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Miguel anarquismo to Ideologico Da Classe Dominante

Miguel anarquismo to Ideologico Da Classe Dominante

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08/14/2011

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Antecedem os actuais grupos chamados “anarquistasou“autónomos”, todo um conjunto de doutrinas políticas, umasminimamente consistentes, outras meramente esboçadas embrochuras ou textos, mas essencialmente um raciocíniodoutrinário etéreo e idealista que foi sendo construído aolongo da História, cumprindo sempre um determinado papel.Importa, aos comunistas de hoje, compreender o papelhistórico do movimento anarquista, tal como instrumento queé essa compreensão para a interpretação do papel actual dosgrupos que, de uma forma ou outra, prosseguem esse papelno quadro do campo onde se trava a luta de classes.Reconhecemos que parte do património que constitui ochamado “socialismo utópico” integra o manancial que vemconstituir a doutrina do socialismo científico, partindo domaterialismo. Este episódio de ruptura com a tendênciaidealista que serve de base aos diversos afloramentosideológicos trazidos pelos anarquistas, sobrepõe-se-lhes, masnão renega que, de facto, este movimento histórico socialistamas utópico questionou as estruturas orgânicas que eramdadas como adquiridas antes das discussões anarquistas. Comefeito, poderemos dizer que o desejo pela ausência de poder,advindo directamente de uma implicada ausência deorganização, constitui em quase todos os casos na história eainda hoje, a semente, a raiz de um protesto, a primeiraexpreso de um qualquer descontentamento. A revolta,principalmente junto daquele que inicia a sua capacidade de julgamento potico, começa por uma incapacidade deperspectivar a solução para o conflito que, entretanto, seidentifica. Daí a relativa capacidade atractiva que os ideais de
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destruição do poder e do Estado ainda vão transportando junto de algumas camadas da juventude. Principalmente junto daqueles que ainda não entraram no mundo dotrabalho e, por isso mesmo, não formaram ainda consciênciasobre as relações de trabalho e ainda não compreenderam aexploração do trabalho.Isto o significa que o existio jovens trabalhadoresanarquistas, aponta, no entanto, para uma reduzidaexpreso desta tendência ideogica junto das camadastrabalhadoras e de todas as faixas etárias que as compõem.Pela insignificância numérica de que se revestem os actuaismovimentos anarquistas em Portugal, mesmo junto daJuventude, nada justificaria o presente texto. No entanto,porque mesmo nós, comunistas sentimos dúvidas quanto àspropostas anarquistas e porque é algo habitual detectarligeiras confusões entre elas e as propostas comunistas, éimportante que todos nos munamos do necessário raciocíniomaterialista que nos capacite no confronto com grupos quevisam a desarticulação da luta consciente ouinconscientemente. A capacidade de aplicar o raciocíniomaterialista à análise do quotidiano e dos problemasobjectivos da juventude, dos trabalhadores e das populaçõesé crucial quando nos confrontamos, quer com a direita, quercom a extrema-esquerda, já que, no cumprimento dos seusconhecidos objectivos, estes movimentos o hesitam emrecorrer à subjectividade, confluindo então no instrumento,com os chamados anarquistas, ou outros derivados doindividualismo político.
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O individualismo tem uma expressão política grave, que semanifesta de formas diversas, mas onde predomina sempre aanálise idealista e “contra-cienfica”. O individualismo éexpressão de uma tendência da classe dominante e mesmopor ela promovido como combustível essencial à estabilidadedo regime que lhe garante a dominância. Essa classe é aburguesia, esse regime é obviamente o capitalismo.Muitas são as formas que a burguesia toma para condicionaro resultado da luta de classes. Para nós, marxistas, a histórianão segue um rumo desarticulado, mas antes acaba por serreflexo de um processo de crescente organização, soma deum conjunto de forças principalmente materiais. A burguesianão ignora, pois claro, isso. Pelo contrário, sabe-o tão bemquanto nós. E é exactamente por ter tão consciente essaanálise da história que tenta travar sistematicamente oavanço do progresso que está até hoje contido, quer porcondicionamento, quer por incapacidade. É exactamente porexistir, junto da classe dominante, uma consciência perfeitade que o materialismo é o instrumento fulcral para que opendor da luta de classes passe para o lado do progresso, ouseja, dos explorados, que a classe dominante faz propagaratravés de todos os seus mecanismos de inflncia edominância (comunicação social e educação de massas) afilosofia anti-científica do idealismo, inimiga profunda datomada de consciência da realidade e da condição de classe.Claro que, enquanto comunistas, marxistas, sabemos bemque o idealismo está na base de todas as conceõesretrógradas do rio da filosofia, que serve de sustentáculo à
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