aceitei fazer ocurso e combinamos a data em que eu seria iniciado como mestre de reiki.

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